31 de jan de 2014

O Rio, os grandes eventos esportivos, as obras e os filhos do Coisa Ruim

Pelo verdadeiro inferno que o povo do Rio de Janeiro vem sofrendo com obras de todo tipo e pra todo lado, além dos problemas corriqueiros no trânsito e nos transportes, esse negócio de Copa + Jogos Olímpicos aqui no Rio só pode ter sido idéia do "Coisa Ruim". E ele mandou dois de seus filhos fazerem o serviço... Estão agradando muito ao papai!

Tudo bem que não se pode fazer omelete sem quebrar ovos, mas esta omelete, além de caríssima, tardia e muito demorada, está fritando a paciência da população.
Resta saber como será digerida depois de pronta.

28 de jan de 2014

A falta de continuidade das aclamadas séries na TV aberta

Globo e Record anunciaram suas novas séries aclamadas, respectivamente Homeland e Breaking Bad, como sempre com bastante destaque.
O "como sempre" não foi enfatizado pela eficiência, mas sim como ironia, pela falta de continuidade: Recentemente, a Record exibiu apenas a primeira temporada de Grimm, sem previsão de continuidade, e a Globo apenas duas temporadas de Revenge.
Quando os espectadores que só dispõem da programação da tv aberta se acostumam com as séries, divulgadas com destaque pelas emissoras, ficam "à deriva", já que estas não tem suas temporadas renovadas. Ou, quando muito, conseguem saber que as novas temporadas estão em novo horário, alta madrugada.
Isto já ocorreu com muitas outras séries. Descaso com o público.
Quem ganha alguma coisa com isso: canais de TV por assinatura, que conseguem absorver uma pequenina parte dessa audiência "órfã".

4 de jan de 2014

Falta de luz e de água no verão? Ah, deixa pra lá... A gente espera uma solução, um dia.

Deixa pra lá...

Falta d'agua, falta de luz, precariedade nos transportes, no trânsito, nos serviços para turistas, nos serviços de telecomunicações, nas operadoras de planos de saúde, nas unidade públicas de saúde, na Educação, na gestão pública em geral...

Deixa pra lá... Ou, pelo menos, pra depois.

Isso é o que se passa na cabeça da maior parte dos brasileiros. Os problemas se repetem, mas o povo não reclama a quem tem de reclamar e da forma como tem de reclamar. Quando as coisas se agravam muito, e assim mesmo, dependendo dos problemas, é que vão para as ruas promovendo badernas, queimam veículos, destroem o patrimônio próprio (público) ou alheio (particular). Estes extremos não seriam necessários se não deixássemos tanto "pra lá".

Reclamar só não adianta quando a reclamação não chega a quem pode e deve resolver, e se apenas um indivíduo se encarrega de reclamar para todos. Reclamar, por exemplo, dos problemas que citei acima com seu colega da mesa ao lado, com seu vizinho, com o companheiro de viagem ou de fila no banco ou supermercado, realmente não resolverá absolutamente nada.
Mas se cada pessoa indignada direcionar sua reclamação àqueles que tem competência (ou deveriam ter) para resolver tais problemas, isso pode até não resolver, mas vai incomodá-los o suficiente a ponto de tomarem alguma atitude. E o que está realmente faltando é ATITUDE: Tanto dos que têm o poder e as condições de resolver, quanto dos que podem pressionar estes para resolver os problemas.

Vamos lá, assuma sua responsabilidade se você quer que as coisas melhorem realmente.
Mexa-se, telefone, escreva um e-mail, uma carta, qualquer coisa pacífica que mostre sua insatisfação, mas  FAÇA ALGO.
Se não sabe onde ou como, PROCURE SABER: dá trabalho, sabemos disso, mas não se resolve problemas particulares ou gerais sem algum esforço, pessoal ou coletivo, respectivamente.
É o mínimo a fazer para que seus direitos sejam respeitados.

Deixar pra lá ou deixar para depois é ajudar na perpetuação dos problemas e, pior ainda, dar margem ao agravamento deles. Exatamente por isso aqueles serviços que citei lá no início do texto nos parecem piores do que eram há algum tempo atrás. Será que pioraram porque que cansamos de cobrar eficiência, ou, na verdade, apenas temos mantido nossa atitude passiva ao longo dos anos?

