25 de set de 2009

Blog premiado!

Volta e meia este fantástico e humilde blog (bem como este pseudo-escritor), recebe algum prêmio virtual, e resolvi abrir uma galeria -na verdade, este post- para agrupá-los, já que não dá para pendurá-los na parede de casa.
Antecipadamente, gostaria de agradecer aos meu leitores pelo prestígio (também gosto de meio-amargo, ok?) e pelo incentivo, agradecer ao meu irmão, que me emprestou o terno para eu poder comparecer às premiações, agradecer à vida, que me abastece de histórias que posso compartilhar aqui, à minha família - os presentes e os já ausentes fisicamente, e sobretudo a Deus, por eu poder estar desfrutando de tudo isso.
Obrigado!
 


O selo acima,
"Seu blog é muito fofinho", ganhei de minha amiga Ju Foch, do blog
http://juenfrance.blogspot.com

Adorei esta lembrança de minha amiga Izabel, do blog
http://memoriasdevidaspassadas.blogspot.com/



Recebi este de minha generosa amiga Izabel, do blog
http://memoriasdevidaspassadas.blogspot.com/

Valeu, Izabel!
P.S.: Não sou fã do Garfield, mas a carinhosa lembrança foi aceita!


Este, também de Izabel, do blog Viajantes na Linha do Tempo

Como bom curioso, procurei saber mais do prêmio, mas não encontrei nada além do que já se sabe:

"Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web."

24 de set de 2009

Petições públicas: Será que adiantam?

Recebi via e-mail dois links para sites que contém petições públicas:

O primeiro, pela auditoria independente do software nas urnas eletrônicas e pela impressão dos votos dos eleitores, o que permitiria uma conferência dos votos para se evitar fraudes. Mais detalhes em http://www.peticaopublica.com/?pi=UE2009BR

O segundo questiona a uma escolha "equivocada", essencialmente política, de um membro titularmente despreparado para o Supremo Tribunal Federal (STF); esta, acessível em http://www.petitiononline.com/br092009/petition.html

Se elas vão resultar em algo, não faço idéia, só o tempo dirá. O tempo e a participação popular, já que uma só andorinha não faz verão algum.

Se você acha que o verão merece, junte-se à outras andorinhas, então.

Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente...

Recebi de alguns amigos um interessante e-mail contendo esta frase atribuída a Eça de Queiroz:
-Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.

Eça nunca esteve no Brasil, nem viveu nesta época; mas é tão atual...

A msg traz, de quebra, mensagem complementar -uma súplica-manifesto- que diz:

"NÃO REELEJA NINGUÉM - O ÚNICO JEITO DEMOCRÁTICO DE MORALIZAR E DAR DIGNIDADE AO CONGRESSO BRASILEIRO"

Faz sentido para você?

11 de set de 2009

Sirene X buzina: Você sabe a diferença?

Creio que qualquer pessoa leiga saiba a diferença básica, além do som que cada uma produz: A primeira, destinar-se-ia à utilização em veículos de socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de fiscalização e operação de trânsito e as ambulâncias, DESDE QUE ESTIVESSEM NO EFETIVO ATENDIMENTO DA URGÊNCIA OU EMERGÊNCIA; a segunda, embora também equipe estes veículos, é equipamento de série nos demais, e deveria servir para advertir pedestres ou condutores de outros veículos, desde que utilizada com um simples e breve toque.

Qualquer pessoa sabe como se utiliza uma buzina, na prática, no nosso caótico trânsito. Mas tenho observado nas ruas a utilização de sirenes, por parte de alguns motoristas daqueles primeiros veículos, como se fossem buzinas, com o simples propósito de abrir caminho e levar vantagem no trânsito. Estariam em serviço, não fosse o fato de que, ultrapassados os demais veículos, as sirenes são desligadas. E não é só isso: outros abusos acontecem, como estacionar e fazer manobras arriscadas em lugares proibidos (as chamadas bandalhas). A prioridade, embora legal, anda sendo confundida com o autoritarismo. O Código de Trânsito Brasileiro anda sendo esquecido, ou não foi aprendido por estes motoristas, e diz o seguinte:

“CAPÍTULO III - DAS NORMAS GERAIS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
Art. 29.
VII - Os veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de fiscalização e operação de trânsito e as ambulâncias, além de prioridade de trânsito, gozam de livre circulação, estacionamento e parada, QUANDO EM SERVIÇO DE URGÊNCIA (...).
c) O USO DE DISPOSITIVOS DE ALARME SONORO E DE ILUMINAÇÃO VERMELHA INTERMITENTE SÓ PODERÁ OCORRER QUANDO DA EFETIVA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE URGÊNCIA;”

