30 de dez de 2010

Ladrão que rouba ladrão: Bandidos invadem instituto penal e roubam pagamento de presos.

Bandidos armados invadiram Instituto Penal Agrícola em Rio Preto, SP, e roubaram dinheiro do pagamento de salário dos presos. 


Cem anos de perdão para eles?

Como será que os prejudicados se sentiram, no lugar de vítimas?


Fonte: regiaonoroeste.com

O que pode ser mais urgente que o aumento de salário dos parlamentares?

O governo Lula acabou e ficaram pendências para o novo, o que é normal. Mas o crescimento do Brasil e a melhoria de vida da população dependem da prioridade de temas que já vem sendo adiados por tempo demais, como saúde, educação, saneamento básico e as reformas política e tributária.

No acaso das reformas, será preciso mudar a constituição, o que não é tão simples, já que ao menos dois terços dos parlamentares do Congresso precisam ser convencidos das alterações.
Então, se a coisa toda é necessária e demorada, não é melhor começar agora, e em regime de urgência, exatamente como quando eles querem aumento dos próprios salários?

Ou vamos continuar vendo o projeto de nação ser varrido para baixo do tapete durante os próximos quatro anos?

A passeata dos cem (100, uma centena) contra o aumento dos parlamentares

"Em protesto contra reajuste dos parlamentares, estudantes fazem manifestação em frente ao Congresso..." 
Fonte: O Globo

Segundo O Globo, Foram centenas de estudantes (segundo vi em algum telejornal, foram cerca de cem gatos pingados), num momento em que praticamente não havia nenhum parlamentar por lá para ver e ouvir os protestos. Mas mesmo assim, merecem aplausos por terem tido a iniciativa de fazer o que a imensa maioria da população queria ter feito, mas não o fez; alguns, por estarem muito ocupados trabalhando e sem grana para ir à Brasília (eles não deixam sobrar, né?!), e outros, por já estarem muito envolvidos em questões de menor importância ou menos urgência nas redes sociais.

Todo protesto contra os abusos destes senhores que não merecem nosso votos é questão de urgência, mas infelizmente Brasília fica longe dos grandes centros, e eles não ficam por lá no final de semana, quando o povo poderia se reunir e ir para as ruas sem risco de descontos de salários ou de perda de emprego. A Internet seria a melhor opção de protesto então, mas a mobilização para este tipo de causa não tem a mesma força e velocidade que uma campanha do tipo "Cala a boca, Galvão!".

Quem sabe, 2011 não seja diferente...

23 de dez de 2010

"Como é que Papai Noel não se esquece de ninguém?" Um Feliz Natal pra você!

"Como é que Papai Noel não se esquece de ninguém?", diz a canção natalina.
Esquece sim. E ainda por cima é elitista: não adianta você se comportar exemplarmente, se seus pais não forem abastados ou se você tiver nascido numa periferia qualquer. Sem ganhar modernos, tecnológicos e coloridos brinquedos, você  tem que se virar para brincar. Pelo menos, pode desenvolver sua criatividade...

Agora, deixando a ironia de lado, digo que gosto do Natal, sim. Já tive uma longa fase de melancolia nesta época, e nem sei bem porque. Talvez por discordar do consumismo desenfreado que entorpece os verdadeiros sentimentos e emoções, que deveriam estar presentes nestes festejos. Os indivíduos, preocupados com suas compras, com seus horários, com seus afazeres, com o calor, com a chuva, com o trânsito, com seu umbigo, esquecem-se  - como o fazem durante todo o ano, na maior parte dos casos - de que ao seu lado há outras pessoas de carne, osso e sentimentos, como os seus. A disputa por espaços, tempo e objetos passa a ser mais importante do que as mais simples frases básicas da boa convivência  ("Por favor", "Com licença" e "Obrigado"). Hoje mesmo, vi na rua um cara que desceu do carro para discutir com o motorista de um ônibus, fechando o trânsito movimentadíssimo.E para que tudo isso? Para comemorar um "tempo de paz e união entre os povos". Mas se o objetivo é esse, porque fazer justamente o contrário? (Acho que descobri a origem daquela minha melancolia...)

Se não posso mudar o mundo, mudo eu: hoje curto bastante os festejos de fim de ano, mais ainda porque aprendi a  valorizar o que realmente interessa nesta vida: nossos afetos. A ausência física de alguns deles, temporária ou definitiva, não é impedimento: sei que aqueles que me amam e torcem por mim continuam a fazê-lo, deste ou de outro plano.
Aproveito também as coisas de material que tenho, minha saúde e as oportunidades que tenho para estar junto com a família e com os amigos nestes dias de festa, e nos outros dias do ano, curtindo aquilo que é realmente essencial (invisível aos olhos).
Desejo que VOCÊ entenda e também possa aproveitar isso, neste Natal e em todo o Ano Novo! Só assim se pode ser feliz, mesmo que todos ao seu redor estejam trabalhando contra. Eles ainda não aprenderam a amar.

O pai, o filho vadio, o político e o professor

Não tenho o hábito de reproduzir anedotas aqui, principalmente se não servirem para nada além de provocar riso. Esta eu recebi e achei bastante oportuna, após o exorbitante aumento de salário dado aos parlamentares, pelos parlamentares. Enjoy (ou enojem-se).

"O cara termina o segundo grau e não tem vontade de fazer uma faculdade. O pai, meio mão de ferro, dá um apertão:
- Ah, não quer estudar? Bem...perfeito. Vadio dentro de casa eu não mantenho; então vai trabalhar...
O velho, que tem muitos amigos, fala com um deles, que fala com outro até que ele consegue uma audiência com um político que foi seu colega lá na época de muito tempo atrás:
- Rodriguez!!!! Meu velho amigo!!! Tu te lembra do meu filho? Pois é, terminou o segundo grau e anda meio à toa, não quer estudar. Será que tu não consegue nada pro rapaz não ficar em casa vagabundeando?
 ...
Aos 3 dias, Rodriguez liga:
- Zé, já tenho. Assessor na Comissão de Saúde no Congresso, R$ 9.000,00 por mês, prá começar.
- Tu tá louco!!!!! O guri recém terminou o colégio, não vai querer estudar mais; consegue algo mais abaixo...
...
Dois dias depois:
- Zé, secretário de um deputado, salário modesto, R$ 5.000,00, tá bom assim?
- Nãooooo, Rodriguez; algo com um salário menor, eu quero que o guri tenha vontade de estudar depois....Consegue outra coisa.
- Olha Zé, a única coisa que eu posso conseguir é um carguinho de ajudante de arquivo, alguma coisa de informática, mas aí o salário é uma merreca, R$ 2.800,00 por mês e nada mais.
- Rodriguez, isso não, por favor, alguma coisa de R$ 500,00 ou R$ 600,00, prá começar.
- Isso é impossível Zé!!!
- Mas, por que???
- Porque esses são por concurso para Professor, precisa título superior, mestrado etc... É difícil!"

21 de dez de 2010

Quinze anos de "Então é Natal"...

Há quinze anos, nessa época, somos bombardeados onde quer que estejamos, com a Simone cantando a versão de Cláudio Rabello para Happy Xmas - War is Over, de Lennon e Yoko.
Nunca gostei da versão - embora na competentíssima voz e no talento inquestionável de Simone - simplesmente por não apreciar muito versões nacionais para sucessos compostos em outras línguas; mas acho que faço uma ou outra exceção.
No caso de Então é Natal, o espírito natalino - a meu ver - se perde nas inúmeras repetições. Em todo canto está tocando a música. A original, na voz de Lennon, me soa bem aos ouvidos, mas mesmo assim com reservas. Será que não dá para tocarem, regravarem, criarem outras músicas natalinas?
Ah, ia esquecendo daquela de Ano Novo, "Marcas do Que se Foi" (de Roberto Pera e Flecha). Figurinha fácil, tanto quanto "Fim de Ano" (Adeus Ano velho, feliz Ano Novo...), de Francisco Alves e David Nasser.