Agir do mesmo modo, sempre, não vai mudar nada. Se você deseja algo melhor, se não quer ficar sem água ou energia elétrica quando mais precisa, se quer mais respeito das empresas privadas ou dos governantes, respeite-se, e exija. Esperar que alguém faça isso por você é deixar que alguém decida por seu bem estar agora e depois.

E depois, não adianta reclamar.

Tudo isso, às vezes tudo é fútil,
Ficar ébrio atrás de diversão.
Nada disso, às vezes nada importa,
Ficar sóbrio não é solução.

Titãs, trecho da música "Diversão"

2 de jan de 2014

Não é favor, é direito. Ou a Saude pública na privada.

Neste início de ano, começam a valer novas regras que regulam os planos de saúde. As providências foram tomadas pela ANS, também, em função de muitas reclamações dos usuários deste planos. Justo, já que estes usuários  - consumidores - pagam pelos serviços.
Já na saúde pública, nenhuma regra obriga a melhoria do sistema, já que os usuários/consumidores não pagam pelos serviços.

Não pagam diretamente, já que a verba da arrecadação de impostos - a cobrança indireta - deveria dar e sobrar para oferecer um serviço digno e de qualidade ao usuário/consumidor. O problema é que este usuário/consumidor acredita que não tem o direito de reclamar, já que não paga nada diretamente ao prestador do serviço (no caso, a unidade de saúde pública), e pensa que o representante do governo (no caso os profissionais que atuam na unidade de saúde pública, englobando do faxineiro ao médico), quando o atende, está fazendo um favor. Não é favor, é direito, pelo qual todos os brasileiros pagam, e portanto, tem o direito de reclamar. E sendo assim, o Estado também tem o dever de tomar providências para melhorar o sistema, como o faz no caso dos planos de saúde.

Tudo "novo" de novo...

Em primeiro lugar, feliz Ano Novo para você!

É tempo de repensar o passado, para que, se necessário, ao menos um presente diferente seja construído. Quanto ao futuro, se Deus o permitir e cada interessado ajudar com o seu dia-presente, será realmente melhor.

E por falar nisso, entendo que para se tentar viver melhor, a gente deve aprender com os erros - os nossos e os dos outros. E as oportunidades neste presente que vivemos, com tanto acesso à informação, são inúmeras. Mesmo assim ainda me surpreende como tanta gente ainda prefere encapsular-se na ignorância, sofrendo voluntária e desnecessariamente por conta disso. Dizem que a ignorância é uma bênção...

Ontem uma reportagem na TV mostrava vários veículos sendo engolidos pela subida repentina da maré numa praia em São Luis, no Maranhão:
"Carros são engolidos pelo mar em praias de São Luís" (01/01/2014) (veja aqui)

A reportagem informava que as marés naquele litoral sobem sempre muito rápido, e podem surpreender motoristas que estacionam e circulam seus veículos na faixa de areia.

Lembrei-me de já ter visto algo parecido há algum tempo, e numa rápida pesquisa, descobri que a mesmíssima coisa fora motivo de reportagem anteriormente, também, no Maranhão:
"Veículos são arrastados pela maré em praia do Maranhão"
(16/11/2012) (veja aqui)

Felizmente, neste caso e aparentemente, os prejuízos são apenas materiais, mas com um pouco de informação e bom-senso, poderiam ser evitados. 

A dúvida, no entanto, é: Porque algumas pessoas insistem em subestimar a própria inteligência? Pensar dá tanto trabalho assim, que justifique a voluntária estupidez? Ou será que a sensação de prazer de levar seu "possante" (como alguns se referem aos seus veículos) para a beira do mar é tão superior ao medo de perdê-lo para este mesmo mar? (os Seguros não costumam cobrir este tipo de prejuízo)

Um amigo meu costuma dizer que um dicionário não é "o pai dos burros", mas sim, o pai dos interessados. Interessado que sou, pesquisei mais um pouquinho, encontrando esta frase sobre a bênção da ignorância:

"A ignorância não é uma bênção. Se os inteligentes sofrem por suas inquietações existenciais, os estúpidos sofrem por coisas inacreditavelmente idiotas." (André Azevedo da Fonseca)

Um 2014 mais inteligente - ou, pelo menos, mais interessado - para todos!