12 de out de 2010

Pérola (mesmo) Socrática

"No mundo inteligível, a idéia do bem é a última a ser apreendida, e com dificuldade, mas não se pode apreendê-la sem concluir que ela é a causa de tudo o que de reto e belo existe em todas as coisas; no mundo visível, ela engendrou a luz; no mundo inteligível, é ela que é soberana e dispensa a verdade e a inteligência; e é preciso vê-la para se comportar com sabedoria na vida particular e na vida pública."

Sócrates
(o filósofo, e não o ex-jogador de futebol!) 


Ou voltamos para o fundo da caverna agora, ou continuamos a procurar a luz que nos cabe.

3 comentários:

  1. Bem a propósito. Estamos numa época em que as pessoas ainda se locomovem pelas idéias quase que por instinto. Em vez de observarem os fatos e forjarem suas opiniões a partir daí, fazem o contrário: olham os fatos pelo prisma de suas opiniões, e depois de firmar convicções, escolhem os fatos que a comprovam, desprezando os outros. Não são só os jornais que fazem isso, quase todos fazemos. E o pior não é fazermos, mas não admitirmos isso. Nada mais longe da sabedoria. O resultado você sofreu na pele no outro post, foi chamado de idiota. Alguém achou que tinha esse direito apenas porque você tem idéias diferentes das dele.
    Reclamamos tanto dos poíticos que nós mesmos elegemos, e agimos igualzinho a eles. (Permita-me incluir a nós dois nisso, para que não pareçamos elitistas. Falo no plural genérico, do povo no qual me incluo). Como disse o Richard Bach (do Fernão Capello Gaivota) numa crônica, é preciso tomar cuidado com o que pedimos nas orações, porque acabaremos conseguindo. E ele termina a crônica dizendo: "não posso dizer que este mundo me preocupe". Até me preocupa, mas não posso dizer que não seja responsável.

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  2. Você não acha que as propagandas políticas na TV estão pregando o voto nulo? Os candidatos passam mais tempo falando mal um do outro, apresentando denúncias e mostrando que o outro é incompetente/malvado/feio/bobão. Logo, nenhum deve ter qualidades e o melhor é votar nulo mesmo.

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  3. É uma questão de nível, ou melhor, de falta de nível. Em vez de sermos obrigados a escolher o "menos pior", neste pleito o "menos MUITO pior" é o que está em jogo. E eles deram a esta discussão o valor de uma disputa do bem contra o mal, onde até representantes de instituições religiosas tomam partido publicamente, e apavoram seus fiéis com discursos típicos da idade média. Ou você stá com Deus ou com o Diabo. Acho desnecessário dizer quais candidatos os representam, segundo um deles, o egocêntrico, prega em sua campanha.
    O voto nulo surge como uma ótima opção para os ateus. Particularmente, este que se autosugere "deus" é mais temível do que a "diaba" pintado por ele.

    Quanto a ser chamado de idiota, refleti bastante, e me senti um pouquinho mais perto da poeira dos pés de alguns grandes "idiotas" da história mundial, cujos valores para a humanidade são largamente reconhecidos em nossos dias. Estou muito longe deles, ainda; mas pelo menos, acho que sigo na mesma direção.

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