22 de fev. de 2019

Simplicidade X Ignorância/Pobreza X Virtude

Há quem confunda a ignorância - aquela resultante de baixo grau de instrução - e/ou a pobreza material com a simplicidade, o que é um equívoco: um indivíduo pode ser simples, independentemente de quanta instrução ou conhecimento sobre algo ele possua, ou do quanto possui em bens materiais.Como a simplicidade consta entre as principais virtudes humanas, o próprio indivíduo pode, inconscientemente, interpretar que é virtuoso ser ignorante, ou pobre, ou ambos, impedindo-se até mesmo de obter mais conhecimentos, mais instrução, mais conforto material por conta desta compreensão equivocada, e isto pode ser inadvertidamente incentivado, tanto por outras pessoas que se sentem no mundo como ele, quanto por indivíduos mais astutos e instruídos que tiram algum tipo de proveito da visão equivocada alheia.Embora a simplicidade seja uma virtude, a ignorância ou a pobreza não são obrigatoriamente características de simplicidade.

12 de set. de 2016

Voto consciente: palavras ao vento...

Em um regime democrático, quando uma parte dos cidadãos abre mão de exercer o seu poder, outra parte o fará a seu bel prazer.

E o que vem a ser "exercer o poder"?
Nada mais, nada menos do que participar da política vigente, não somente através do voto em um representante ou governante, mas, principalmente, acompanhar aprofundadamente as atividades deste e cobrar-lhe as ações; e, bem antes disso, conhecer-lhe a vida privada o quanto possível, assim como a vida pública, e suas intenções e possibilidades, para saber se reúne as condições necessárias ao cargo pretendido e se merece realmente a confiança, ou o seu voto.

Como ter informações mais detalhadas sobre um candidato, na Internet?
Pesquisando por notícias (sites de jornais e revistas) que citam o nome dele; adicionalmente, pesquisar suas fichas e atividades nos sites das casas parlamentares onde ele atua (Câmara de Vereadores, Assembleias Legislativas, Câmara dos Deputados, senado Federal); e, também para aqueles cujo mandato seja o primeiro, nos sites do TSE ou TRE (Tribunais Eleitorais).
Outros sites podem reunir informações sobre eles, mas a maioria são blogs opinativos, cujos autores podem ser tão ou mais tendenciosos do que alguns jornais e revistas.

E como escolher?
Na maioria das vezes, evite aqueles que repetem os discursos entre si, e/ou que usam seu tempo atacando adversários em vez de informar as próprias propostas ou programas de governo: eles raramente fazem uma diferença positiva em seus mandatos/governos.
Informe-se sobre quais os candidatos de seu estado/município concorrem a cada cargo: os debates da TV, a grande mídia e até mesmo o sistema político brasileiro não dão espaço e tempo de propaganda gratuita igual para todos os candidatos, não permitindo conhecermos melhor aqueles que "não tem chances" de vitória (e que nunca terão enquanto este sistema continuar ignorando-os). Quem sabe, não fariam, em sendo eleitos, a diferença positiva?
Outra coisa: esqueçam as pesquisas. Uma das coisas mais fáceis de se direcionar é uma pesquisa; ela pode seguir as tendências de determinado local onde é feita, do entrevistador, e/ou do dono do instituto de pesquisa. Sem mencionar, claro, outra possibilidades ilícitas.

Concluindo: "O de sempre", ou "o mais do mesmo", não trará, nunca, novidades boas. Para obtermos resultados diferentes (melhores) na política, temos que pensar (nos informar, e melhor) e votar diferente, usando dois de nosso melhores dons, ou poderes: a inteligência e o interesse.

18 de ago. de 2016

Thiago Braz e Renaud Lavillenie na Rio 2016: será que "EU-A-CRE-DIII-TEI"?