Partindo-se, então, do princípio que a prática abusiva estimula reações contrárias, os motoristas de outros veículos, na dúvida se o condutor de uma viatura estaria realmente prestando um serviço ou apenas tentando se livrar de um congestionamento ou sinal fechado, optariam por dar ou não passagem a tais veículos. Seria o caos total, e possíveis vítimas reais teriam seu atendimento comprometido. Já tive a oportunidade de estar numa ambulância, como acompanhante da vítima, e pude constatar, numa circunstância de real necessidade, como estes veículos não são respeitados por outros motoristas, talvez pela desconfiança de que a ambulância não estivesse realmente a serviço. Mas é bom lembrar que, com relação ao papel dos outros motoristas, no mesmo artigo e no mesmo inciso encontramos:
“a) quando os dispositivos estiverem acionados, indicando a proximidade dos veículos, todos os condutores deverão deixar livre a passagem pela faixa da esquerda, indo para a direita da via e parando, se necessário; "

E para não dizer que não falei nas buzinas, deveria haver nelas um sistema de bloqueio com temporizador de um segundo, e que só se pudesse buzinar novamente depois de uns cinco minutos. Semelhante ao esquema do cartão de passagem de ônibus, que só pode ser usado novamente depois de cerca de meia hora após o pagamento da passagem. Ninguém agüenta tanta buzina! O “cara” da frente não pode passar por cima dos outros veículos; o trânsito não vai fluir mais rápido só por que alguém resolveu esquecer a mão na buzina. Geralmente, num semáforo, quem buzina está lá atrás da fila de veículos, ou então é o segundo, e pensa que o da frente vai correr por sua causa: eu, estando na “pole position” pelo contrário, arranco mais devagar somente para irritá-lo. Mea culpa, mas cada um irrita os outros com as armas que tem. Não quer pegar trânsito, saia mais cedo, ou mais tarde. Simples assim.
Sobre o uso da buzina, o CTB diz:
“CAPÍTULO XV - DAS INFRAÇÕES
Art. 161. Constitui infração de trânsito a inobservância de qualquer preceito deste Código, da legislação complementar ou das resoluções do CONTRAN, sendo o infrator sujeito às penalidades e medidas administrativas indicadas em cada artigo, além das punições previstas no Capítulo XIX. Parágrafo único. As infrações cometidas em relação às resoluções do CONTRAN terão suas penalidades e medidas administrativas definidas nas próprias resoluções.”
“Art. 227. Usar buzina:
I - em situação que não a de simples toque breve como advertência ao pedestre ou a condutores de outros veículos;
II - prolongada e sucessivamente a qualquer pretexto;
III - entre as vinte e duas e as seis horas;
IV - em locais e horários proibidos pela sinalização;
V - em desacordo com os padrões e freqüências estabelecidas pelo CONTRAN:
Infração - leve; Penalidade - multa.”

O artigo 161 vale também para o uso indevido das sirenes, pelo que entendi.

Para finalizar, e dizer que não ando imaginando coisas: ontem mesmo eu caminhava por uma movimentada rua no centro do bairro, observando uma formosa loira que seguia à minha frente, quando ouvi duas breves e leves buzinadas dirigidas à donzela. Era uma viatura da polícia militar, com dois elementos fardados, que a fitaram no melhor estilo “e aí, gatinha, tá de bobeira?” Ela, pelo que pude perceber, os ignorou. Mas... Estariam eles em serviço?

Fontes: Código de Trânsito Brasileiro (http://www.denatran.gov.br/ctb.htm)

10 de set de 2009

Esse Blog é Show!!! Bem, pelo menos alguém acha...


Recebi de minha generosa amiga Izabel, do blog
http://memoriasdevidaspassadas.blogspot.com/

Valeu, Izabel!
P.S.: Não sou fã do Garfield, mas a carinhosa lembrança foi aceita!

Marketing agressivo e assédio moral na F1

"Piloto admitiu batida proposital no GP de Cingapura/2008, em depoimento à FIA."

Antes de "meter o pau" no rapaz, um convite à reflexão:
Quem ganhou com isso? Seu "manager" e diretor da equipe, a equipe -uma famosa marca de veículos, a empresa - fabricante dos veículos, o primeiro-piloto, que disputava o campeonato, ou o protagonista do acidente, que queria garantir seu emprego pela confiança dos patrões? Tentarei responder adiante.

Mas achei o tema interessante: Essa de garantir o emprego atendendo aos caprichos ou ao mau-caratismo de patrões insanos, eu achava que era coisa somente de gente comum (este conceito é diferente nas altas esferas de Brasília!), que tem que defender o pão de cada dia e às vezes comete mesquinhos deslizes por mixarias (isso, geralmente, só se percebe com a maturidade).

