28 de fev de 2010

Patrícia Poeta me deixa louco!

Calma! Não é a beleza e a simpatia inquestionável da apresentadora que me inspirou o título.

Na verdade, refiro-me à forma com que ela profere suas frases interrogativas, seja no programa que apresenta, seja nas chamadas para o mesmo: Eu só percebo que o que ela está dizendo é uma pergunta, na última palavra dita. Esta entonação é típica de quem não está habituado a ler, ou de quem não lê antecipadamente algo que precisará falar, mas não posso dizer seja este o caso de Patrícia. Mas lembro-me de muitos de meus colegas de colégio e faculdade que não se preparavam para expor seus trabalhos; optavam por ler seus textos e irritavam e entediavam os demais colegas e professores.
Aos meus críticos, um mea culpa: provavelmente já fiz isso em algum momento, até entender a necessidade tanto da leitura, de um modo geral, quanto de me antecipar ao final de cada frase que esteja lendo (o que faço hoje com relativa facilidade). Do contrário, perder a entonação é fácil.

E por falar nela, a entonação, a Wikipedia diz o seguinte:
"Muitas línguas usam a entonação (...) mais comumente, para distinguir uma declaração de uma interrogação; o português e o inglês pertencem a este grupo."
Entenda, aquele que tem cérebro de entender.

Essa forma de falar, vindo de uma apresentadora de TV de horário nobre e, principalmente, jornalista, me deixa louco!

Chato, eu? Pode ser. Porém, mantenho minha opinião: É irritante!

25 de fev de 2010

Curso Rápido de Jornalista. Faça um! Basta ser alfabetizado.

Não, não é brincadeira. Vi este anúncio (link patrocinado) na web. E tem mais cursos!
Agora é possível escolher: quatro anos numa faculdade ou um curso de 24 horas.
Se o jornalismo já andava ruim...

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(Nem preciso dizer os motivos de ter omitido o endereço do site, né? Mas se houver interesse, é fácil descobrir. Não tenho nada com isso, que fique bem claro!)

12 de fev de 2010

Telejornais, poupem-me dos detalhes sórdidos!


Quando jovem , ouvia falar em "imprensa marrom" e em jornais que, espremidos fossem, escorreriam sangue...

Estudando ética na comunicação, descobri que a imprensa séria mostra e narra os fatos buscando preservar o espectador/leitor de detalhes que possam chocar ou causar repulsa no público.

Hoje, assistindo telejornais conceituados, não vejo tais imagens, mas ouço os detalhes sórdidos que, de certo modo me chocam, e considero desnecessários na informação, já que não tive qualquer intimidade com as vítimas, nem sou investigador/delegado/policial ou coisa parecida, que cuidem do caso.

"Fulano foi assassinado, e teve a garganta cortada por um estilete."

(bastaria "Fulano foi assassinado." para se entender.

"A pedra esmagou a cabeça da vítima."

(que tal "Uma pedra atingiu a vítima."?)

"Quando o socorro chegou, a faca ainda estava cravada no peito da mulher."

("A mulher morreu em consequência de uma facada")

"Na queda, o corpo se espatifou contra o solo."

(bastaria dizer o vitimado não resistiu à queda.)


Certamente, há casos em que algum detalhe é indispensável para se enternder o que houve:

"... O menino ficou preso no cinto de segurança, do lado de fora do carro, durante a fuga dos bandidos,e não resistiu as ferimentos."

(dizer que ele foi arrastado por vários quilômetros e que tipos de ferimentos sofreu antes ou depois de morrer, é totalmente dispensável.)


Será sério este tipo de jornalismo? Como serão as reuniões de pauta nas redações, em que se escolhem as principais notícias a publicar/apresentar? Será que as que têm detalhes sórdidos têm a prioridade? Serão estes jornalistas uns sádicos?
Veja logo mais, num jornal nacional qualquer.

