4 de dez de 2012

"Sou melhor que Vettel", ataca Fernando Alonso

Nota: a fonte não cita a fonte original, a da tal entrevista.

Não sei se é um caso de excesso de autoestima, egocentrismo, ou maluquice, ou isso tudo junto... O sebosinho não se dá por derrotado, e ainda quer toda a atenção da mídia só para ele.
É o piloto "Se": Se tivesse um carro melhor... se companheiros de equipe não tivessem lhe dado passagem (mesmo estando melhores e na frente) para ganhar o pouco que ganhou... se o filhote de Piquet não o tivesse ajudado, enfiando o carro num muro em alta velocidade em 2008...
Garoto mimado! Os pais devem ter feito todas as suas vontades desde pequeno, e ele cresceu se achando mais importante do que é.

3 de dez de 2012

"Mas é a Madonna... Cada minuto das 3 horas que ela me deixou esperando - mesmo eu tendo pago caro por isso - valeu a pena, né?"

“M.D.N.A.”...
Quase 70 mil pessoas...
Ouvir o Rio ser chamado de São Paulo e a rainha do pop confundir o português com o espanhol...
Um atraso de três horas...

Realmente, não tem preço.


Vi muito na mídia sobre o tal atraso, menos o motivo.
Vai ver, ela estava contando sozinha toda a grana que ganhou, por isso a demora. Não foi por causa de uma enorme fila do banco, de uma longa espera num ponto de ônibus, de um engarrafamento, ou para conseguir uma senha de atendimento no INTO. Ah, Foi por causa da chuva?! Até explicaria, mas não justifica.
O que mais li e ouvi na imprensa foi isso: "O show começou com três horas de atraso, mas quando Madonna entrou no palco..."
E muitas linhas sobre a grandiosidade do show, sobre os efeitos, o figurino, e as próximas apresentações. Nada sobre os motivos da demora.
Isso é informar?! "V.T.N.C.!", midia alienadora. Nem gosto desta palavra, mas neste caso é extremamente apropriada. E se não houve um motivo muito justo da artista para o atraso, V.T.N.C. você também, M.D.N.A.


"Mas é a Madonna... Cada minuto das 3 horas que ela me deixou esperando, mesmo eu tendo pago caro por isso, valeu a pena, né?" (um/uma fã qualquer)

27 de nov de 2012

A sacola de dinheiro do Joaozinho - digo, Serginho

Joaozinho - digo, Serginho - chega em casa periodicamente com uma sacola cheia de dinheiro extra.
Sua família, que vive muito modestamente com uma renda bastante limitada (falta dinheiro para despesas com saúde e educação, por exemplo) até sabe de onde vem esse dinheiro, mas Joaozinho - digo, Serginho - não revela quanto tem na sacola e nem o que faz com este dinheiro.

No entanto, Joaozinho - digo, Serginho - diante da possibilidade de perder uma grande parte da quantia que vem periodicamente na sacola, conclama sua família a defender este dinheiro para ele.

Só pode ser piada, né?

Mas não é.

Joazinho - digo, Serginho, não se importa com Lei, com a Ética ou com Transparência. Ele não se importa com ninguém.

Quem tem fuleco, tem medo! (Ah!, este pejorativo brasileiro...)


A palavra "FULECO" não faz parte dos dicionários tradicionais, mas, como os especialistas dizem que as palavras se consagram com o uso, e pelo que andei pesquisando bastante gente no Brasil já a usava antes, os significados para "fuleco" são quase todos PEJORATIVOS. Isso antes da FIFA propor e anunciar a escolha do nome do mascote da Copa 2014 no Brasil, um tatu-bola.

Alguns dos significados que encontrei para fuleco:
  • Coisa ruim, de baixa qualidade, inferior, fraco, incapaz, duvidoso
  • Apelido para o ânus
  • Variação de Fuleira, Fulera, Fuleragem
É interessante verificar também o valor do sufixo -eco:
Embora o nome FULECO seja, segundo a justificativa de seus proponentes, a união das palavras FUteboL e ECOlogia, o sufixo -ECO no português brasileiro representa grau diminutivo, que por sua vez pode apresentar significação negativa. 


Se, por acaso, pensarmos em uma derivação da palavra "fulo", tambem não seria um bom qualificativo: um indivíduo estaria "raivosinho", "irritadinho" por conta de algo de que não tenha gostado.
Ou seja, não há mesmo uma boa justificativa para "fuleco".

Considerando que o nome (depois de ser uma das escolhas da FIFA) foi o escolhido de cerca de 1,7 milhões de brasileiros, estes consideram que o Brasil é o "fuleco do mundo".
Piada da própria desgraça? 

Falta de amor-próprio e/ou pela pátria?

Fontes:
dicionarioinformal.com.br/fuleco/
seer.ufu.br/index.php/dominiosdelinguagem
aulete.uol.com.br/-eco
dicionarioweb.com.br/pejorativo.html
dicio.com.br/fulo/

9 de nov de 2012

Obras públicas, Copa 2014 e Olimpíada 2016

Demolir uma escola, um autódromo ou qualquer outro prédio antes de se construir um novo para substituí-lo poderia ser considerado uma insensatez, mas não é. É coisa de quem vai ganhar muito dinheiro com as obras sem se importar com aqueles que ficarão sem ter onde estudar, onde treinar, onde trabalhar etc. Coisa de políticos inescrupulosos e seus comensais empresários.

27 de out de 2012

Sobre sucesso e inveja

"Sucesso é uma percepção positiva resultante do próprio agir. Originalmente designou somente a conseqüência geral, ou efeito de um agir."
(http://pt.wikiquote.org/wiki/Sucesso)

"Ter êxito em alguma coisa; ter um resultado feliz em algo; conseguir chegar ao fim de uma empreitada."
(http://www.dicionarioinformal.com.br/sucesso/)

Tem muita gente que se incomoda com o sucesso alheio, sem nem mesmo refletir porque o outro faz sucesso e ele não. De acordo com as definições acima, este sucesso pode ser de qualquer tipo, em qualquer área ou momento da vida.
Sendo uma forma de status social, o sucesso pode ser facilmente reduzido à fama conquistada por uma celebridade, e, no seu sentido mais amplo, não exclui as conquistas obtidas a qualquer custo, por meios ilícitos. É confundido, frequentemente, com aquelas conquistas obtidas apenas em benefício próprio, mas também refere-se aquelas cujo benefício serve a um grupo de indivíduos, ou a toda uma sociedade.