Algo de novo no Front? Hein, hein?...


Fonte: http://letras.terra.com.br

16 de dez de 2010

2011: O ano em que perderemos (mais) contato: Aumenta o salário dos parlamentares, a partir de 62%.


Câmara e senado aprovam aumento do salário de parlamentares em 61,83%.
(Ao que parece, o dia do palhaço ainda está sendo comemorado por eles...)
E eu continuo não achando graça.

Deputados Federais e Senadores aprovaram em regime de urgência o reajuste de seus próprios salários, o do presidente da República e de seu vice, e os dos ministros de Estado, a saber:

 Deputados Federais e Senadores: 61,83%
Presidente da República: 133,96%
Vice-presidente  e ministros de Estado: 148,63%

O PSol foi o único partido que tentou impedir a aprovação, e nas palavras do seu deputado Chico Alencar, "Essa decisão aprofunda o abismo entre a sociedade e o parlamento. É uma demasia.
Do PSB, a deputada Luiza Erundina (SP) discursou contra a aprovação do projeto, questionando a falta de discussão sobre a proposta de reajuste e de não haver a transparência necessária para a sua aprovação, já que o projeto foi apresentado pela Mesa Diretora da Casa no momento da sessão. Outros deputados se manifestaram contra, como Fernando Gabeira (PV-RJ), Ivan Valente (PSOL-SP) e Marcelo Itagiba (PSDB-RJ).
No Senado, apenas a senadora Marina Silva (PV-AC) e o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) se manifestaram contra a proposta. Segundo Marina, é injusto que os parlamentares recebam reajustes muitas vezes superiores aos dos demais servidores públicos do País.

Segundo os parlamentares e a imprensa, o último reajuste deles foi em 2007 (28,5%), repondo uma inflação acumulada de quatro anos.
De fevereiro de 2007 a novembro de 2010, o IPCA, índice oficial de inflação, foi de 20,9%. Bem inferior aos quase 62% de agora.

Cabe lembrar ou relembrar que deputados e os senadores recebem 15 (quinze!) salários por ano, e que o aumento salarial provocará um efeito cascata nas Assembléias Legislativas dos Estados e nas Câmaras Municipais. Além disso, seus vencimentos têm como parâmetro os salários Ministros do STF, que já pleiteiam 14,8% para 2011 (o que elevaria seus salários para R$ 30 mil), provocando novo aumento cascata nos salários da Justiça e de outras categorias do serviço público.

Obviamente, quando se têm a oportunidade de aumentar os próprios salários, fica difícil lembrar que estes salários são pagos pelo povo,e que isso direta ou indiretamente inviabiliza a vida de quem não é parlamentar, ou não se enquadra em nenhuma das categorias de reajustes mencionadas acima. Não somente inviabiliza a vida econômica, mas toda ela, já que no final das contas, falta saúde, falta educação, falta saneamento, falta habitação...  Tudo isso por falta de ética, falata de bom senso, falta de compromisso com o povo,  falta de humanidade, falta de vergonha na cara.

O Brasil precisa ser viável para todos, já que todos dependem uns dos esforços dos outros, e se este padrão de comportamento dos que "comandam" a nação não mudar,  quebraremos (nós e nossos descendentes) todos juntos. O que está ocorrendo gradativamente pode ser comparado a um comandante de um navio que, do alto da torre de comando, em alto mar, resolve mandar a tripulação fazer buracos no casco da embarcação, sem prever as consequências.

Se o salário mínimo nacional acompanhasse o reajuste dos parlamentares – e por que não? – estaria valendo em 2011, aproximadamente, de R$ 615,00 a R$ 945,00.

Isto mesmo: salário mínimo nacional de R$ 615,00 a R$ 945,00. Nem os R$ 510,00 atuais, nem os R$ 560,00 propostos para 2011 pelo governo, nem os R$ 600,00 prometidos na campanha do candidato derrotado à presidência .

Sonho com um dia em que haverá em nossa Constituição um item (um "remendo constitucional") estabelecendo o mesmo percentual de aumento para ministros do supremo, para parlamentares e para o povo, se necessário, com votação por plebiscito. Meu único temor é que aqueles que preferem tudo da forma como está, não se importarem se o país quebrar de vez.

Finalizando, manifesto minha plena satisfação com os parlamentares que escolhi nas últimas eleições, e que realmente fazem jus aos meus votos.


Fontes:
http://www.estadao.com.br
http://www.portalbrasil.net
http://br.noticias.yahoo.com
http://www.uai.com.br

27 de nov de 2010

Prisão em massa de criminosos no Rio. Tá... E agora?

"Comandante da PM anuncia a entrada no Complexo do Alemão
Coronel pede que moradores se tranquem em casa e bandidos se entreguem com as mãos para o alto"

Fonte: O Dia Online

Isso me faz pensar em como era antigamente, quando os meliantes temiam os homens da lei, e nos filmes de guerra, quando os derrotados rendem-se aos vencedores da batalha.
Vendo agora na TV este ultimato da polícia aos traficantes, dizendo-lhes para se entregarem portando as armas sobre suas cabeças, em fila indiana, acho impensável, mas possível; o que seria bem ao contrário do que a mídia nos transmitiu este tempo todo nos últimos anos, informando o poder de fogo e de organização dos criminosos. Mas... Se eles obedecerem, o que mudará?

Caso isto realmente aconteça (tomara que sim, para que se evite um confronto de consequências funestas), e os criminosos sejam presos, o que mudará a partir daí na sociedade carioca, fluminense e brasileira?
Bastará a instalação de UPPs nas comunidades ocupadas pelo poder público?
Conseguirão o poder judiciário e o sistema prisional atuais manter estes indivíduos devidamente encarcerados?
A legislação vigente será suficiente para puní-los?
Haverá medidas suficientes e eficazes de ressocialização não só para eles, mas para os demais detentos no estado, na cidade e no país?
Existirá na prática alguma política de geração de trabalho e renda, e de educação, que motive os jovens a trabalhar honestamente, em vez de optar pela larga oferta de "serviço" oferecido pela criminalidade?

Eu ainda acho possível uma mudança para melhor; mas continuo tendo a sensação de que quem tem o poder e os recursos nãos mãos, não se importa.
Tomara que seja só uma sensação.

26 de nov de 2010

Drogas ilícitas e violência no campo das hipóteses

Vi na TV um ex-policial militar falando que cerca de 20% dos usuários de drogas ilícitas são dependentes, e 80% usuários eventuais, e que se deve a estes últimos o financiamento do tráfico e, consequentemente, a onda de violência que aterroriza nossa cidade neste momento.

Se eu usasse alguma substância ilegal, ainda que eventualmente, algo enquadrado em nossas leis como crime, não seria razoável imaginar que muitos outros poderiam estar fazendo o mesmo?
Para que esta substância chegasse à minhas mãos, quanto mal e sofrimento não teria sido promovido neste percurso, como corrupção, agressões, assassinatos, suicídios?
E por que razão eu, minha família e meus amigos seríamos poupados deste mal e sofrimento causado pelo pequeno crime de outra pessoa que utilizasse substâncias ilegais?

Cada um faz o que quer da vida, mas é bom lembrar que os pequenos delitos que cometemos acarreta consequências que irão atingir negativamente, de algum modo e em algum momento, as pessoas que amamos.

25 de nov de 2010

"Globo libera agressão física e vodca no 'BBB11'"... Enquanto todos pedem paz.

Como Boninho, Bial e sua turma não serão os que entrarão na porrada, e ainda vão ganhar dinheiro com seus galinhos de briga (aliás, isso será bom para apostadores...), eles não se importam.
Lamentável. Numa época em que a violência está em voga e tanto se clama por paz, ainda vem esta parte da mídia para atear mais fogo.

