30 de ago de 2011

Mudanças na numeração e nas cores das linhas dos ônibus cariocas: Desejo, necessidade ou vontade?

Eles poderiam estar trabalhando, fazendo alguma coisa realmente mais útil... mas estão por aí, mudando números e cores de linhas de ônibus, deixando a população "buso-dependente" feito barata tonta. Tudo para agradar meia dúzia de gringos e deixar felizes alguns políticos e empresários.

Prefeitura do Rio reestrutura numeração de linhas de ônibus

Rio Ônibus informa população sobre mudanças na numeração das linhas

Novas regras para ônibus do Rio começam a valer a partir do dia 6


Tá, isso não é novidade; mas os efeitos continuam...

15 de ago de 2011

Sindicatos.... Bah!

Esta postagem é sobre negociações entre sindicatos e governos ou patrões, que invariavelmente não atendem às reivindicações principais das categorias profissionais, e diante do "cala-boca" 'conquistado', os problemas vão sendo adiados.

Vai longe o tempo em que os sindicatos realmente visavam valorização das respectivas categorias profissionais e, consequentemente, do serviço em si. Há tempos, eles servem apenas de plataformas eleitorais para aspirantes a cargos públicos e/ou de caça níqueis. Será que há exceções? Duvido.
Mas é bom lembrar que a postura de cada sindicato reflete a postura de cada profissional à sua frente, e que estes devem ser cobrados tanto quanto são cobrados os políticos. Não bastam carisma e liderança para comandar um sindicato, é necessário comprometimento com a classe e com a comunidade (no seu mais amplo sentido), além de ética, respeito e honestidade, antes de qualquer coisa.


3 de ago de 2011

Quem é o "povo", quem são os "políticos" e quem é você, afinal?

Li alguns comentários sobre a notícia "IOF incidirá no pagamento de conta com cartão de crédito", publicada no Y! Notícias, e deparei-me com o seguinte senso comum: a maioria esmagadora das pessoas  critica o governo e os parlamentares, dizendo que ou eles roubam, ou usam mal o dinheiro público; e criticam também o povo, que não sabe votar, escolher seus representantes. Falam, também, na passividade deste povo diante das decisões dos políticos, e que ele só se interessa por carnaval e futebol.

Até aí nenhuma novidade, tudo procede.

Mas algo muito importante é ignorado por estes críticos, por lapso de memória ou por conveniente inconsciência: de onde vêm os políticos senão do povo, e quem é o povo senão todos nós? Não importa se temos a oportunidade de ter mais conhecimento e se temos mais dinheiro que os outros, somos todos parte de um todo, e o que afeta a um, afetará a todos, mais cedo ou mais tarde. As células estragadas de uma laranja, por exemplo, vão contaminar todas as demais, passado um tempo; mas a laranja não tem escolha; nós temos. 

Somos condescendentes com nossos pequenos delitos e transgressões sociais, mas reprovamos os de nossos 'vizinhos', e geralmente acrescentamos alguma carga de preconceito contra seus atos.

É fácil dizer que eles, o "povo", votam mal quando temos a barriga cheia e uma casa confortável, quando não dependemos da caridade do "povo" e de políticos oportunistas, que em troca de votos oferecem todo tipo de benefícios. Além disso, se pesquisarmos a origem de cada um destes políticos, constataremos que a maioria deles vem de famílias abastadas e/ou instruídas, famílias estas que, queiramos ou não, fazem parte do todo; mas que se aproveitam da exploração do "povo".
Todos tomamos conhecimento, no nosso cotidiano, de um ou outro caso de suborno para resolver alguma questão de menos importância; todo mundo tem uma história pra contar, a da "cervejinha do guarda" é a mais comum; vemos na TV e nos jornais, no entanto, inúmeros casos de grandes empresas pagando propina a políticos e a governantes. A diferença entre uma e outra propina é apenas o valor ou a forma de pagamento; a falta de ética é a mesma para todos. Não importa se você é "povo", "político", "empresário" ou qualquer outra denominação; se já pagou ou recebeu algo ilícito, não tem o direito de criticar.
Mas pode fazer diferente, daqui em diante.

Esta 'laranja' chamada Brasil ainda pode ser salva, mas cada um precisa fazer a sua parte e, tanto quanto possível, ajudar o vizinho a fazer a sua.