Independentemente da “marra” e da insatisfação do francês Renaud Lavillenie nos Jogos Olímpicos do Rio, do resultado da competição de salto com vara e do direito do torcedor brasileiro “atrapalhar” os estrangeiros com vaias, uma coisa, lamentavelmente, fica evidente sobre o comportamento humano, isoladamente ou em grupo: muitos consideram mais importante tentar atribuir um menor valor ao outro (pessoa, atleta, equipe), do que buscar fortalecer, capacitar e qualificar a si próprio - ou a um atleta ou uma equipe com palavras ou gritos de incentivo - para poder enfrentar de igual para igual um adversário ou situação e conseguir uma verdadeira e inquestionável superação.

Thiago Braz conquistou o Ouro, com mérito; mas ficaremos sem saber como o atleta francês teria saltado se não fosse a chuva de vaias que recebeu.
 Ficamos sem saber se Thiago realmente não teria sido superado.
Inconscientemente, aqueles que vaiaram não confiaram na capacidade. Do brasileiro. Não acreditavam.
E no dia a dia, será que os que vaiaram têm consciência e confiança da própria capacidade? Ou tentam desqualificar de alguma forma a capacidade alheia?

16 de mar. de 2016

Era uma vez... (uma fabuleta brasilesca)

Era uma vez...

Uma menininha queridinha do povo, que vivia num reino quase encantado; quase, porque boa parte do povo há tempos andava mesmo era desencantada: a princesa Esperança desaparecera.

Certo dia, diante do medo das incertezas que rondavam o reino, a menininha queridinha disse ao povo:

- Cuidado, mais vale um pássaro na mão do que dois voando!

Ocorre que, para a maior parte do povo daquele reino, não era permitida a posse de pássaros; não importava o quanto esse povo trabalhasse e produzisse, pássaros eram destinados apenas a alguns habitantes do reino. Havia gente com um, dois e até com muitos e muitos pássaros nas mãos... Mas havia muita gente sem nenhum pássaro.

Uma esperta bruxa, chamada Ganância, aproveitando-se da situação, disfarçou-se, fazendo-se passar pela princesa Esperança, e prometeu que todo mundo teria direito a ter, pelo menos, um pássaro na mão. Assim, a princesa Esperança, a impostora, venceu o medo e permaneceu liderando o reino por mais de três lustros.

A falsa princesa, podemos dizer, cumpriu a promessa, mas com o passar do tempo, a bruxa Ganância foi falando mais alto e forte, e o disfarce de princesa foi caindo, deixando à mostra sua verdadeira face. Como grande egoísta que era, acumulava muitos pássaros para si mesma, permitindo apenas aos seus amigos e alguns cidadãos que também o fizessem. Não se importava mais - se é que realmente se importou em algum momento - se haveria ou não pássaros para todos.



Alguns cidadãos, que já desconfiavam das intenções daquela falsa princesa, vez ou outra, e cada vez mais, protestavam exigindo a sua saída do reino; outros, que ainda acreditavam que ela fosse a verdadeira princesa Esperança, defendiam-na; e ainda havia aqueles que não sabiam mais em que ou em quem acreditar.  A relativa tranquilidade do reino estava abalada!

A menininha queridinha, recolhida até então, pegou do chão a máscara de Esperança que a impostora havia deixado cair, e disse ao povo:

- Viram? Melhor teria sido se continuássemos a ter um pássaro na mão, em vez de dois voando.

A queridinha só havia se esquecido de que, antes da falsa princesa tomar conta do reino, nem todos tinham direito a ter pássaros, não importava o quanto fizessem para isso.

E todos continuaram, como sempre.

Fim.

Ah! A verdadeira princesa Esperança, dizem, fugira com uma de suas amas, a Prosperidade, para viver um grande amor; e até os dias atuais ambas aguardam a Ganância deixar definitivamente o reino, para ter uma nova chance de voltar para casa.
Isso, claro, se a chefe da guarda imperial do reino, a Intolerância, permitir.
Mas essa já é outra história...

9 de set. de 2015

Criar, recriar ou aumentar impostos: A maior prova da incompetência de um governante

A maior prova da incompetência de um governante - e/ou de quem esteja a seu serviço - é propor (ou impor) a criação, recriação, ou aumento de impostos ou tarifas públicas como solução para crises econômicas, sem sequer realizar cortes ou reduções de gastos, ou propor medidas mais criativas.