Já não assistia o programa; agora tenho mais um motivo para isso.


Fonte: http://br.omg.yahoo.com/news/globo-libera-agress%C3%A3o-f%C3%ADsica-e-vodca-no-39bbb1139-edyq-93914.html

23 de nov de 2010

Todos pedindo paz... Mas há pouca gente disposta a oferecer.

Considerando mais um momento conturbado em nossa maravilhosa cidade, refleti:
Fica todo mundo pedindo paz, esperando que ela venha de Deus e/ou dos homens. Sem considerarmos a questão religiosa, que é mais complexa, resta verificar o que podemos fazer por nós mesmos. 
Não adianta cobrar e esperar dos outros que façam ou promovam a paz; ela não é algo que vem de fora, de algo ou de alguém, para nos invadir o coração; muito pelo contrário, ela vem de dentro: ela deve partir de cada um de nós, através de nossos pensamentos, de nossas atitudes e de nossas palavras, e invadir os corações alheios, invadir o bairro, a cidade, o estado, o país... o planeta. Se a gente se lembrar disso e se esforçar por isso, vencendo nosso egoísmo, aí ela vai aparecer.
Só assim será Paz.

2 de nov de 2010

Qual a pena para a xenofobia?

Estudante de direito manifestou sua indignação contra o resultado da eleição para presidente da República atacando os nordestinos via Twitter. Depois do estrago causado, pediu desculpas e evadiu-se da web.

"Xenofobia é uma Violação / Crimes contra os Direitos Humanos que consiste no ódio, aversão ou temor sem precedentes contra pessoas provindas de outras culturas ou regiões geográficas diferentes das do criminoso que as considera minoria ou indignas de pertencer à mesma aglomeração social que ele."

"RACISMO, XENOFOBIA E INTOLERÂNCIA RELIGIOSA
Podem ser definidas como prática, indução ou incitação de preconceito de raça, cor, etnia e religião. O crime está previsto no artigo 20 da Lei nº 7716/89, com pena de reclusão, que pode variar de 1 a 3 anos e multa. Se for cometido por intermédio dos meios de comunicação (como a Internet), a pena pode ser agravada de 2 a 5 anos e multa, conforme o parágrafo 2º da mesma Lei."

E então?...

Seria interessante haver um intercâmbio forçado como pena alternativa para crimes deste tipo. Melhor que a reclusão, seria uma ótima medida sócioeducativa para esta senhorita (e quaisquer outros xenófobos declarados) conviver com uma família nordestina por um mês, por exemplo, com acompanhamento dos resultados num programa deTV (Reality! ), seria uma experiência muito rica para ela; a sociedade acompanharia e muita gente iria rever seus preconceitos.
(atenção produtores de TV e magistrados/juristas/parlamentares: estejam, desde já, autorizados a usar esta idéia!)

Fontes:
http://www.safernet.org.br
http://www.slideshare.net

31 de out de 2010

A terceira chance


Para Dilma, a presidente eleita do Brasil neste 31 de outubro, é uma oportunidade de entrar para a história do país, não somente por se tornar a primeira mulher no cargo mas, principalmente, para dar (ou manter) à nação o rumo que os brasileiros esperam. Para todos os brasileiros, e não somente para alguns privilegiados que não se importam em saber se outros podem ou não ter pão à mesa para alimentar seus filhos.
Se ela aproveitar bem esta oportunidade, pode vir a merecer uma segunda chance, já que a legislação o permite.

Para o PT, seu partido, esta é a terceira chance. Já teve a segunda, com a reeleição de Lula; mas se desprezar os erros do passado recente - alvo de tantas críticas tanto da oposição quanto de seus aliados - corre o risco de passar para a história como a maior decepção política dos últimos tempos. Ocupar o poder por tanto tempo, promovendo crescimento aquém do anunciado (e esperado pelo povo), deslumbrando seus integrantes e favorecendo novos e maiores escândalos de corrupção, não só não credenciará o partido para eleger um próximo governante-mor, como o enfraquecerá diante de seus eleitores, e uma queda será inevitável.

Desejo (acho que todos nós desejamos, né?) sucesso para os vencedores nesta eleição, e que honrem seus mandatos. Ou, como aprendi, no blog de uma querida amiga: "Recte Rempublican Gerere" (inscrição em latim, na bandeira do estado do Rio de Raneiro,  que significa "Gerir a coisa pública com retidão").

26 de out de 2010

O uso da questão do aborto como trampolim eleitoral

Creio que ninguém pode dispor da vida (corpo) de outra pessoa sem permissão desta.
Alguns consideram que o embrião/feto já é uma vida (corpo) em formação; e como ele não consegue expressar se autoriza ou não sua própria extinção, não deve ser retirado.
Já aqueles que não pensam, ou não concordam que a vida do embrião/feto já está iniciada, acham natural que haja a opção pelo aborto.
É mais uma questão de ótica (filosófica) do que de religião, moral ou científica. As regras de uns não se aplicam aos outros. Neste caso, também não se pode impor a outra pessoa que ela siga um determinado sistema filosófico, religioso, moral ou científico.
A única certeza é que, independente do motivo pelo qual se procure o aborto, ele continuará sendo solução para muita gente, sendo ou não legalizado. Não há como um poder terreno impor a alguém que o faça ou que deixe de fazê-lo. O agravante é que, não sendo legalizado, ele é feito em clínicas e por profissionais que não passam por qualquer tipo de controle e fiscalização; é inevitável para as mulheres a exposição aos riscos de contaminação e/ou de morte, neste lugares.
Mais eficiente seria a educação de uma forma geral, mostrando ao indivíduo o que ele pode fazer por si mesmo na sociedade, despertando-lhe para as responsabilidades e consequências que lhe cabem.

A opinião acima busca ser isenta; a discussão é saudável e necessária, principalmente quando o tema vira foco de uma disputa eleitoral em que um candidato se diz "do bem", apregoando ao seu adversário o rótulo "do mal", baseado na falta de interesse em se discutir o assunto mais profundamente com o adversário e, por conseguinte, com a própria sociedade.

E, antes que chovam críticas, adianto que sou contra o aborto.

22 de out de 2010

Porque o Brasil não merece o Zé.

1) Sua saúde é muito frágil para "aguentar o tranco". Se o candidato vai parar no hospital pela força do impacto de uma bolinha de papel ou de um pequeno rolo de fita durex, não tem o vigor necessário para cuidar do País, caso torne-se presidente.

2) Sendo questionável a gravidade física do episódio acima, teria havido uma simulação com o intuito de iludir a opinião pública. Se ele tiver sido capaz de montar ou de participar de uma farsa deste tipo, do que será capaz como presidente?

3) Obviamente, toda agressividade voltada contra seres vivos é lamentável e condenável, como a que foi sofrida por José Serra durante confronto entre militantes de sua campanha e da campanha de sua adversária. Porém se houve confronto, a agressividade feita ou sofrida atingiu a ambos os grupos; como o candidato estava em um deles e - pressupõe-se - não agrediu fisicamente a ninguém, achou-se no direito de se dizer vítima ao ser atingido por objetos de pesos e tamanhos insignificantes.

Ao explorar o fato de ter sido atingido, dando-lhe exagerada dimensão e buscando reverter a disputa a seu favor, o candidato tucano deu mais uma mostra de seu egocentrismo. Se várias pessoas se envolveram num pancadaria, ele desqualificou possíveis ferimentos de seus próprios companheiros de chapa, já que o mais grave foi a contusão provocada pela "bolada" de papel ou rolo de Durex.
Durante sua propaganda, ele diz "Criei" isto, "Fiz" aquilo em diversas ocasiões, dando a entender que nunca precisou de ninguém para suas realizações, o que não corresponde à realidade. Caso eleito dirá, dentro de algum tempo: Fiz a Copa de 2014 e trouxe os Jogos Olímpicos para o Brasil. Verdade ou mentira, importa é que ele não divide os louros da vitória com quem quer que seja. E não dividirá com o povo brasileiro.