O sucesso de um indivíduo ou de um grupo costuma atrair a inveja alheia.

"...uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de um outro ser, pois aquele que deseja tais virtudes é incapaz de alcançá-la, seja pela incompetência e limitação física, seja pela intelectual." (http://pt.wikipedia.org/wiki/Inveja)

"Ficar desejando as coisas dos outros e não fazer força nenhuma pra conseguir naturalmente e por merecimento." (http://www.dicionarioinformal.com.br/inveja/)

Se a pessoa que sofre de inveja buscar usar seu interesse, tempo e energia no planejamento e produção do próprio sucesso ou, o que seria melhor ainda, do sucesso de algo que resultasse em benefício de muitos, (dela própria, inclusive), poderá desfrutar dos resultados e do mesmo prazer de que desfrutam aqueles indivíduos que obtiveram sucesso. E, mantido este foco, abandonando a idéia e os esforços - inúteis e desgastantes - de não realizar e não querer que ninguém também realize (mesmo que ele, o invejoso,  esteja entre os beneficiários), o indivíduo estará tão atento a si mesmo que poderá até mesmo evitar ser manipulado por alguma outra pessoa mais ardilosa, que dele poderia se utilizar para objetivos pessoais e escusos.

Imagem www.sxc.hu/photo/1004641


9 de out de 2012

Isenções e reduções de impostos para...

Na carona da redução do IPI para veículos e para os eletrodomésticos da chamada "linha branca" , muita gente acha que deveria haver isenção ou redução de IPI para outros produtos, como, por exemplo, os alimentos, a fim de não somente facilitar sua aquisição pela população, mas também fomentar o crescimento da indústria e, por conseguinte, do próprio País.
Levando isso em conta, resolvi fazer uma pesquisa básica para saber que outros produtos andam sendo oficialmente pleiteados, esquecidos, aceitos ou rejeitados pelo governo, pela sociedade civil e/ou por nossos parlamentares. Desta forma, seguem algumas notícias sobre as reduções ou isenções de impostos (tributos, taxas etc.) para...

Bicicletas
"Projeto prevê isenção de tributos para bicicletas"
Está na câmara dos deputados. Será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Cidadania, de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça.

Alimentos da Cesta Básica
"Dilma veta isenção de tributos sobre alimentos da cesta básica"
Vetado pela presidente, “por contrariedade ao interesse público e inconstitucionalidade”. Um novo decreto de Dilma cria um "grupo de trabalho para apresentar proposta de composição da cesta básica e sua respectiva desoneração.”

Alimentos destinados a diabéticos
"Proposta prevê isenção de tributos para alimentos destinados a diabéticos"
Projeto de Lei da deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), que o objetiva tornar estes alimentos mais acessíveis aos portadores da doença.
Fonte: asbra.com.br

Néctares de frutas
"Com IPI reduzido, néctares de frutas estão mais baratos"
Néctar é um tipo de suco pronto para beber feito com pelo menos 25% de polpa de fruta. Redução de IPI em vigor.

Instrumentos musicais
"Comissão aprova redução de tributos sobre instrumentos musicais"
Vale para a venda e a importação, bem como para as matérias-primas e ferramentas destinadas à construção artesanal dos instrumentos e de seus acessórios.

Material escolar
"Isenção de impostos para o material escolar"
Audiência pública marcada para 25 de outubro, em Brasília, discutirá este projeto de lei.

Medicamentos
"Paulo Bauer debate PEC dos Remédios com representante da indústria farmacêutica"
Proposta de Emenda à Constituição 115/2011 de autoria do senador Paulo Bauer será aprovada no Congresso. Ela  isenta de impostos os medicamentos de uso humano, e tem o apoio unânime dos senadores.

Smartphones
"Ministro acelera plano de redução de impostos de smartphones; isenção pode chegar a 35%"
Ele, o ministro, defende a desoneração de tributos dos serviços de comunicação, para estimular as vendas do setor.


Se alguém que tiver lido esta postagem souber de mais alguma notícia confiável, informe nos comentários, citando a fonte, por favor.

5 de out de 2012

Quando a Educação no Brasil começou a declinar.

Na chamada de um programa de TV (Futura) sobre educação, foi lançada uma pergunta, mais ou menos assim:
 
Em que momento histórico a Educação no Brasil começou a declinar?
 
Pensando numa resposta, antes de assistir ao tal programa, lembro-me que ouço e vejo muita gente atribuir tudo o que apareceu (e ainda aparece) de ruim no Brasil atual ao governo do PT de Lula e, posteriormente, de Dilma.
Com a Educação não seria diferente, certo? Não creio. É certo que, ao eleger um presidente apenas alfabetizado, o estudo deixou de ser para muitos algo essencial: se um homem oriundo da pobreza e sem formação acadêmica alguma conseguiu se tornar presidente do país, para que estudar? Isto foi corroborado posteriormente por algumas políticas assistencialistas de seu governo; sem estudo, não se consegue emprego, mas em compensação é possível conseguir alguns benefícios que garantem o sustento da família. O governo Lula durou 2 mandatos, o que seriam 8 anos de declínio na educação pública, já que não houve investimentos significativos no setor. Porém...
 
Durante este período, o que aconteceu foi um aumento dos postos formais de trabalho, em número bastante superior ao dos 8 anos de seu antecessor, um presidente culto, membro da Academia Brasileira de Letras, sociólogo, cientista político, professor (lecionou inclusive no exterior), e membro de uma abastada família, mas que não deu a importância devida a educação pública de base - a base que agora, dez anos após FHC deixar o governo, é alvo de críticas ferrenhas, não a ele, mas a Lula, embora tenha sido no governo deste último o lançamento do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que visa nivelar a educação brasileira com a dos países desenvolvidos até 2021.
 