E a maior prova de que quaisquer parlamentares que defendem tal ideia não desejam solução alguma, é que eles não defendem em suas respectivas casas legislativas os tais cortes ou reduções de gastos:
  • não querem reduzir o número de parlamentares;
  • não querem reduzir os próprios salários e benefícios;
  • não querem cortar os auxílios (mordomias, na verdade) que recebem;
  • não querem votar os projetos para tirar o Imposto sobre Grandes Fortunas do papel (o IGF é um tributo previsto na Constituição brasileira de 1988, mas ainda não regulamentado);
  • não querem saber se a carga tributária brasileira é a 32ª no mundo dentre 178 países, enquanto o Brasil é o último do ranking sobre retorno dos impostos - dentre 30 países com as maiores cargas de tributos; 
  • enfim: não querem admitir que eles próprios, os parlamentares, são parte do problema, e deles também devem vir as partes da solução.

O político brasileiro está mal-acostumadíssimo a jogar nas costas da população o resultado da sua incompetência e/ou da sua má fé. E a população, por sua vez, não apenas aceita passivamente, como também muitas vezes aprova tal comportamento.

O antigo IPMF e sua sucessora, a CPMF, não resolveram nenhum dos problemas para os quais se destinavam. Talvez porque sempre tenha faltado justamente a parte da solução que cabia aos parlamentares, relatada aí acima.



Fontes:

http://comentarios1.folha.com.br/comentarios/5997181?skin=folhaonline

https://pt.wikipedia.org/wiki/Contribui%C3%A7%C3%A3o_Provis%C3%B3ria_sobre_a_Movimenta%C3%A7%C3%A3o_ou_Transmiss%C3%A3o_de_Valores_e_de_Cr%C3%A9ditos_e_Direitos_de_Natureza_Financeira

https://pt.wikipedia.org/wiki/Imposto_sobre_grandes_fortunas

http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/imposto-so-para-rico-une-psol-e-fhc/

http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2015/06/01/brasil-cobra-imposto-caro-mas-e-o-que-da-menos-retorno-a-populacao.htm

http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2015/05/brasileiro-trabalhara-ate-31-de-maio-so-para-pagar-impostos-diz-ibpt.html

http://www.cartacapital.com.br/blogs/outras-palavras/um-mito-e-algumas-verdades-sobre-os-tributos-no-brasil-5576.html

20 de abr. de 2015

Arrecadação de governos X Investimentos públicos

Toda vez que alguém ou algum grupo aparece com alguma ideia polêmica alegando, entre outras vantagens, que o País (ou Estado, ou Município) vai poder aumentar a receita, penso imediatamente em quais bolsos ou ralos esta receita arrecadada a mais vai parar...

9 de dez. de 2014

Good and useful idea: The Selfind Project

Apesar do nome (e do título de minha postagem) em inglês, é um projeto "brazuca" bem interessante, que junta o "Selfie" e o "Find", visando auxiliar na busca por crianças e jovens desaparecidos.

Confira em selfind.com.br


Além de construir presídios (I)



Mais que construir presídios, é preciso torná-los úteis para a sociedade. Se, por um lado, faltam boa vontade e inteligência para realizar isto, por outro, não faltam bons exemplos, como este onde os detentos pedalam para gerar energia elétrica sustentável em uma cidade no sul de Minas Gerais. Isso mesmo, é aqui, no Brasil.



Fonte: Justiça em Questão

24 de out. de 2014

Qual o melhor candidato para você?

Qual o melhor candidato para você?

Nestas tão disputadas e peculiares eleições presidenciais de 2014, é bom refletir:

O melhor candidato é aquele...

Que pode atender às suas espectativas pessoais?
Que pode atender às suas espectativas familiares?
Que pode atender às suas espectativas profissionais?
Que pode atender às suas espectativas sociais?

Que não se envolva em escândalos?
Que abafe os escândalos?