Será Zé um craque da bolinha?

Será Zé um craque da bolinha de papel?

Zé simula um pênalty, e tenta jogar a torcida contra o árbitro.
Ele merece um cartão, amarelo, vermelho ou verde? Você decide.

Criou-se outro monstro?

12 de out de 2010

Pérola (mesmo) Socrática

"No mundo inteligível, a idéia do bem é a última a ser apreendida, e com dificuldade, mas não se pode apreendê-la sem concluir que ela é a causa de tudo o que de reto e belo existe em todas as coisas; no mundo visível, ela engendrou a luz; no mundo inteligível, é ela que é soberana e dispensa a verdade e a inteligência; e é preciso vê-la para se comportar com sabedoria na vida particular e na vida pública."

Sócrates
(o filósofo, e não o ex-jogador de futebol!) 


Ou voltamos para o fundo da caverna agora, ou continuamos a procurar a luz que nos cabe.

9 de out de 2010

Toda a verdade sobre a regulamentação na internet

Antes que digam que sou Lulista, Petista, Dilmista ou coisa parecida, sou apenas a favor de oportunidades iguais para todos (e isso inclui os bem mais pobres que eu); coincidentemente, os governos anteriores ao atual prometeram muito, mas fizeram muito pouco neste sentido.

Provavelmente, você foi atraído pelo título da postagem. Eu o manipulei. Poderia te-lo escrito sem as palavras "Toda" e "verdade", mas perderia a ênfase que eu queria dar ao assunto, e ninguém viria até aqui para ler este texto. A mídia faz isso com a gente o tempo todo, mas a maioria das pessoas nem percebe o que, ou como, está sendo informado.

Fui atraído para uma charge (em 09/10/10), em um grande portal, intitulada "Regulamentação na web". Para ver a charge, tinha que entrar na página; cliquei e deparei-me com o conteúdo a seguir:

“Governo estrutura a regulamentação da net”

A charge, sob este título, mostra o presidente Lula apresentando o que seria a "versão Beta" da tal regulamentação: uma marreta. Acho que não preciso comentar o significado.

Ou o cartunista está mal informado sobre o assunto, ou está a serviço da manipulação da verdade; sendo esta segunda opção, resta saber se o grande portal onde publica suas charges compactua com este pensamento ou não (e isto seria, do mesmo modo, falta de informação de seus editores/proprietários).
Para entender como pensa realmente o governo (Lula) é necessário que se leia ou ouça (e não apenas "Veja") o que ele diz.
É fácil encontrar na web – é só buscar/pesquisar - notícias sobre o assunto; leiam e tirem suas próprias conclusões, não com imparcialidade*, mas com alguma isenção.
O portal Terra Brasil de 23 setembro (2010) tem uma entrevista com Lula, onde ele explica esta questão, para quem quiser entender; e ela não se restringe à Internet, mas abrange a mídia de uma forma geral. Alguns trechos:

"Se existir uma idéia, ela será discutida pelo próximo governo. Pelos próximos governos. Ela será decidida pelo Congresso Nacional , porque é impossível você imaginar fazer uma coisa que discuta comunicação se você não passar pelo Congresso."
"No Brasil, a imprensa deveria assumir categoricamente que ela tem um candidato e tem um partido. Seria mais simples, seria mais fácil. O que não dá é para as pessoas ficarem vendendo uma neutralidade disfarçada".

(o grifo foi por minha conta; pagamos por informações que podem não ser confiáveis)

“Agora, a verdade é que nós temos nove ou dez famílias que dominam toda a comunicação desse País. A verdade é essa. A verdade é que você viaja pelo Brasil e você tem duas ou três famílias que são donas dos canais de televisão. E os mesmos são donos das rádios e os mesmos são donos dos jornais...”

“... muita gente não gostou quando, no governo, nós pegamos o dinheiro da publicidade e dividimos para o Brasil inteiro. Hoje, o jornalzinho do interior recebe uma parcela da publicidade do governo. Nós fazemos propaganda regional e a televisão regional recebe um pouco de dinheiro do governo. Quando nós distribuímos o dinheiro da cultura, por que só o eixo Rio-São Paulo e não Roraima, e não o Amazonas, e não o Pernambuco, e não o Ceará receber um pouquinho? Então, os homens da Casa Grande não gostam que isso aconteça.”

O recado está dado.

(*) Heródoto Barbeiro, em entrevista à MTV, disse que não é um jornalista imparcial, já que todo mundo tem suas preferências políticas, futebolísticas etc.; mas que procura fazer seu trabalho com a isenção necessária.

8 de out de 2010

Eleições 2010: Afinal, quem foi - ou é - terrorista?

Tenho recebido e-mails aterrorizantes (terror, terroristas... hummm. Isso não é coisa de comunistas?) sobre o que será do Brasil  se Dilma for eleita presidente. Não gosto de Serra (nem de Dilma), nem vou votar nele, mas não recuso msgs de amigos, e se pudesse escolher, receberia com mais simpatia as propostas do candidato tucano, em vez de acusações dele contra a outra candidata. Este comportamento me assusta mais que qualquer outro, e é típico de quem depois chamará aposentados e outros contribuintes de vagabundos. Nada, a não ser a busca ensandecida por poder e dinheiro, justifica a baixaria em que se tranformou esta campanha tucana.
Daí veio a inspiração para o que escrevo a seguir.

Com o tempo percebi que os meios de comunicação é que elegem ou derrubam candidatos - presidentes, governadores ou prefeitos. Se orientarmos nossos pensamentos e ações (= votos) por eles, sejam de centro, esquerda ou direita, estaremos apenas atendendo às ambições de um ou outro dono de grupo de comunicação. Em outras palavras, vence aquele que tiver a melhor campanha de marketing.
Comparativamente, Maradona se auto-intitula melhor do que Pelé (mas sua carreira mostra que ele ainda fica devendo à Romário!). Com esse marketing, Dieguito conseguiu ser reconhecido, no mínimo, como o segundo melhor.
Uma mentira repetida muitas vezes, ganha status de verdade (qualquer página sobre boatos que circulam na Internet prova isso).

Serra assume a paternidade de todas as "boas" idéias de que o governo Lula se utiliza, e se diz o mais preparado para governar.
FHC, que tinha em sua história um exílio político, era formado na Sorbonne e pertence aos quadros da ABL, não fez com que o Brasil avançasse (a não ser para os mais ricos). E tinha preparo.
Dilma será uma déspota, a serviço do maquiavélico PT. Calará  a imprensa, fará o diabo.
Lula também o faria e, semianalfabeto, mostrou um país um pouquinho melhor para a população mais pobre. Sem falar na crise internacional que, nas palavras e "nas mãos" dele, foi uma marolinha, lhe dando prestígio internacional.
A propaganda da ditadura militar fazia a população temer os comunistas, e em nome da defesa nacional, barbarizava qualquer brasileiro que se atrevesse a falar em liberdade.
Como bom observador, vejo que se um governo não afeta sua vida negativamente, ele é neutro ou bom. Se afeta, é ruim. Collor não afetou diretamente a vida de minha família (a não ser do ponto de vista da ética), mas desgraçou a vida de muita gente com seu plano econômico. Não perdi dinheiro com ele; então, foi neutro.