Creio que o tal declínio da educação tenha iniciado bem antes da era FHC, mas se tomarmos apenas estes dois períodos de governo - 16 anos - como comparação, os últimos 8 anos, ainda que com desempenho pífio do governo Lula, apresentaram algum progresso na educação básica. Em outras palavras, se um jovem que hoje tem pouco mais de 20 anos, tendo sempre estudado em escola pública, que conseguiu ingressar em uma faculdade particular, mas não na pública por não ter tido uma boa educação de base, e não diferencia "mais" de "mas" - um erro muito comum aos jovens dessa faixa etária - envie a conta primeiro para FHC. Se ele não pagar, aí, sim tente o Lula.
 

4 de out de 2012

Eleições 2012 - A maldição dos 4 anos. Ou isso seria uma benção?

Se administração e legislatura de um município contam com 4 anos para apresentar progressos urgentes e necessários na Educação, na Saúde, nos Transportes e na geração de Empregos - questões básicas para os cidadãos -, e não apresentam resultados significativos, seu prefeitos e seus vereadores não merecem continuar em seus cargos por mais de um mandato.

Nos últimos 4 anos, a rua onde moro e algumas outras próximas foram finalmente urbanizadas, com instalação de ciclovias, recapeamento das pistas de rolagem, drenagem, plantio de árvores, renovação das calçadas e instalação de "pardais" de semáforos e de lombadas eletrônicas. Tudo isto veio com muito atraso, já que as legislaturas e administrações anteriores não atuavam no bairro, um dos que mais arrecadam para o município, priorizando os investimentos nas áreas nobres e/ou turísticas da cidade, que tinham - e têm - problemas menores que o bairro onde moro.
Como se espera de uma sociedade, os interesses coletivos vêm antes dos particulares: embora eu esteja muito satisfeito com as melhorias acima descritas, penso que é muito pouco quando a cidade padece daqueles graves problemas citados lá no primeiro parágrafo. O voto em candidatos que defendam determinados locais, causas ou categorias específicas, e não a cidade como um todo, a meu ver é um voto maldito, que no início ou no fim das contas provoca segmentação de algum tipo, o que acaba prejudicando toda a população.
 
Não adianta construir unidades de saúde, nem escolas, sem um plano de valorização da saúde e da educação públicas. Desta forma, teremos, no máximo, doentes em longas filas de espera, deitados sobre macas no chão de belos corredores de granito, ou salas de aula de primeira geração cheias de alunos, mas sem professores.
Não adianta mudar cores de ônibus, construir corredores expressos para estes coletivos (sem deixar claro para os pedestres que tais pistas não são calçada ou ciclovia, prevenindo assim inúmeros acidentes), construir/ampliar um metrô cujas linhas não integrem as áreas mais necessitadas de transportes da cidade, ou ainda ligar trens a todos estes já deficitários transportes, sem que eles ofereçam um mínimo de conforto de modo a incentivar os cidadãos a preferirem deixar seus carros em casa, desafogando o caótico trânsito.
Quanto á geração de empregos, mais especificamente, vincular esta apenas à construção civil em função das grandes obras para os grandes eventos que ocorrerão na cidade, não é solução, é paliativo. Ao governo municipal, cabe atrair empresas para a região, bem como incentivar a criação de novos empreendimentos, como forma de garantir a geração de trabalho e renda para seus cidadãos e de evitar a desordem social, causada, em parte, pela ocupação descontrolada do espaço público pela iniciativa informal, como acontece com vendedores ambulantes e com o transporte alternativo.
 
Quatro anos é tempo suficiente para encontrar soluções para os problemas mais importantes e urgentes da população e para colocá-las em prática, já que a maioria dos candidatos à prefeitura e câmara dos vereadores juram conhecer e ter soluções para todos estes problemas, quando em campanha eleitoral. Se os eleitos não conseguem resolver estas questões neste período, não o farão nem em 8, 12 ou mais anos.

Debates políticos na TV não são nada democráticos!

Deixar de fora dos debates eleitorais os candidatos de partidos "pequenos", sem permitir ao povo ouvi-los além dos tempos ridículos de que dispõem no horário eleitoral gratuito, é uma democracia tão fajuta, que poderia ser comparada a não permitir o voto a uma parte da população, como noutros tempos idos.

Prefeitos e vereadores: empregados muito, mas muito abusados mesmo

Prefeito e vereadores são comparaveis a um caseiro e alguns empregados a quem damos bastante dinheiro para cuidarem da nossa casa, mas dos quais não fiscalizamos o serviço.
Eles fazem, assim, o que bem entendem com nosso dinheiro, decoram a casa ao gosto deles, constroem e derrubam sem nos consultar, e não nos prestam contas. Ao final do contrato, se eles dizem que fizeram um bom trabalho e conseguem apresentar um mínimo bom resultado, acreditamos e prorrogamos seus contratos; se não fizeram um bom trabalho, mas souberam nos enganar muito bem, terão nova chance.
Se não trabalham e não sabem enganar, mas são simpáticos, bonitos e ou famosos, conseguem se manter no cargo por mais algum tempo.
Fora estes, os demais deveriam ser demitidos, e às vezes o são, mas acabam tentando voltar, já que "o patrão é bobo".

20 de set de 2012

A resistência (das pessoas) da coisa pública

Quem se dispõe a lutar contra descaso, omissão ou desonestidade de alguns gestores e funcionários públicos não deve esperar resultados rápidos. A resistência destas pessoas é muito grande, já que as mudanças para melhor nas instituições não os favorecem em nada; por isso protelam decisões e soluções pelo tempo necessário à desistência ou esquecimento de quem resolve cobrar algo deles, seja serviços, seja prestação de contas.
É uma luta bastante demorada. Perderá aquele que for menos insistente.

Exigir que o poder público e suas instituições e representantes  justifiquem os impostos cobrados não é algo comum, mas deve ser algo visto por todos com a normalidade necessária.

4 de set de 2012

Quem é o responsável pelo que é NOSSO? (uma questão financeira ou de educação; você decide.)

Cada cidadão precisa entender - se ainda não entende - e fazer seus filhos entenderem também, que o dinheiro público (ou do povo) é o mesmo dinheiro que este cidadão recebe pelo seu trabalho, e que utiliza para pagar taxas, tarifas, e ou impostos e para comprar produtos (cujos preços contém mais destes impostos); e que no fim das contas, este dinheiro é usado para custear bens e serviços utilizados pelo próprio cidadão.