Que possa aumentar o poder de compra dos mais pobres, desde que também aumente o seu?
Que possa aumentar o poder de compra dos mais pobres, independentemente do seu?

Que, por quaisquer meios, não permita às "pessoas diferenciadas" o acesso aos mesmos lugares e produtos que você dispõe?
Que, ao contrário, permita à estas "pessoas diferenciadas" o acesso aos mesmos lugares e produtos que você dispõe?

Em resumo, você tem todo o direito de escolher um candidato que possa governar de acordo apenas com os seus interesses particulares, mas não pode esquecer - como muitos de nossos presidentes anteriores esqueceram - de que um presidente eleito deve governar de acordo com os interesses de todos os habitantes do país, ou, pelo menos, da maioria destes habitantes... Agora, convenhamos: desde o "descobrimento" do Brasil a maioria não teve as mesmas oportunidades de poderes e de progresso  que a minoria teve.

Escândalos de corrupções? Para muita gente, "esclarecida" até, isso não é motivo para preterir candidatos: estão aí os "Maluffs"e os "Collors" para provar isso.

Não, não sou PTista, lulista ou dilmista, e nem, talvez, esquerdista. Mas ao contrário de muitos PSDBistas, Aecistas, FHCistas ou quaisquer outros direitistas ou neo-liberalistas, eu não me incomodaria com pessoas trajando bermudas e camisetas e calçando sandálias Havaianas sentadas ao meu lado num avião, ou usando iPhones iguais ao meu*, porém comprados em 10 vezes sem juros nas Casas Bahia.


(*) É só figurativo, na verdade eu nem tenho um, nem faço questão de ter só por que todo mundo tem.

26 de set. de 2014

Seis ou sete coisas para lembrar antes de votar em 2014

Antes de votar, é bom lembrar:

Da realidade da saúde pública, vista e sentida nas demoradas filas por exames e atendimentos, no despreparo e/ou na ausência dos profissionais, na falta de medicamentos, na insuficiência de leitos, na quase inexistente política de prevenção e tratamento aos dependentes químicos, e na precariedade de instalações e equipamentos.

Da realidade da Educação pública, vista e sentida na baixa valorização dos profissionais, na falta de infraestrutura - de materiais e equipamentos à merenda, na precariedade de instalações e, no fim das contas, na baixa qualificação educacional dos alunos, que têm ou terão problemas para para galgar sólidas carreiras no mercado de trabalho.

Da realidade da segurança pública, vista e sentida principalmente - mas não somente - nas periferias, nos assaltos de toda ordem em qualquer hora do dia, na demora na investigação dos casos que não recebem destaque na grande mídia, na corrupção dos agentes da lei, na falta de prevenção e/ou no pífio combate às drogas ilícitas.

Da realidade dos transportes públicos, vista e sentida nos problemas recorrentes e constantes, como os atrasos, os acidentes, a superlotação, o despreparo de profissionais, o decorrente caos no trânsito como um todo; e, principalmente na falta de fiscalização e punição aos infratores, cuja execução cabe ao governo e seus representantes.

Da realidade do planejamento urbano, visto e sentido no ineficiente planejamento que não contempla, verdadeiramente, moradia digna para a população de baixa ou "nenhuma" renda, e redução das ocupações em áreas de risco e em outros locais irregulares.

Da realidade da economia, sentida no bolso à cada pagamento de conta ou de compras no supermercado.

Quem não sente ou nunca sentiu na pele quaisquer destas questões ainda não resolvidas, provavelmente não levará nada disso em conta na hora de escolher candidatos.


É conveniente ressaltar que, na realidade, nada disto vem ocorrendo apenas nos últimos onze anos, como muitos querem fazer parecer: da Nova República para cá* (já são 29 anos), nenhum governo ou casa legislativa se interessou ou se empenhou em resolver estas questões tanto quanto se interessou em aumentar os próprios salários e regalias. Todos que passaram pelo poder nacional e/ou ou regional, portanto, têm a sua parcela de culpa pelos problemas básicos ainda não resolvidos deste país (como têm, também, méritos pelos poucos avanços).
Mas - verdade seja dita-, aquele que se apresentou como "a" solução e não fez nada muito diferente dos seus antecessores, foi o que mais decepcionou a parte razoavelmente politizada do seu eleitorado.