Há muitas verdades, certamente. Mas estamos cercados de mentiras, e tomar partido de qualquer uma delas, significa atender apenas aos interesses daqueles que não estão comprometidos com o ideal de nação mas, sim, com seus ideais particulares de poder e fortuna. Significa que somos apenas marionetes neste teatrinho dos poderosos. Por isso não lhes interessa reforma política, aprovação de ficha limpa imediata, voto facultativo, tempo igual para todos na propaganda do rádio e da tv. Por isso não interessa um povo instruído e educado: quanto menos o povo pensa, melhor para eles. Por isso qualquer candidato de partido que se diga socialista ou comunista, que prega o não pagamento da dívida externa para resolvermos problemas internos urgentes, é ridicularizado ou chamado de louco pela mídia. Mas desviar dinheiro público e  aumentar os próprios salários e benefícios, como nossos parlamentares o fazem, não é loucura (embora não resolva os problemas internos como a saúde, a habitação e o saneamento básico). 
FHCs, Serras, Lulas ou Dilmas não são eleitos por suas qualidades, mas pelas qualidades que somos levados a acreditar que possuem, e isso fica registrado por um bom tempo em nossa mente. Por isso candidatos reconhecidamente "escandalosos" conseguem, ainda, votações tão expressivas.

Boa parte do povo comemora a vitória de seus candidatos, mas o máximo que vai receber é o pão e o circo de sempre, e mais alguma esmola qualquer - agora chamada de "bolsa" ou de uma sigla qualquer. Mas quem comemora pra valer são as grandes famílias que planejam e comandam este espetáculo com mais competência, mesmo que, agora, não vençam: amanhã será outro dia, mas o estoque de caviar e champagne estará garantido até lá.

É muito difícil para qualquer cidadão que trabalha e não tem tempo para pesquisar a vida alheia, saber o que é verdade e mentira de seus candidatos, principalmente diante de tanta manipulação nos meios de comunicação. Por exemplo, Dilma e Serra são feios e antipáticos, a meu ver, mas aparecem bem melhores diante das câmeras; conforme a conveniência de determinado jornal, podem aparecer sorrindo ou bocejando.
Muita gente vive alguma mentira dentro de um próprio lar, com a própria família, e nunca descobre, ou faz vista grossa. Como saber a verdade sobre um político que só vemos na imprensa; com quem não convivemos?

Eu consegui recusar as grandes mentiras (ou serão verdades?) no primeiro turno, mas para este segundo, terei de escolher (já escolhi) a contragosto.

Não sei quem disse isso, mas "é preferível recusar uma verdade do que aceitar dez mentiras". O bom senso pode ajudar um pouco nessa tarefa. Certeza? Quem sabe, o tempo dirá?

Fonte do link : Portal Terra

4 de out de 2010

29 de set de 2010

Insatisfeito com o poder político atual, ou não deseja o "mais do mesmo" dos anteriores? Ouse arriscar outros!

Eleições
Insatisfeito com o legislativo e o executivo atuais, ou não deseja o “mais do mesmo” dos anteriores? Ouse arriscar outros, mas vote consciente, querendo e esperando o melhor para o povo, e não somente para você, sua família ou um determinado grupo: isso já tem sido feito, e o resultado é o que vemos e sentimos todos os dias nos noticiários, na pele e nos bolsos.

Acrescento, ainda: vote com fé, crendo e desejando fortemente que qualquer candidato eleito - mesmo que não seja aquele que você gostaria - seja inspirado a fazer o melhor para o povo (NÓS).

21 de set de 2010

Como destimular o uso do carro, sem estimular outros meios de transporte?

Como destimular o uso do carro, sem estimular outros meios de transporte?
Proibindo o uso e punindo toda a população, é óbvio!

Governar assim é muito fácil.

(Aqui não é tuíter, mas este post dispensa mais palavras mesmo.)

16 de set de 2010

Barcelona usa sistema subterrâneo para descartar lixo

Seria tão bom ter algo assim por aqui... Mas vão dizer: -Não temos dinheiro!
Claro, com tantas maracutaias e salários e benefícios distribuídos à vontade entre a classe política e seus protegidos, não pode sobrar dinheiro mesmo.

Tentar com Serra, Dilma ou Marina?

O fato de Serra ser um "Tucano", de Dilma ter sido "Terrorista" e de Marina estar aliada a "DEMocratas", leva à reflexão: Pra que lado correr?

Serra assumiu o papel de vítima para sensibilizar o eleitor, e o povo rejeita governantes que se assumem fracos e oprimidos. Para piorar, num ato de desespero promete um "polpudo" salário mínimo - alguns poucos reais acima de Dilma. Trocar dinheiro por voto não é ilegal? Não termina seus mandatos, para poder disputar cargos com status superior aos que ora ocupa: se arranjar uma ocupação melhor, quem garante que não deixará o Planalto? Por essas e outras, não gosto e nem confio nele, e pelo que tem feito, não precisa do meu voto para perder.

Dilma carrega consigo apenas a popularidade de Lula. Herda dele a confiança do povão, mas é uma tremenda incógnita. Me parece que foi escolhida a sucessora por absoluta falta de opção do partido. Nenhuma experiência administrativa. Não me inspira nada, por isso não voto nela. Mas também não precisa do meu voto para ganhar.

Marina, a Senadora, prestou relevantes serviços à nação; mas a candidata à presidência tem aliados questionáveis e, de certo modo, incoerentes com as ideologias verdes. Num eventual confronto direto com com Dilma, fatalmente seria apoiada pelos tucanos; apoio, em política, significa concessão de cargos e funções. Pelas más companhias, não voto nela.

Como a eleição não se resume a estes três, faço outra opção de voto. Mas não revelo por nem por R$ 600,00 mensais, nem sob tortura e muito menos por um kit da Natura.

...
Ainda creio em exceções, mas o fato de que a maioria dos políticos atuais se candidatam para qualquer cargo em disputa, a cada eleição, deixa claro que o cargo político, para eles, não é motivado por ideologia;, e sim por dinheiro e/ou outras facilidades; é só um emprego, e dos bons.

...
Sim, o governo Lula foi marcado por muitas irregularidades, e como ele e o PT são as vidraças da vez, as cobranças são justificadas, principalmente por que o povo - não o povo das novelas da TV - esperava muito mais deles: muito mais ética, muito mais responsabilidade, muito mais justiça socioeconômica do que recebeu dos governos anteriores.

Sim, os governos anteriores não foram santos; nem os presidentes nem os seus respectivos partidos. Falando nisso,  sendo J. Serra oriundo do governo FHC e do mesmo partido... Jogo a minha pedrinha: leia "45 escândalos que marcaram o governo FHC". E quem quiser, procure mais sobre Serra.

6 de set de 2010

O que você quer para o Brasil? E para você?

Se você quer...
...uma sociedade sem longas esperas nas unidades de saúde;
... comunidades ocupadas por estabelecimentos de ensino com profissionais de educação competentes e comprometidos com a instrução das crianças e dos jovens;
...andar tranquilo pelas ruas sem se preocupar com tiroteios ou áreas violentas;
... andar em ruas limpas e pavimentadas;
...ser respeitado nos seus direitos, e não ter dificuldades para cumprir com seus deveres;
...que os leitos dos rios, canais e áreas de risco não sejam ocupados por barracos, e que os que lá vivem tenham oportunidade de habitação digna;
...que o mercado informal de trabalho e o subemprego possam dar lugar a oportunidades profissionais que permitam ao trabalhador viver com o mínimo de conforto, e não ter que depender do Estado para sobreviver;
... que as drogas não entrem na sua casa, nos demais lares ou no seu país, causando dor a tantas famílias;

Então, seja menos egoísta...
...na hora de votar;
...na hora de governar;
...na hora de legislar;
...na hora de julgar;
...na hora de agir.

Todos somos responsáveis pelo céu ou pelo inferno em que vivemos. Tom Jobim não foi tão abrangente na música “Wave”, mas poderia: É impossível ser feliz sozinho. A desigualdade social que se origina do descaso ou da ambição de uns, afeta a todos, mais cedo ou mais tarde.