Quando um aluno, por exemplo, quebra propositalmente ou por falta de cuidado uma carteira da escola pública, está quebrando uma carteira que seus pais indiretamente compraram para que ele possa nela estudar. 
Mas alguns pais parecem não saber disso, e talvez por isso não passam estes VALORES para seus filhos.

E antes que alguém questione a responsabilidade do governo e/ou dos parlamentares, é bom lembrar que são os cidadãos que pagam os salários deles também, e deles devem cobrar escolas dignas (saúde, transportes etc. idem), fiscalizando suas ações e cobrando a eficiência e a qualidade dos serviços e dos bens públicos. Votou em um candidato? Informe-o dos problemas; mas cobre DELE as soluções. Não votou em ninguém, ou seu candidato não foi eleito? Não importa: exija seus direitos (mas não descuide também de seus deveres como cidadão).

Voltando à pergunta-título desta postagem: Não precisa responder para mim... mas, pelo bem de TODOS, não se demore na sua resposta.

30 de ago de 2012

Uma Playlist bem especial

A cara da MPB mudou muito, de uns anos pra cá. E eu não gosto da cara nova dela. Entendo por MPB aquela música brasileira que toca nas rádios, nas novelas, e nos programas de auditório... que está na boca do povo, enfim. Para mim, isso é popular.
À medida que precisava atender minhas necessidades auditivas (não confundir com elitismo), fui deixando de ouvir rádio, ao mesmo tempo em que comecei a selecionar várias músicas de que gosto em mp3, inclusive as de MPB, mas em sua imensa maioria aquelas da "cara antiga", que tem estilo e conteúdo agradáveis aos meus ouvidos. A vantagem é que quase sempre só ouço o que gosto, e a desvantagem é que vez ou outra surge um talento nacional do qual não tomo conhecimento a não ser em programas que passam na madrugada, ou em sites especializados.

Aí recebo a sugestão de ouvir a playlist (clique e ouça no "Zuim") do "Sobre a Canção", excelente sítio-blog de Tulio Villaça, que me despertou a lembrança de um tempo não tão distante em que haviam festivais de música - MPB - que, mesmo tendo vencedores questionáveis, premiavam o público com muitas canções bem elaboradas e executadas. Bons autores e intérpretes surgiram nestas ocasiões, ou "na carona" delas. E a gente ouvia suas músicas nas rádios e na TV. Mas a geração contestadora que consumia e produzia música na ocasião era fruto de uma geração anterior, questionadora. A geração atual, ao contrário, é apenas consumidora, muito passiva frente a tudo que a rodeia, inclusive a música que, capitaneada por um empresariado sem compromissos com conteúdo, aproveita-se desta passividade para empurrar seus produtos valendo-se apenas da estética (ou moda) dominante atualmente.
E desta estética, eu também não gosto, embora compreenda e tente respeitar.

Desse modo, esta playlist me apresentou alguns nomes e/ou músicas que eu desconhecia, ou que apenas conhecia de nome; algumas surpresas boas, como Grande Poder com Deá Trancoso e Cor de Sol com Delia Fischer; e algumas gratas recordações de canções que perdi no tempo, como a bela Beira Mar, do valoroso Zé Ramalho e Que Bom, Amigo, com o grande Milton Nascimento.

Uns talentosos já deixaram este mundo, alguns continuam por aí, e outros novos continuam surgindo, mesmo com o mínimo espaço na mídia atualmente dedicado a eles. É preciso alguma boa vontade para procurá-los e poder desfrutar de suas obras.
Felizmente, ainda há quem nos dê dicas e aponte estes "caminhos", e faça a gente cotinuar crendo num amanhã, ao menos musical, melhor.

Que bom, amigo!

21 de ago de 2012

A zaga do Botafogo: boicote, displicência ou ruindade mesmo?

"Após mais uma derrota do Botafogo no Campeonato Brasileiro a zaga do Glorioso voltou a receber críticas."
(sidneyrezende.com)

Não é de hoje que a zaga do botafogo falha, principalmente, no final das partidas, quando cede empate ou vitória aos adversários. Seria cômodo e, talvez, injusto dizer que os jogadores estão mais atentos com seus cortes de cabelo exóticos ou com suas chuteiras coloridas... Mas o que mais poderia estar ocorrendo, fora isso? Falta de empenho? Boicote aos treinadores?
Boicote não creio, já que mudam os técnicos, e a zaga permanece igual.
Também não creio seja falta de empenho.
A meu ver, o problema é "somente" a limitação técnica destes jogadores, mesmo... Eles são daquele tipo em que, numa "pelada", seriam os últimos a serem escolhidos para os times, conseguindo as vagas apenas por falta de opções.
Não adianta ter o Seedorf - um bom organizador de jogadas - sem ter atacantes que as aproveitem, e não adianta ter ambos, se a zaga é muito fraca. A continuar assim, o máximo que este time conseguirá é ser um mero participante das competições; títulos, são impensáveis.

16 de ago de 2012

Pacote de concessão de estradas e ferrovias: é privatização?

"Dilma Rousseff anuncia pacote de concessão de estradas e ferrovias"
"Pacote prevê que a iniciativa privada administre, em regime de concessão, 7,5 mil quilômetros de rodovias, e 10 mil quilômetros de ferrovias."
Fonte: G1

Uns dizem que isso foi feito agora para abafar o julgamento do mensalão; outros, que não se trata de privatização - "Privatizar significa o Estado vender. O que se fala aqui é de fazer parceria. O Estado tem controle." (Jilmar Tatto).

As diferenças políticas vêm sendo cada vez mais usadas para atacar ou defender personalidades e partidos; as diferenças ideológicas, aquelas que poderiam tornar a nação realmente forte mesmo com as divergências, foram para o ralo há muito tempo. A população e os interesses do país, estados e cidades não interessam para a imensa maioria de nossos governantes e parlamentares. Então toda idéia que parta do governo, seja lá qual ele for, é rejeitada pela oposição, seja lá qual ela for, e vista com desconfiança pelo povo/eleitor.


sxc.hu/photo/1322016

Não sou petista nem 'dilmista', muito menos 'fhcista', mas alguma coisa precisava ser feita, e começou a ser feita, com bastante atraso. Nunca entendi direito o fato de nossa malha ferroviária ser relegada ao abandono, depois de tantos investimentos realizados em um passado não tão distante, mas sempre entendi que o mau uso ou o desvio das verbas públicas (de todos nós), aliados à gestores despreparados ou inescrupulosos (colocados em seus cargos direta ou indiretamente por nós), "detonaram" não apenas as rodovias estatais, mas principalmente os orgãos que deveriam bem cuidar delas.