(*) Referi-me à "da Nova República para cá" (1985 em diante) simplesmente porque não tenho muitos parâmetros para analisar a política dos períodos anteriores.

27 de ago. de 2014

Questão de Lógica no pleito eleitoral fluminense...


Segundo algumas pesquisas de intenções de voto, um candidato - que já foi governador do Estado - venceria, hoje, com 28% dos votos.

Este candidato já passou por quatro partidos políticos e agora está nos quinto.
É acusado - juntamente com sua esposa - de desvio de verbas públicas estaduais para financiar sua campanha à presidência da república.
Foi condenado por formação de quadrilha junto com o ex-chefe de polícia de seu governo.
Foi considerado inelegível por abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação social em outro pleito eleitoral.

Um dito popular afirma que "errar é humano..."

Partindo das seguintes premissas:

Um novo mandato deste político no estado, seria um erro, e seus eleitores, portanto, humanos.
Um novo mandato seria persistência dos eleitores deste candidato.
O complemento deste mesmo dito popular, diz que "...persistir no erro é desatino."

Logo...

Os eleitores deste candidato são muito... persistentes!


(fontes: wikipedia, Globo.com, Terra TV )

19 de ago. de 2014

As eleições 2014 e um povo masoquista

"Líderes da pesquisas eleitorais no Rio de Janeiro apostam na desinformação e na baixa autoestima do eleitorado do Estado para vencer".

(Da série "Só isso explica esta tendência masoquista e retrógrada fluminense!")

18 de ago. de 2014

Nova temporada de "Gente de Vida Fácil"

Vai começar a nova temporada de Gente de Vida Fácil!

Um bando de lobos em pele de cordeiro tenta (re)ocupar cadeiras em várias casas espalhadas pelo país, em busca dos cobiçados prêmios: Poder e Dinheiro. Para entrar nessa disputa, vale tudo; e para permanecer no programa por quatro anos ou mais, só não vale trabalhar!

E a gente? Vai ficar só espiando, expiando...

29 de jul. de 2014

Sobre o Espiritismo, a Casa "Espírita" TESLOO e Rodrigo Bethlem, e a imprensa

A única forma de reduzir preconceitos e prevenir ações de indivíduos e grupos extremistas é disponibilizar informação. Detendo a informação, cada um poderá pensar/agir conforme sua própria consciência e, obviamente, arcar com as consequências.

Mais uma vez o Espiritismo está vinculado de forma negativa nas manchetes dos jornais, mas a imprensa não está equivocada, já que a palavra 'espírita' (termo derivado de "espiritismo", um neologismo criado por Allan Kardec, e diferente de "espiritualismo") compõe o nome da instituição.

"Testamento Esotérico Superior Legado Ortodoxo Oriental"é a sigla da Casa Espírita TESLOO, alvo de denúncias que novamente vêm à tona, agora envolvendo o deputado federal e ex-secretário municipal do Rio, Rodrigo Bethlem. (Saiba mais.)

A sigla da instituição por si só, já a distancia da Doutrina Espírita (http://pt.wikipedia.org/wiki/Espiritismo). Além disso, é preciso entender que, se uma instituição genuinamente espírita  deve estar de acordo com as normas de alguma entidade representativa das instituições espíritas (por exemplo, o Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro), esta TESLOO usa - ou usava - o nome "Casa Espírita" não só inadequada como também indevidamente, embora, creio eu, nossas Leis não proíbam isso.

Mesmo sabendo que as instituições são dirigidas por seres humanos, e que estes são falíveis, a TESLOO, ainda que adotando 'espírita' no nome/razão social, não é e nem nunca foi, de fato, uma instituição espírita".