O povo, iludido, sempre será vencido. *

Às vésperas de mais um pleito eleitoral no país, e já tendo vivido alguns outros tantos, observo esperançoso os rumos do Brasil, diante dos avanços obtidos para o povo. Aqui, um aparte: o grifo é porque sei que há muitos insatisfeitos:
uma parte, formada por aqueles que estão perdendo parte de suas regalias obtidas com os governos que só se ocuparam com as elites;
e outra parte, formada por aqueles que, antes, esperançosos ou desconfiados, hoje somente constatam que as conquistas e ofertas do atual governo foram muito poucas diante das promessas feitas.

Retomando... Apesar de esperançoso, observo também com muito desapontamento os nossos avanços, compreendendo que estes somente se farão intensos não somente por obra dos três poderes, mas também do quarto poder (desde que não sirva aos interesses dos outros três) e, principalmente, do poder do povo.
E o que esperar de um povo que se deixa deseducar, que aceita esmolas disfarçadas de benefícios sociais – UPAs, PACs, UPPs, Bolsas-Famílias, Cheques-Cidadãos, Farmácia e Restaurantes Populares, por exemplo - em troca de votos (sem ter noção de que merece e precisa de muito mais do que isso), e que já paga taxas, impostos ou tributos suficientes para obtê-los? Que, por falta de instrução, acredita em promessas que na prática são inviáveis, como os mini-batalhões policiais nos bairros, construções de mais unidades hospitalares, dois professores por sala de aula etc., ações estas que não prevêem a estrutura profissional e econômica necessárias a cada uma (o que vai acabar resultando em aumento de taxas e tributos mais a frente)?

(*) O título veio de uma frase de minha querida prima Giovana. Obrigado, prima!

Reforma política urgente!


Presumo que uma mudança efetiva no panorama político brasileiro passe por uma reforma política que contemple, entre outras coisas:

A adoção do voto facultativo. Se não me interesso pelas conseqüências políticas do meu voto, não deveria ser obrigado a votar;

Revisão do eleitoral gratuito: Da mesma forma que programas realmente educativos não são alvo de destaque dos canais de TV aberta (concessões do Governo),  o horário político deveria ser remanejado para aqueles horários considerados de menor audiência. Ou então se cria um canal exclusivo para a propaganda eleitoral: assiste quem desejar. Igualdade de tempo do horário eleitoral por partidos, e não pelo tamanho destes. Condições iguais de disputa é democracia de verdade.

Obrigatoriedade de conclusão de mandato: exceto algum motivo de força maior (morte, doença, impeachment, crime ou nomeação para ministério ou secretaria), o candidato eleito pelo povo não deveria abandonar o cargo para disputar outro.

Congelamento/redução de salários e benefícios de parlamentares. As despesas são muito altas, é um acinte ao trabalhador comum, e a natureza das tarefas não justifica ganhos infinitamente superiores ao salário mínimo. E, caso alguém diga que com salários baixos eles poderiam se corromper, os inúmeros exemplos mostram que não existe relação entre uma e outra coisa.

Redução do número de cargos e vagas nos poderes federal, estadual e municipal. Não existe prosperidade gastando-se desnecessariamente. Invistam-se os recursos com eficiência e inteligência e os votos estão garantidos, Srs. candidatos.

Fim da imunidade parlamentar. Nada de foro privilegiado: delitos cometidos por quaisquer autoridades devem ter inclusive, agravamento, já que eles detêm o poder nas mãos, e devem acima dos demais cidadãos, agir dentro da lei.

25 de ago de 2010

Eles só pensam naquilo...

As mesmas caras (tá, algumas são inéditas), as mesmas falas, todos querendo a mesma coisa da gente: abusar da nossa confiança e se dar bem às nossas custas.

Uma vaga de assessor pra quem adivinhar de quem estou falando.


Atualização em 27/08/10:

Senhores candidatos, esperamos muito mais de vocês. Muito mais do que vocês prometem. Esperamos hospitais públicos, postos de saúde, UPAs etc. com médicos e equipes capacitados e comprometidos com o respeito ao ser humano e à vida; esperamos estabelecimentos públicas de ensino com diretores, professores e equipes prontas e dispostas a dar o melhor de si pelos alunos, resgatando a dignidade do homem através da instrução, e da educação que cabe à escola oferecer; esperamos incentivo à produção de bens e serviços, que gerem trabalho e renda de verdade para a população, e não esta esmola do subemprego e da informalidade; esperamos que, com esta recuperação econômica e de auto-estima do cidadão, o acesso à habitação de qualidade não seja tão penoso - ou mesmo impossível; esperamos o combate efetivo a corrupção e à criminalidade; esperamos um salto tecnológico nos serviços públicos essenciais já relacionados. Esperamos que vocês justifiquem suas funções, cargos, salários e benefícios dando-nos (inclusive a vocês mesmos e suas famílias) em troca um trabalho sério e ético. Dinheiro para pagar por tudo isso nós, juntos, temos; mas é preciso que, desta vez e doravante, vocês pensem mais em nós e menos em vocês mesmos (cada um por si): assim, será o suficiente. Assim teremos o que esperamos de vocês. Mas, se a tentação for muito grande, roubem um pouquinho, mas FAÇAM o que esperamos de vocês.

21 de ago de 2010

TV: Você conhece os municípios do Rio de Janeiro?

Para quem quer conhecer alguns dos municípios fluminenses sem sair de casa, uma boa opção é o programa "Caminhos do Rio". Onde passa? Na TV ALERJ! Isso mesmo, ela não exibe apenas as sessões da Assembléia Legislativa, com aqueles políticos chatos: também entretém e informa. É uma alternativa aos outros programas que passam no mesmo horário, mas que você não tem paciência para ver. 

"O programa Caminhos do Rio, apresentado por Luiz Carlos Pugialli, surgiu da necessidade de aproximar a capital para o interior, e falar de turismo valorizando a religiosidade de cada cidade. Ao assistir Caminhos do Rio você vai conhecer a historia que constrói o Estado do Rio de Janeiro. Caminhos do Rio é exibido na TVALERJ canal 12 da NET toda quinta-feira às 22:00hs, e em horário alternativo no sábado e domingo as 10:00 hs em todo Estado do Rio de Janeiro, você pode acompanhar também pelo site da TVALERJ www.tvalerj.tv"
(vídeo de um dos programas: http://www.youtube.com )

Da mesma forma, as TVs Câmara, Senado, Justiça, Multirio, Universitária e Comunitária têm programas que podem ser interessantes. Basta um pouco de boa vontade e de querer de sair da mesmice, para procurar...

19 de ago de 2010

O brasileiro merece os políticos que tem?

Recebi por e-mail, achei interessante e divido com vocês.
Como o povo espera ou exige postura de seus representantes, se não se dá ao respeito?
Se cada povo tem o governo que merece, então não há o que reclamar. Eu preferia algo melhor, mas estou politicamente sujeito à vontade da maioria.

"O brasileiro é assim:

1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.
2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.
4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.
5. - Fala no celular enquanto dirige.
6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.
7. - Para em filas duplas, triplas em frente às escolas.
8. - Viola a lei do silêncio.
9. - Dirige após consumir bebida alcoólica.
10. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
11. - Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.
12. - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.
13. - Faz " gato " de luz, de água e de tv a cabo.
14. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
15. - Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.
16. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.
17. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20.
18. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.
19. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.
20. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.
21. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.
22. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.
23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.
24. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
25. - Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.
26. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse roubo.
27. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.
28. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.
29. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.
30. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não o devolve.

E quer que os políticos sejam honestos...
Escandaliza-se com a farra das passagens aéreas...
Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não?
Brasileiro reclama de quê, afinal?

(...)

"Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos..." "

13 de ago de 2010

Filme bacana: Um Reencontro Delicado

Vi este filme - um drama feito para TV, na verdade - em outubro de 2007, e recomendei via e-mail para alguns amigos, na ocasião. Revendo a msg, resolvi compartilhar com vocês aqui neste humilde espaço.
Passou no Cine Conhecimento, Canal Futura (NET, 32). Acho rola alguma reprise, ocasionalmente.
Quem se interessar e tiver a oportunidade de ver, veja.
 