MAIS novidades nas novelhas

Não acompanho novelas há anos, mas não escapo de suas chamadas nos intervalos de alguns dos programas que assisto, e concluo que os folhetins estão oferecendo MAIS. Vejamos:

Mais uma novela em que um Sr. grisalho, rude mas rico, faz o par (ou trio, quarteto, quinteto...) romântico com a(s) mocinha(s). (Geralmente é o mesmo ator, que interpreta o mesmo personagem em todas as novelas; nem dá para dizer se ele é um bom ator, pois só o vemos fazer isso. A(s) mocinha(s), costuma(m) ser, no mínimo, uns trinta anos mais nova(s) que ele.

Mais uma novela em que uma respeitável Sra. terá um tórrido romance com um garotão.

Mais uma novela em que o adultério rola solto.

Mais uma novela em que um casal tem seu romance ameaçado/atormentado pela possibilidade de que sejam irmãos, mas depois alguém revela a verdade, eo casal pode viver seu amor sem culpa alguma.

Mais uma novela em que o vilão/antagonista usa todas as suas armas para superar o ingênuo protagonista (vai ter ajuda nisso!), e o consegue durante toda a trama, só perdendo na grande final (parece o Botafogo!), quer dizer, no penúltimo ou último capítulo, quando fica louco, ou morre/se mata, ou fica louco e morre/se mata.

Mais uma novela em que alguém rolará de uma escada.

Mais uma novela em que uma empregada "símbolo sexual"seduz (ou tenta seduzir) o patrão.

Mais uma novela em que alguém é podre de rico, mas ninguém é podre de pobre (pobre de novela nunca passa fome; raramente mora na rua, e quando isso acontece, ele é o rico, mas os outros personagens não sabem!)

Mais uma novela em que alguém será dado como morto e reaparecerá mais tarde, para o espanto de todos.

Mais uma novela em que alguém terá uma grave doença e, portanto, seus dias contados. Mas terá um grande segredo para revelar, o que só fará nos últimos capítulos.

Mais uma novela em que alguém será abandonado no altar da igreja; mas, no final, haverá um casamento.

Mais uma novela em que autores, diretores e empresários do entretenimento repetirão "suas" "idéias".


Nada de novo nas novelas, "retratos da realidade".

Alguém tem - realmente - alguma novidade por aí?

Braga - a Ana, e os seus babacas

Costumo tomar meu café da manhã acompanhando algum telejornal para saber notícias locais, antes de minhas atividades do dia.
Como sou um "zapeador" "invertebrado", com tantos comerciais e assuntos que não considero importantes, posso me deparar com alguma coisa boa - a Luiza Brunet, por exemplo, no programa de Braga, a Ana Maria - mas também posso ter minha audição covardemente agredida: No mesmo programa, a apresentadora quadruplicou o nome de um convidado, Fernando Torquato, chamando-o de torQUATRO. Isso por que o cara é famoso no meio artístico.
E, para piorar, referiu-se em tom crítico à sua audiência masculina (dentre a qual me incluí, já que estava assistindo) como "seus babacas" justificando o trabalho que dá para uma mulher (no caso, a Luiza) ficar bonita (o tema era maquiagem) e que os homens não reparam, nem elogiam.

Não me incluí entre os, segundo ela, "babacas", mas acho que faltou respeito para com os tais homens que "assistem ao programa antes de sair para o trabalho", como ela mesmo disse. Ter opinião é uma coisa; ofender gratuitamente alguém com opinião diferente da nossa, é outra coisa.

A minha opinião, por exemplo, com relação à sua gafe anterior, é: Se ela tem dificuldade para pronunciar algumas palavras, precisa da ajuda de um fonoaudiólogo; se foi apenas um escorregão verbal, poderia ter mais atenção, já que faz isso com certa frequência.
Mas, se eu quisesse ofendê-la, a chamaria aqui de mulher burra, mas não acredito que ela seja.

Quer saber? Deixa para lá: Ela é famosa, carismática, jornalista das antigas, tem um salário invejável... Vai ligar pros críticos de plantão?!

O pior ignorante é aquele que não quer aprender.