A posição mais cômoda para o ser humano é a de falar mal daqueles que se propõem a fazer alguma coisa, isso quando não se empenham em atrapalhar; mas atrapalhar dá muito mais trabalho do que construir, ou mesmo ajudar a construir.

Este é o plano que, por ora, TEMOS. Se ninguém apresentou idéia melhor antes, se ele não é prejudicial para ninguém, se a proposta visa melhorar a logística e o escoamento de produtos e o deslocamento de pessoas, se possibilita gerar novos postos de trabalho, e se o Estado tomará conta, qual é o problema? Ah, vai possibilitar também mais corrupção... Provavelmente... mas esta não é uma questão política/partidária/econômica, é uma questão social. E questões sociais se resolvem, antes de tudo, com informação e educação, com o comprometimento de cada indivíduo não apenas consigo, mas também com o mundo ao seu redor. Isto, sim,  fará a diferença entre este ou qualquer outro plano dar certo ou não, ou mesmo se será concluído algum dia.

12 de ago de 2012

Olimpiadas Rio 2016: "...que o Brasil fique entre os 10 mais vitoriosos nos Jogos."

"A expectativa para Rio-2016 é de que pelo menos 10 modalidades tragam medalhas e que o Brasil fique entre os 10 mais vitoriosos nos Jogos."

Fonte: Y! Esportes


Que legal!... Mas...

Existe algum plano para isso?
Ou a que santo o COB pretende pedir este milagre?



Em tempo: A ausência do acento grave no título desta postagem não foi acidental.

11 de ago de 2012

México: jogou como nunca... mas desta vez ganhou.

Na decisão do ouro olímpico em londres, o México resolveu contrariar o dito popular "Jogou como nunca, perdeu como sempre".

O lateral brasileiro Rafael, literalmente, entregou o ouro aos 28s. Não podia mesmo dar boa coisa...

Economizei boa parte de meu tempo assistindo apenas ao começo e aos minutos finais do jogo. É muito irritante ver o mau hábito dos jogadores brasileiros reclamando de faltas em vez de disputar para valer as jogadas, ver a sucessão de passes errados de caras que ganham fortunas para fazer o que sabem de melhor, mas que não o fazem quando o momento é decisivo, ver o tal "toquinho" a mais na grande área adversária que permite a defesa do adversário... enfim, ver a displicência e a falta de empenho quando estes caras, se me permitem o termo, vestem a camisa amarelinha. Claro que, não podemos esquecer o comando - ou melhor,  a falta dele - dentro e fora de campo, e que não é de hoje.

Todos eles têm personalidade, são os melhores na bola em seus clubes e no marketing, mas na hora de mostrar que são tão bons ou melhores do que Pelé, Garrincha, Romário, e tantos outros...

Parabéns aos jogadores do México, que se empenharam muito e fizeram por merecer ouro.

2 de ago de 2012

O que é Ilícito?

Ilícito: buraco onde alguns animais racionais entram de cabeça, e de onde não saem mais por seus rabos ficarem presos uns aos dos outros.
 E.Wilson

1 de ago de 2012

O povo não tem Educação?! A culpa é da Rita! E da Nazaré Tedesco, da Odete Roitman, das Empreguetes, do Esquenta...

O povo não tem Educação?! A culpa é da Rita! E da Nazaré Tedesco, da Odete Roitman, das Empreguetes, do Esquenta, do Caldeirão, do Domingão, da Malhação, do BBB, de A Fazenda, do Hoje em Dia, de O Melhor do Brasil, do Muito +, do TV Fama, do Brasil Urgente, do Cante se Puder, do Casos de Família, da Eliana, do Programa do Ratinho, do Sexo a 3, além de outras porcarias cujos autores/diretores/produtores/patrocinadores/donos de emissoras/anunciantes entendem que um entretenimento não deve ter qualquer responsabilidade com a educação e com o comportamento das massas. (se você não concorda com o que eu escrevi, pode até não saber, mas faz parte dessa massa que aceita goela abaixo este lixo que te empurram, e por isso você é também responsável pela falta de educação e de instrução de nosso povo).

O Governo, claro, também é culpado quando ao longo do tempo concedeu canais de TV aos empresários e, à exceção do horário eleitoral gratuito e das falas de ministros e presidentes em rede nacional, não determinou nem determina regras de conduta que sirvam como aliadas para reimplantar e fortalecer a ética e a instrução do povo; mas, como os políticos tiram proveito disso, não há interesse em fazê-lo.

Antídoto? Sim, existe. Cada indivíduo deve aprender a escolher melhor o que assiste na TV (e agora também na Internet), e de boa vontade prestar atenção em programas que tenham algum conteúdo positivo, programas que acrescentem algo à sua vida pessoal, afetiva, profissional. Mesmo nas emissoras de alguns dos programas que citei há bons programas - a maioria, lamentavelmente no horário "pobre"; mas, assim como na política, não somos obrigados a escolher aqueles que aparecem mais, já que há outras opções, seja na TV aberta, seja na paga. Você já assistiu algum programa da TV Brasil, ou do canal Futura? Pois é...

31 de jul de 2012

Só no dicionário o "Pagamento" vem antes do "Trabalho".