"Larry James tem 86 anos, é alegre e independente e cuida sozinho de sua amada esposa Jeannie que tem Mal de Alzheimer. Quando Larry cai e quebra o tornozelo, a sua vida com Jeannie repentinamente sofre uma mudança eterna. Jeannie vai para uma casa de repouso e Larry passa a viver com seu filho Oliver, a nora, Sandy, e a sua filha adolescente, Millie. Mas o amor e a consideração se desgastam enquanto pai e filho precisam aprender a viver juntos novamente. Este drama pungente aborda o tema importante, emotivo, entretanto relativamente desconhecido, dos maus tratos a idosos com sensibilidade e compreensão."

Mais (in english): http://www.bbc.co.uk/pressoffice/pressreleases/stories/2004/11_november/30/dad.shtml

6 de ago de 2010

Pesquisa eleitoral - As verdadeiras chances de Dilma e de Serra

Serra - Enorme chance de fazer um governo igualzinho ao de FHC; remotas chances de fazer melhor, ou pior.

Dilma - Boa chance de fazer um governo igual ou pior que o de Lula; remotas chances de fazer melhor.

No quesito antipatia estão tecnicamente empatados.

Marina - Grande chance de apoiar Dilma num hipotético segundo turno. Seria incoerente, sendo contra o desmatamento, Marina apoiar Serra.

Os demais candidatos têm  1 % ou menos das intenções de voto. Pudera: a imprensa os despreza, e o povo nem sabe que eles existem.

5 de ago de 2010

Porque Maradona es mejor que Pelé.

Resolvi pesquisar para comprovar o que eu já sabia. Para justificar, nada melhor que comparar semelhanças e diferenças entre os astros, ao longo do tempo. Vamos a elas:



Maradona – Copa de 1978: convocado pela primeira vez para a seleção principal, mas foi (polemicamente) cortado pelo técnico.
Pelé - Copa de 1958: convocado pela primeira vez para a seleção principal com 17 anos. Nesta copa,  Pelé foi chamado pelos franceses de "Rei do Futebol". Sendo o Brasil o vencedor desta Copa, ele até hoje é o mais jovem Campeão Mundial, e também o mais jovem Bicampeão Mundial, com 21 anos, na Copa de 1962.


Maradona – Com seu amigo Claudio Caniggia, formava uma estranha parceria, que rendeu um beijo na boca em uma comemoração, mas não chegou a dar bons resultados nos jogos. Caniggia tinha problemas com cocaína.

Pelé – Junto com com Garrincha, nunca perdeu uma partida de futebol pela seleção. Garrincha tinha problemas com alcoolismo.


Maradona – Possuía ligações comprovadas com a Camorra (máfia napolitana); foi suspenso do futebol por 15 meses; um mês depois, foi preso em Buenos Aires sob efeito de drogas, sendo banido do futebol por mais 15 meses pela FIFA.
Em 1991 seu exame antidoping após partida contra o Bari deu positivo para cocaína; as drogas, além de arruinarem sua carreira nos gramados, deformaram-no fisicamente, por um tempo.

Pelé
– Responsável pelo cessar fogo temporário na guerra civil no Congo Belga em 1969, durante excursão de seu time na época, o Santos. Aquele país estava dividido pela guerra, mas as forças rivais permitiram o trânsito em segurança de Pelé e sua equipe entre Kinshasa e Brazzaville.


Maradona – Disputou 692 Jogos Oficiais, sendo 21 pela seleção Argentina.
Jogou quatro Copas do Mundo e venceu uma.
Titulos (seleção e clubes): 10

Pelé – Disputou 1375 Partidas oficiais, sendo 115 pela seleção Brasileira (92 oficiais).
Disputou quatro Copas do Mundo e venceu três.
Titulos (seleção e clubes): 58


Maradona - Marcou profissionalmente353 gols.
Marcou 8 gols em quatro Copas do Mundo.

Pelé – Maior artilheiro do futebol profissional: Marcou 1.284 gols. Se contestada a contagem, seriam 1.199 gols como profissional.
Detém o recorde de gols em uma partida: oito, em 21 de novembro de 1964.
Marcou 12 gols em quatro Copas do Mundo.


Maradona – Eleito melhor jogador sul-americano em 1979 e 1980.
Eleito o melhor jogador do século pela FIFA por votação na Internet.
Melhor jogador do mundo pela revista Onze d'Or, 1986 e 1987
Elegido por la FIFA el Mejor Jugador de América del año, 1979
Elegido por la FIFA el Mejor Futbolista de Sudamérica del año, 1980
Obtiene el Botín de Oro entregado por Adidas al mejor Futbolista del Año, 1986
Obtiene la Pluma de Oro al mejor deportista de Europa, 1986

Pelé - FIFA Jogador de Futebol do Século: 2000
Jogador de Futebol do Século, escolhido pela UNICEF: 1999
Atleta do Século, eleito pelo Comitê Olímpico Internacional: 1999
Atleta do Século, eleito pelos jornalistas da Agência de Notícias Reuters: 1999
Atleta do Século, eleito por jornalistas do mundo todo, na pesquisa realizada pelo jornal francês L'Equipe: 1981
Jogador de Futebol do Século, pela IFFHS - Federação Internacional de Estatística e História do Futebol: 1999
Jogador de Futebol do Século - América do Sul, pela IFFHS - Federação Internacional de Estatística e História do Futebol: 1999
Laureus World Sports Awards - Prêmio pelo conjunto da obra, entregue pelo Presidente Sul-Africano Nelson Mandela: 2000
BBC Personalidade Esportiva do Ano: 1970
BBC Personalidade Esportiva do Ano - Prêmio pelo conjunto da obra: 2005


Maradona – Aposentou-se como jogador definitivamente em 1997, após novo exame positivo para cocaína, agora no campeonato argentino.

Pelé – Despediu-se como jogador da seleção no Maracanã, dia 18 de julho de 1971, com público de 138.575 pagantes. Em 1977 deixou os campos definitivamente, como jogador do New York Cosmos,   tendo a participação de Mohamed Ali na sua festa de despedida.
Pelé foi estrela de partidas de despedida de outros astros, como Garrincha e Beckenbauer.


Maradona – Foi nomeado Embaixador Desportivo, na Argentina, em 1990.
Nombrado Embajador de la UNICEF (1985)
Es declarado Ciudadano Ilustre en la Ciudad de Buenos Aires.
Foi técnico da seleção Argentina para a Copa 2010.

Pelé - Formado em 1974 pela Faculdade de Educação Física de Santos.
Foi ministro dos Esportes do Brasil.
É um dos poucos brasileiros a possuir o título de Sir da Ordem do Império Britânico na categoria Knight Commander (KBE).
Hoje, empresário.


Maradona – É reverenciado como uma divindade na Argentina, existindo até uma igreja dedicada a ele.

Pelé - Depois de Pelé, a camisa 10 passou a representar o melhor jogador de uma equipe de futebol, tanto no Brasil quanto no exterior.
O termo "Gol de placa" derivou-se de um de seus gols, marcado em 12 de junho de 1961, contra o Fluminense.

 ...

Ops! Acho que escrevi o título da postagem errado...
Mas, por favor, tirar esta crença dos hermanos seria falta de caridade!

...

A diferença clara entre Maradona e Pelé, foi o tipo de carreira que cada um deles escolheu.

Fontes diversas.

4 de ago de 2010

Eco-hipocrisia: é só a sacola que polui? E as outras embalagens plásticas que saem do mercado dentro dela?

Esta Lei estadual, pelo jeito, só favorece aos fabricantes de ecobags; ela não prevê o destino das demais embalagens plásticas (feijão, arroz, açúcar, sal, fuba, farinha etc.) que saem do supermercado, dentro das "inocentes" sacolinhas.