Uma historinha curta, para exemplificar: Há muitos anos, um rapaz folheava um jornal, quando encontrou um anúncio de emprego, não um emprego qualquer, mas um emprego no qual ele queria trabalhar, já que tinha talento pra coisa e uma mínima experiência profissional. Conseguido o emprego, estava bastante contente; já havia até feito uma boa amizade com uma das secretárias. Porém, com menos de dois meses de casa foi chamado pelo patrão (o dono da empresa). O fulano, um conhecido campeão de vôo livre, pediu ao novato que se afastasse da secretária por que ela, também nova na casa, havia engravidado (do marido dela!); de algum modo ele se sentia traído, profissional e/ou pessoalmente, e seu vingativo objetivo era isolá-la na empresa, deixando-a sem amigos, sem contatos, talvez para que ela pedisse demissão.
O que você faria no lugar dele? Encararia o chefe e diria: lamento, mas não posso fazer isso, é contra os meus princípios, uma amizade vale mais que um emprego etc.? Pode ser. É fácil, quando se está de fora.
O rapaz, no entanto, cedeu (como outros funcionários) ao assédio moral. Mas, como uma criança que jura com os dedos cruzados nas costas, ele, deixou de falar com a moça somente no local de trabalho; fora de lá, contou-lhe o ocorrido e, pela franqueza, continuaram bons amigos.
A moça, com o tempo, foi afastada pelo patrão, sem deixar de receber seus direitos, até a demissão, passado o prazo legal pós-parto. O chefe, prosseguiu ganhando e gastando seu dinheiro, enganando seus sócios... E o rapaz?
Estou aqui, escrevendo este texto. Surpresa!
Fui fraco ao dizer sim quando queria dizer não, com certeza. Quisera voltar no tempo para negar aquela injustiça - não com relação à secretária, já que fui sincero com ela e continuamos a amizade, mas comigo mesmo. Como o tempo e os fatos não voltam mais, já me perdoei e aproveitei a lição.

Agora, voltando à fórmula um: Meter o próprio carro num muro em alta velocidade, antes de ser fraqueza, é insanidade; expor uma carreira promissora (quem garante?) a um escândalo desses, é aceitável face à imaturidade; para um senhor que expõe sua longa carreira de diretor e gerente na F1 é burrice e imaturidade; e para uma grande companhia, vincular sua marca à desonestidade, é prejuízo, na certa: "Se eles trapaceiam nas pistas, imagine nos seus produtos".

Ou seja, todo um trabalho de marketing de uma multinacional pode ser comprometido por um funcionariozinho que só queria ganhar a confiança do patrão e o seu pão de cada dia.

Atualizando
Esqueci de dizer:
Rubinho passou por isso:
- ou deixa o alemão passar ou ficará de castigo!
Garantiu a vaga no time e o salário, mas ficou mal com o Brasil inteiro.

O Alonso, curiosamente, estava nas equipes envolvidas em escândalos ou supeitas. E como um certo presidente de um país latino americano, ele também não sabia de nada.

E o Nelsinho, pensando melhor, não é coitadinho. Só abriu a boca por ter perdido o emprego. Caso contrário, ainda estaria lá, quietinho.

1 de set de 2009

O preço do exibicionismo

"Uma professora de educação infantil e alfabetização de uma escola particular de Salvador foi demitida depois de aparecer em vídeos postados no site "You Tube", dançando o pagode "Todo Enfiado".
(saiu na imprensa)

Qual a diferença entre se exibir num palco, para centenas ou milhares de pessoas, e esta exibição aparecer num vídeo na Internet?
Nenhuma, a meu ver. A proposta básica é aparecer para um montão de gente. Ninguém é ingênuo, hoje, de achar que vai passar despercebido ao se expor publicamente, e de que há grandes chances, com tantos celulares-câmeras por aí, do vídeo cair na Internet e de se espalhar. Principalmente quando a exposição provoca curiosidade popular e, mais ainda, por ser de cunho apelativo.
Achar que a vida seguirá normal após uma exposição deste tipo também é ingenuidade. Mas será que a perda do emprego, do qual se diz gostar, é consequência ou finalidade? Afinal, agora famosa, a professorinha poderá seguir a carreira artística, favorável à quem deseja exposição na mídia: provavelmente surgirão os convites de revistas e de produtores de filmes adultos. Num país onde o desemprego é um grande fantasma, a possibilidade de ganhar um bom cachê, para quem tem uma filha de sete anos para sustentar, é considerável.

Particularmente, entendo que a professora – como qualquer pessoa - tenha todo direito de se divertir nas suas horas de folga, da maneira que bem entender, se for ela mesma quem "paga suas contas e lava suas calcinhas" (Desculpe-me, leitor, mas não resisti ao trocadilho que tem a ver com o nome da “música”!); se isso não prejudica a ninguém além dela, deve ser respeitado. Mas este não é o caso, já que o lazer exacerbado dela, tomando a proporção que tomou, afeta muita gente, inclusive a sua própria filhinha.

Podemos dizer que o brasileiro tem memória curta - logo aparece outro escândalo no lugar, mas a Internet, não.
Cuidado com o que você faz, o vídeo ir parar na web, e os efeitos são quase previsíveis, mas não tem prazo de validade; e não dá para apagar o passado, principalmente na grande rede.