Tenho observado e ouvido por aí um interesse crescente de pessoas querendo garantir o "pão de cada dia" e outros benefícios antes mesmo de provarem que são capazes e/ou merecedores da recompensa pelo seu trabalho. Curiosamente, percebo que isso vem ocorrendo mais frequentemente na prestação de serviços que envolvem mão-de-obra não qualificada. As exigências por parte destes trabalhadores começa antes mesmo - ou bem no início - da relação de trabalho. Todos precisamos e queremos ganhar dinheiro, mas creio que parte da população de baixa renda esteja habituada a receber sem contrapartida os benefícios ofertados pelo Estado, o que estaria estimulando este comportamento "dê cá, tome lá" frente aos contratantes de seus serviços profissionais. Acontece que uma relação assim não se concretiza, ou então não tem longevidade, já que começa deteriorada. Fora aqueles trabalhadores já estabelecidos e devidamente reconhecidos, que são até disputados por patrões e empresas, os demais precisam mostrar serviço antes de fazerem exigências. Isso se desejarem algo mais para suas vidas do que viver com um "Bolsa-Alguma-Coisa-Qualquer". É fundamental se fazer merecedor, provar o seu valor e talento; depois de conseguir isso, o indivíduo pode até se dar ao luxo de escolher propostas recebidas, sem esquecer de que não basta conquistar, é preciso manter-se merecedor da conquista. Ao se aposentar ou sair do trabalho, este profissional deixa saudades.

Dia desses ouvi parte de uma palestra na TV em que um pastor falava sobre a excelência: fazer o melhor que se possa, quando e onde estiver.
Se o seu melhor for limitado, procure ampliá-lo através da observação, do raciocínio, da emoção, da aquisição de conhecimento geral e específico. Quem fizer isso não precisará depender de muleta ou esmola social oferecida por governo algum, já que dependerá apenas de seu esforço e interesse para conquistar seja lá o que for.

Adaptando uma frase atribuída a Albert Einstein ("O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário."), embora seja praticamente a mesma coisa eu diria que "a recompensa só vem antes do trabalho no dicionário".

Toma lá, dá cá.

30 de jul de 2012

"O maior brasileiro de todos os tempos" ou "Os brasileiros mais populares hoje em dia"?

Ator e vlogueiro (isso mesmo, com "v") publicou um vídeo em que critica as escolhas, feitas pela população, de personalidades brasileiras que melhor representariam o Brasil, tema proposto e promovido por um canal de TV (aquele do S.S.).
Pelas escolhas de muitos nomes que não representam ou representaram, digamos, nada para a construção deste país, o vlogueiro chega a duas constatações óbvias (obvias para gente que desafia os limites do cérebro, é claro).

"Esta lista mostra nítida e claramente o maior problema do nosso país: a falta de investimento em educação".

"Esta lista é o resultado da alienação e da ignorância predominantes na cultura do povo brasileiro."

Ele sugere que os principais responsáveis por isso são nossos ex-presidentes populistas, mas na verdade, todos os nossos ex-presidentes (ao menos os mais recentes), não moveram uma palha pela saúde e nem pela educação - assim como a grande maioria dos demais parlamentares, tanto os locais quanto os nacionais -, e não podemos esquecer que, direta ou indiretamente, o povo é, foi e sempre será o responsável por levá-los ao poder e/ou por mantê-los lá.

"CINDROMEDEDAUM"

"AQUI EM BAICHO
CINDROMEDEDAUM
FURTUNA
ELE FAIZ
ALGODAOS
IZAMINAR
ANCIOSO..."

Paulo Freire, tome conta desta pessoa. Ou, melhor: apodere-se dela!

28 de jul de 2012

Os Jogos Olímpicos e o orgulho de duas cidades, Londres e Rio

Na cerimônia de abertura da Olimpíada 2012 o serviço de saúde pública britânica (NHS) foi homenageado por ser, segundo as palavras de um dos apresentadores dos jogos na TV, um orgulho dos britânicos. Isso me fez pensar na cerimônia dos jogos de 2016 no Rio de Janeiro, e no que poderíamos apresentar como sendo um verdadeiro orgulho de nossa Cidade e/ou de nosso País.
Deixando as várias piadas possíveis e as nossas belezas naturais de lado, e partindo para a seriedade, o que nos resta? Do que, realmente, podemos nos orgulhar? Não algo que esteja pronto, mas algo que tenha sido ou seja construído por nós, como um sistema de saúde pública eficiente. Isso mesmo, contruído: cada cidadão é capaz de construir o que deseja para si e para a sua comunidade. Fora aqueles que, por várias razões não morem ou desejem morar aqui (grande minoria, creio eu), todos os demais têm o dever de dar o seu melhor e fazer com que as coisas funcionem. Isso não é dever do Estado, é dever de cada um - mesmo que esse "cada um" seja um representante do Estado; e toda melhoria, todo sistema eficiente, é também responsabilidade de cada um. Ao permitirmos e/ou participarmos de grandes ou de pequenas infrações - dos lobbies políticos aos esparadrapos "levados" para casa por funcionários de hospitais - estamos contribuindo para a decadência, e não para a excelência do sistema. Infelizmente, a grande maioria da população prefere deixar para os outros a parte das responsabilidades que lhe cabe, mas reclama de seus direitos.
Então... Será que temos algo do que nos orgulhar como povo, seja em 2016, seja daqui em diante?

19 de jul de 2012

Metrô a "1,99"?! Será seguro?

No Rio, Metrô corta plataformas, pilastras e paredes de túneis em até 20 centímetros, para se adequar aos trens chineses.

Fora a questão "óbvia ululante"  (não sairia mais barato comprar trens adequados ao sistema, do que fazer obras para adaptar o sistema aos novos trens?), fica a preocupação dos usuários: Há reais riscos de descarrilamento com os novos trens que balançariam mais, e de desabamento de estações, com o tal corte de pilastras? E este produto chinês, é confiável ou é de 1,99?

O Metrô e o Estado podem ter boas explicações para isso, mas se o sindicato dos metroviários levantou a questão, fico com a impressão de que quem cuidou disso não sabia o que estava fazendo ou, se sabia, entendeu que seria mais econômico fazer assim. Seja o que for, "estou convencido" de que em momento algum se pensou na segurança do usuário ou dos funcionários que estarão circulando nos túneis e nas estações, lá embaixo.

Fonte:
"Metrô tem um mês para explicar obras em estações"

Recebeu cobrança indevida? Artigo 42 do CDC neles!