Programas inteligentes de coleta e reciclagem de lixo seriam muito mais úteis e eficientes. Mas só podem ser realizados ou fomentados por pessoas inteligentes E de boa vontade. Falta no poder público quem reúna estas duas qualidades, simultaneamente.

Atualização em 27/08/10:

A lei do saco plástico é justa, mas houve um "esquecimento" da parte de seu(s) autor(es): em cada sacola plástica que sai dos mercados, há outras embalagens plásticas, e/ou de papel, alumínio e vidro, que também podem ir parar no lixo; no caso das plásticas, são tão poluentes quanto as sacolas. A meu ver, falta imputar responsabilidade, também, às industrias que utilizam tais embalagens, e aos próprios fabricantes de embalagens. Se todos somos responsáveis pelo lixo que produzimos e pela poluição do planeta, então indústrias e empresários são igualmente responsáveis.
É muito fácil (leia-se: irresponsável) deixar a responsabilidade pelo destino do lixo ao consumidor final. Este, muitas vezes, sequer dispõe da coleta seletiva existente nas áreas mais nobres das cidades.

31 de jul de 2010

F1: Massa, vencedor ou batalhador?

A Ferrari e o Massa conseguiram tirar o que ainda restava do interesse que a F1 conseguia manter no público e (creio) na imprensa brasileira. De que adianta torcer e elogiar nossos pilotos se eles apenas fazem o "feijão com arroz", e mostram-se previsíveis? Como incentivar um esporte em que um de nossos representantes, estando vencendo uma prova  - naquele momento, o melhor dos competidores - cede voluntariamente a vitória à outro? Voluntariamente, sim: a decisão pertencia à ele.

Caso Massa não se torne um vencedor na F1, lhe restará o "mérito" de contar esta "vantagem" pelo resto da vida: - Alonso só venceu porque eu deixei!
Digo vencedor, obviamente,  sem considerar a frase atribuída ao Barão de Coubertin: "O importante é competir". A competição é saudável, mas o que caracteriza o vencedor é a ambição pela vitória e o movimento que faz para atingí-la diante das possibilidades.
Do ponto de vista do esporte, ninguém vence deixando o adversário (ou o colega de equipe) passar à sua frente. Se Ayrton Senna tivesse sido bonzinho com Alain Prost - ou vice-versa - quando "jogavam" no mesmo time, não teriam seus nomes na galeria dos vencedores, mas sim, dos participantes. Vencedor, na vida, Senna também foi, pelas atitudes humanitárias que empreendia em segredo, enquanto vivo, e mesmo após sua morte, pelos trabalhos sociais que puderam ser realizados em seu nome, daí em diante; isso é bacana, mas não é esporte.
Barrichelo é carismático, gente boa, querido e respeitado pelos colegas de trabalho, tem um bom emprego, ganha bem, é bom pai e marido (pelas notícias que nos chegam); na vida, um vencedor; no esporte, um participante bastante lembrado por ajudar schumacher nas suas vitórias.
Analisando a atitude de Massa do ponto de vista profissional: ele é um trabalhador dedicado e obediente, como tantos outros; seu diferencial é o de trabalhar no que gosta, ganhando um salário incomum para isso. Parece bem claro que para ele é o bastante; é somente um bom emprego (quem de nós não quer um desses?), onde manda quem pode e obedece quem tem juízo. Nada de competição, todo o trabalho é em prol do grupo, da empresa. O que há de errado nisso?

Voltando, então ao interesse "brazuca" na Fórmula Um: nossa torcida por vitórias de pilotos brasileiros não fazem mais qualquer sentido. Aliás, por vitórias de quaisquer dos pilotos, já que a disputa é somente entre as equipes e pelo retorno econômico proveniente das vitórias e da exposição das marcas.
Se você vai continuar vendo as corridas, lembre-se disto eevite decepções.

26 de jul de 2010

Os ídolos, o esporte, a torcida e... os negócios!

Assistindo ao GP da Alemanha de Fórmula Um, no último domingo, fiquei bastante decepcionado por ver o piloto que vencia a prova se deixar ultrapassar pelo companheiro de equipe, após a ordem de sua chefia. Embora esta ordem não tenha sido tão explícita (esta atitude é condenada pela Federação (FIA) e sujeita à punição), foi isso mesmo que aconteceu. Já aconteceu em poucas outras provas, mais ou menos abertamente. Chamam isso de “jogo de equipe”.
Minha decepção não foi pelo fato de ser um brasileiro o piloto que liderava a prova. Foi com aquilo que eu esperava de uma conduta desportiva. Aí, me ocorreu que esta conduta tem duas vertentes:
A do Piloto: de um desportista, espera-se o empenho; mas, principalmente, a vitória.
A da equipe: de uma equipe, espera-se o empenho do conjunto pela vitória.

Os verdadeiros amantes do esporte esperam somente que seu time/equipe ou atleta /esportista favorito vença, dentro das regras do jogo. No futebol, por exemplo, um zagueiro que salva um gol decisivo contra sua equipe defendendo a bola com as mãos numa Copa do Mundo não é uma coisa ética, mas as regras do jogo prevêem punição adequada para atleta e equipe (a punição, às vezes, beneficia o infrator, e vale à pena).
Se no futebol não é muito coerente torcer por um jogador sem torcer pelo time em que ele atua, na F1 não é diferente, pelo menos para os brasileiros que não possuem uma equipe representante nacional. Dessa forma, torcemos acima de tudo por nossos pilotos; a equipe vem em segundo, talvez em último plano: torcer para Massa, Barrichello, De Grassi e Bruno Senna (nossos atuais representantes), não implica torcer por suas equipes, embora haja quem torça por Ferrari, Lótus, Williams...
Ver um compatriota – Massa, ídolo, naquele momento - assumindo voluntariamente ou não aquela submissão (existem outras, dentro e fora do esporte) é muito desagradável e desestimulante para todos os brasileiros, principalmente para as crianças, que ainda não têm este discernimento. Por que entregar o jogo assim, sem resistência? Na penúltima Copa do mundo, um jogador da defesa brasileira se preocupava em ajeitar sua meia enquanto “o Brasil” estava sendo atacado, sofrendo um gol. Falta de brio. Postura perdedora.
Os torcedores italianos da F1, no entanto, pouco devem se importar quanto a ser um espanhol ou um brasileiro o vencedor, desde que seja pilotando uma Ferrari, a equipe italiana.
Os torcedores, italianos ou brasileiros, estão certos sob seus pontos de vista.

À equipe, interessa o título da temporada; o torcedor, nem importa tanto, para ela; deste ponto de vista, ela, está certa. Aquele de seus pilotos com maiores chances de conquista é o que vai receber, a cada prova, a maior atenção da chefia. Vimos isso muitas vezes envolvendo brasileiros. Alguns aceitam, obedientes, o papel de coadjuvantes; outros nem tanto: num esporte em que o destaque – teoricamente - deveria ser de uma dupla, mesmo que ambos sejam os que mais pontuaram no campeonato, só um deles será o vencedor. O quanto será que um atleta/piloto se importa com torcedor?

Mas há outro ponto de vista: o dos negócios. Aqui, o interesse são os lucros. Empresários e patrocinadores investem e aguardam, direta ou indiretamente, o retorno multiplicado do montante investido. Eles não se importam com equipes, pilotos, esporte, nem com torcedores. Para eles, pouco importa se Massa deixa Alonso passar, ou vice-versa; se isto foi criticado pela imprensa internacional; se é anti-desportivo; se o esporte perde credibilidade e público, ou mesmo se acaba: vão arranjar outra fonte de renda.
Eles, que não aparecem para dar explicações sobre nada, permanecem ocultos, atrás daqueles que desejam fama, poder, satisfação pessoal, ou reconhecimento do público. Importam-se unicamente com dinheiro. Do ponto de vista deles, estão certos.

Do meu ponto de vista, a F1 acaba de perder um admirador e espectador. Se nenhum deles se importa comigo...