19 de mai. de 2014

O juiz, as religiões afro-brasileiras e o cristão


Um juiz federal negou uma ação proposta pelo Ministério Público Federal, justificando a negação da seguinte forma: “As manifestações religiosas afro-brasileiras não se constituem em religiões”. A tal ação pedia que fossem retirados da internet 15 vídeos ofensivos às crenças de matriz africana. (leia a notícia aqui)

Fora a questão jurídica, entendo que quaisquer religiões cujos membros se digam cristãos, mas que pregam intolerância contra adeptos de outras religiões (ou cultos, ou crenças, se preferirem), não são nem de longe, cristãs.
Jesus Cristo pregava caridade e respeito para com todos, e o único episódio citado nos textos bíblicos em que ele teria "perdido a cabeça" foi o da expulsão dos vendilhões (negociantes) do Templo de Jerusalém. Neste relato, Ele não se revoltou contra adeptos de religião alguma, apenas contra aqueles que usavam do espaço do Templo para obter vantagens financeiras (comercialização da fé, poderíamos dizer).

Então não faz o menor sentido se dizer cristão mas atacar, seja lá como for, a religião, crença ou culto alheios. Isso é, no mínimo, falta de caridade cristã; e, se está em desacordo com o Cristo, não é uma atitude cristã.

...

Um amigo meu diz que sempre devemos nos perguntar, de modo a conduzir nossas ações nas situações do dia-a-dia:
"O que Jesus Cristo faria nesta situação?".

3 de abr. de 2014

CPI do Tratado de Amizade e Aliança Brasil-Portugal


Aviso: Este é um artigo de ficção!


"Congressistas propõem CPI do Tratado de Amizade e Aliança Brasil-Portugal para investigar denúncias de superfaturamento no processo de Independência do País."


Segundo as denúncias publicadas na revista Olhes!, o Brasil não valia os 2 milhões de libras esterlinas pagos pela Grã-Bretanha à Portugal, D. João VI teria cometido crime de evasão de divisas, e a falência do Banco do Brasil em 1829 poderia ter sido evitada.


Aviso: Este é um artigo de ficção!

2 de abr. de 2014

10 coisas que o vendedor da NET não te diz


O que o vendedor da NET não te diz quando você contrata um COMBO pelo telefone.

Se você é um novato com a NET, antes de questionar a empresa para reclamar não ter recebido seu contrato ou comprovante de compra, saiba que:

1) Não existe um contrato específico em seu nome e com a descrição detalhada daquilo que você está contratando, bem como os respectivos valores e condições de pagamento. Os únicos contratos existentes - um para TV, outro para Internet e outro para telefone - são iguais para todos os clientes mesmo que cada cliente contrate 'combos' diferentes, e podem ser baixados no site antes mesmo de você se tornar cliente da empresa.

2) Não é verdade - mesmo que o técnico, na instalação te diga, e/ou mesmo que um outro representante da empresa te informe - que você receberá por e-mail um comprovante de sua compra ou um contrato específico.

3) A ordem de serviço (ou"Guia de Trânsito") não menciona nenhuma informação sobre o seu 'combo', apenas sobre os aparelhos que estão sendo instalados.

4) Ao assinar a ordem de serviço (ou"Guia de Trânsito") ao final da instalação, você declara que "Já recebi cópia do contrato, cujas cláusulas e condições li e concordo integralmente". Provavelmente, o técnico não levou um contrato para você.

5) Se disserem, via telefone ou e-mail, que você pode baixar o contrato pelo site, estão se referindo àqueles contratos que citei no item 1. Não perca seu tempo.

6) O link "Comprovante de compra", localizado nas opções de "Minha Net", no site da empresa, não exibe qualquer conteúdo. Não perca seu tempo.

7) Se você questionar o não recebimento de um comprovante de compra ou de contratação do 'combo', os atendentes não vão compreender o que você deseja. Se achar pertinente e tiver paciência, recorra à ouvidoria.

8) Caso lhe digam para dirigir-se a um endereço físico da empresa como única forma de conseguir um comprovante daquilo que você contratou, estarão se referindo à uma cópia da ordem de serviço (ou"Guia de Trânsito") citada no item 3, acima. Não perca seu tempo.