Dia desses recebi fatura do cartão com uma cobrança indevida e ilegal de um serviço que não pedi, daquelas do tipo "pague primeiro e reclame depois, que no mês que vem nós lhe devolveremos o cobrado a mais".
Como eu já havia deixado bem claro algumas vezes - inclusive no Procon e no JEC, há cerca de 2 anos - que eu não desejava nem o tal serviço, e nem que fosse tratado como idiota, liguei para o "call center" informando o ocorrido e pedindo providências, DANDO a "eles" duas opções:

1) Não pagar o indevido; ou seja, pagaria apenas o valor da fatura, menos o valor cobrado a mais (e sem nenhuma pendência deste na próxima fatura); ou

2) Pagar o indevido e recebê-lo como estorno, no mês seguinte, mas em dobro (conforme o art. 42 do Código de Defesa do Consumidor).
Esta, na verdade, foi a única opção que a atendente havia me oferecido (o EM DOBRO foi INSISTÊNCIA minha com ela e, posteriormente, com a sua supervisora).

Não foram conversas, digamos... tranquilas, mas a tal supervisora, diante do meu conhecimento da Lei e da ameaça de um novo* ingresso no JEC (Juizado especial Cível), cedeu e disse que eu poderia pagar apenas o valor da fatura descontando o tal acréscimo indesejado, o que fiz, e pude comprovar na fatura seguinte  que "eles" cumpriram com a "palavra".

Não escrevo isto por gabolice, mas para encorajar pessoas que se indignam, porém não reagem contra estes abusos, geralmente por desconhecimento de seus direitos e da Lei; esta mesma Lei que empresários deveriam obedecer, contudo, insistem em desafiar baseados apenas na ignorância (aqui sem o sentido pejorativo) e/ou na passividade de seus clientes.


(*) Já relatado em outro artigo neste blog, "Proteção Total".
O desfecho do caso, na ocasião: Após ser tratado com indiferença pela administradora do cartão no PROCON (não enviou ninguém na primeira vez, e sua representante não tinha nada a dizer na segunda vez), este órgão de defesa do consumidor me orientou a recorrer ao JEC, onde me propuseram um ACORDO, prontamente aceito, em que me pagaram cerca de 565% (quinhentos e sessenta e cinco por cento) a mais do que teriam que me devolver. Como não era meu objetivo ficar rico com isso, dei-me por satisfeito. Imagino que para "eles" não tenha sido exatamente um bom negócio...
Mas, pelo visto agora, me retiraram da lista dos "não mexam com este cara".

Informe-se melhor:

Artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor - Lei 8078/90

Por uma aplicação correta do parágrafo único do art. 42 do Código de Defesa do Consumidor

16 de jul de 2012

O "semáfaro" e o caso JFK em HD

SemÁfaro, semÁfaro, semÁfaro...

Vendo um programa no NatGeo sobre os vídeos em alta definição do assassinato de JFK, os narradores sempre falavam assim ao se referirem a um determinado semáfOro. Os tradutores e narradores não perceberam, mas também estavam cometendo um crime contra a nossa tão maltratada língua portuguesa.

5 de jul de 2012

Mensagens subliminares no SBT?

Você está vendo um filme ou série de que gosta na TV, e no meio de uma cena, em menos de 1 segundo, aparece uma mensagem qualquer que não tem absolutamente nada a ver com a história. No caso, a mensagem é a estréia de um dos programas daquela emissora.

- E daí? Nada de mais. Eles precisam vender o peixe deles, e eu não vou comprar o tal peixe só por causa disso.

- Mas vc não se incomoda com o fato daquele "corpo estranho" invadir sua tela repentinamente, sumindo logo depois?

- Ah, nem dá pra perceber direito, é tão rápido. Além disso, tem muitos produtos sendo anunciados dentro dos programas e filmes, e nem por isso as pessoas os consomem.

- Bem então, pra começar, você nem faz idéia de como a publicidade funciona. A função dela é fazer com que, na hora de consumir, você se lembre de determinado produto. E geralmente, este processo não acontece da noite para o dia, leva um bom tempo.

- Balela! Não compro nada que eu não queira.

- Então tá... Mas qual é mesmo o refrigerante ou a cerveja que você bebe? É diferente de algum daqueles que você mais vê nos anúncios?

- ...

- E, pra terminar, você sabe a diferença entre o que chamam de"merchandising" e propaganda ou mensagem subliminar?

- Não. Qual é?

- O termo "merchandising", em linhas gerais, é uma propaganda inserida em um determinado programa de TV, em cenas de filmes e novelas, mas que fazem parte do contexto, de uma forma aceitável pelo espectador.
Já a mensagem subliminar, além de não fazer parte do contexto da obra ou programa, é inserida dissimuladamente, para não ser percebida a nível consciente pelo espectador; é uma violência, já que a propaganda é empurrada sem que as pessoas se deem conta disso; ainda que o código de ética publicitária não tenha uma posição muito clara a respeito, o Código de Defesa do Consumidor condena anúncios disfarçados, e os que deles se utilizam podem ser punidos.

- Ah, mas o anúncio deles dá para ser percebido, muita gente vê. Seria subliminar, mesmo assim?

- Legalmente, não sei. Mas não é ético... e acho desagradável. Mas o que podemos fazer a não ser deixar de assistir programas de uma emissora que abusa do espectador e deixar que a defesa do consumidor e o CONAR façam a sua parte?

...

(Normalmente não menciono marcas explicitamente, já que não ganho pra isso ou que poderia ser acusado de difamação, mas não tinha como falar do assunto sem citar a emissora do "homem do baú")

Fontes/mais sobre o assunto:
http://www.em6.com.br/sbt-usa-tipo-propaganda-proibida-sua-programacao

http://www.gizmodo.com.br/o-marketing-de-guerrilha-do-sbt-causa-um-misto-de-alegria-e-pena/
http://www.conar.org.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mensagem_subliminar
http://novosdireitos.wordpress.com/2008/03/24/a-publicidade-subliminar-em-face-do-codigo-de-defesa-do-consumidor/


3 de jul de 2012

"-A Sra. avançou o sinal!"... "- E por causa disso você bate no meu carro?"


Uma pequena colisão no trânsito. Um ônibus (no qual eu estava) bate na lateral traseira de um belo “SUV” prateado. A condutora deste último desce, e segue-se a parte do diálogo, que consegui ouvir, com o motorista do coletivo:

- Ô seu motorista, não me viu não?
- A Sra. avançou o sinal!
- E por causa disso você bate no meu carro?
...