9) Em algum momento (com sorte, alguém vai entender rápida e realmente o que você deseja) você será informado que a empresa não faz contratos específicos, e que a única forma de comprovar a compra de seu 'combo' é a conversa que a empresa grava entre você e o atendente no momento da compra do seu 'combo'. Você poderá, então, solicitar esta gravação, a ser enviada para o seu e-mail. No meu caso, a gravação não foi localizada...

10) Não existe, portanto, um comprovante de compra - o seu - mesmo que isso lhe tenha sido informado de alguma forma ou que haja um link lá no site. Você terá que confiar apenas na palavra de cada representante da empresa. E que estas pessoas sejam infalíveis, claro.

1 de abr. de 2014

Eleições: Pesquisas e Debates são instrumentos em favor da democracia?

Pesquisas e debates que excluem ou ocultam candidatos não são instrumentos da democracia, e na maioria das vezes têm apenas o intuito de manipular eleitores desinformados - a maioria que decide quem vence.
Na falta de uma opção aceitável entre candidatos, votar 00 (nulo) é uma opção a considerar e, em nome desta mesma democracia (ainda que falha) aquele que vota nulo deve ter respeitado o seu voto.

21 de mar. de 2014

São Paulo quer a água do Rio... de Janeiro?!

Sobre "Alckmin pede para usar água do Paraíba do Sul no Cantareira"...

São Paulo (leia-se: Geraldo Alckmin) quer a água "do" Rio (de Janeiro) para resolver "seus" problemas.
Mas já que estamos falando em problemas de falta d'água, cabe lembrar que a água "do" Rio (de Janeiro) ainda não chega (leia-se: CEDAE) em muitas das torneiras fluminenses e cariocas, há vários anos.

A água dos rios é para benefício de todos, mas enquanto uns se beneficiam mais e/ou abusam dela (de todas as maneiras possíveis), outros sofrem por conta de sua falta.
Se é para compartilhar, compartilhemos tudo (benefícios e prejuízos), e por igual.

Em outras palavras, por que pode faltar água em torneiras do Rio, mas não pode faltar nas de São Paulo? Isso não é "bairrismo", nem queixa. É apenas um convite à reflexão.

E, finalizando, pode ser que aquela velha frase-feita - "Sabendo usar, não vai faltar" - nem seja tão verdadeira assim, mas já passou da hora de todos os cidadãos - inclusive as autoridades - usarmos e gerirmos os recursos naturais deste país com mais responsabilidade e inteligência.

(fonte da notícia original: G1)

20 de fev. de 2014

A reencarnação de um prefeito?

"Na ocasião em que (...) assume a Prefeitura da cidade, o Rio de Janeiro, (...), possuía quase (...) de habitantes carentes de transporte, abastecimento de água, rede de esgotos, programas de saúde e segurança."

"A reforma urbana de (...), visou o saneamento, o urbanismo e o embelezamento, dando ao Rio de Janeiro ares de cidade moderna e cosmopolita."

"(...) promoveu uma grande reforma urbanística na cidade, com o objetivo de transformá-la numa capital nos moldes (...)."

"(...) Com a finalidade de saneamento e ordenação da malha de circulação viária, (...) demoliu (...), abriu diversas ruas (...)."

"Foram abaixo todos os prédios (...), a fim de liberar passagem para a (...). Para a abertura da (...), foi demolido o (...). Após a conclusão do alargamento da (...), que custou a demolição de (..), esta passou a abrigar as melhores lojas (...)."

"Apesar das melhorias sanitárias e urbanísticas, o plano de (...) implicou alto custo social (...)."

"A reforma promoveu uma grande valorização do solo na área (...), ainda ocupada parcialmente pela população de baixa renda. (...) A partir destas demolições, a população (...) se viu obrigada a (...) pagar altos aluguéis ou a mudar-se para os subúrbios, uma vez que foram insuficientes as habitações populares construídas em substituição às demolidas."


Trechos extraídos de wikipedia.org/wiki/Francisco_Pereira_Passos