Pelas palavras de ambos, ela entende que pode transgredir as regras sem merecer qualquer tipo de consequência; ele, por sua vez, se dá o direito de punir quem descumpre uma regra. Ambos acabam, com isso, punindo a si mesmos, e aos outros: ela ficará com o veículo (o bem material) avariado, ainda que temporariamente; ele, receberá algum tipo de reprimenda da empresa de ônibus onde trabalha; e os passageiros do coletivo, ficam com o aborrecimento do atraso da viagem. Isso sem contar com outros possíveis prejuízos, para outras pesoas, como consequencia de um “efeito borboleta”.

Foto: www.sxc.hu
O fato de alguém avançar um sinal de trânsito não dá ao outro o direito de colidir os veículos, quando a colisão pode ser evitada (como eu dirijo e tenho noções de direção defensiva, posso assegurar que foi este o caso). Fiquei com a impressão de que o motorista do ônibus não se importou em “punir” aquela pessoa que OUSOU cruzar um veículo bonito e novinho na frente dele, atrapalhando sua trajetória, da mesma forma entendi que aquela pessoa que estava dirigindo aquele lindo carro prateado sentiu-se no DIREITO de transgredir as regras do trânsito, atrapalhando o ir e vir de outros veículos. 
Não me baseio, ao dizer isso, apenas no fato em si: ando muito nas ruas, e observo, também muito, o comportamento displicente e/ou arrogante de motoristas desta cidade. Não serei o primeiro a pensar ou dizer isso, mas os condutores de veículos depositam no volante toda a carga emocional da qual estão revestidos, e aqueles que conduzem o veículo maior ou o mais moderno insistem em estabelecer uma hierarquia de poder que NÃO EXISTE nem de fato e nem de direito; é uma “simples” disputa pelo poder, onde quem "acha que pode" desafia quem "tem certeza de que pode mais", e ambos encontram pelo caminho a teimosa resistência ou a benevolente compreensão daqueles que "sabem que os direitos são iguais"; como é muito tênue a linha entre o poder e o abuso do poder, os conflitos são gerados, e TODOS saem perdendo de algum modo, com prejuízos que vão dos pequenos danos materiais às grandes tragédias do trânsito (que, em geral, não causam comoção em quem as provoca, apenas nas famílias das vítimas). 
Em nome do EU, a vida e a saúde humana vão perdendo a importância.

A razão, tão deixada de lado nos últimos tempos, agoniza diante do egoísmo.

Sugestão de filme, para reflexão: Crash -No limite

2 de jul de 2012

Rio recebe título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Agora só faltam os seguintes títulos...

"Rio recebe título de Patrimônio Cultural da Humanidade"
(fonte: G1)

Agora só estão faltando os seguintes títulos para a Cidade assumir de vez a sua "Maravilhosidade":

Melhor Educação Pública

Melhor Sistema de Saúde Pública

Melhor sistema de Transportes Coletivos

Melhor renda per capita

Cidade mais limpa

Melhor índice de empregos

Menores índices de corrupção

Menores índices de violência

Cidade com mais justiça social

 

Esqueci de algum outro?...

(Não precisa ser a melhor cidade do Mundo em tudo, mas se esforços forem feitos e mantidos por todos - cidadãos e autoridades - para que ela seja, pelo menos, a melhor do Brasil, já estará de bom tamanho.  "...e tudo o mais lhe será acrescentado".)

27 de jun de 2012

10 por cento do PIB para Educação aprovado na Câmara em junho/2012!

A Câmara aprovou o Plano Nacional de Educação, que inclui uma meta de investimento de 10% do PIB em educação, a ser alcançado no prazo de dez anos. 10 anos! Mas já é um começo...
O plano prevê, também, entre outras coisas, a equiparação da remuneração dos professores com a de outros profissionais com formação superior.

A conclusão da votação do PNE, adiada diversas vezes, se deu em parte pela PRESSÃO DOS ESTUDANTES que lotaram o plenário da comissão.

Falta agora a aprovação no Senado e, depois, a sanção presidencial.

Aloizio Mercadante (por hora, Ministro da Educação):
"É uma tarefa política difícil de ser executada”.
O MEC diz que estudará as repercussões e as implicações da decisão e aguardará ainda a tramitação do plano no Senado Federal.

(Fonte: Estadão)

Me parece que ministro e Ministério, em vez de lutar por isso, torcem contra.

Que no final das contas, os recursos cheguem onde realmente devem chegar.

20 de jun de 2012

Lula, Maluf e o câncer

Creio que, estando aqui neste bendito planeta, temos uma oportunidade "única" de nos tornarmos melhores a cada dia, e penso que, às vezes, uma doença grave nos "ajude" individualmente neste propósito. Normalmente, diante do sofrimento ou da morte, cada ser humano repensa a própria vida e busca formas de prolongá-la e torná-la melhor para si.

Lula, ao se aliar politicamente a um criminoso internacional como Maluf após ter se tratado de algo tão agressivo como o câncer, jogou no lixo a oportunidade de se tornar uma pessoa melhor através da doença.
Com isso ele prova que nao se importa com o povo, mas com a política, o poder e o dinheiro. Prova que não melhorou nada como ser humano.
Tenta provar que pode ser pior que um câncer.

6 de jun de 2012

A sacola do supermercado e a Rio+20

Para não perder a viagem da Rio+20, retorno* ao assunto da extinção das sacolas plásticas que recebemos nos supermercados ao fazer nossas compras: com tantos produtos embalados em plástico que levamos para casa...

Açúcar
Achocolatado
Adoçante
Arroz
Biscoito
Feijão
Farinha de mandioca
Fubá
Sal
Café
Óleo
Maionese
Extrato de tomate
Ervas aromáticas
Temperos
Coco ralado
Pão de forma
Batata palha
Macarrão
Queijo ralado
Margarina
Queijos
Iogurtes
Requeijão
Salsicha
Sabão em pedra
Sabão de coco
Sapólio
Detergente
Desinfetante
Esponja de aço
Água sanitária
Lustra-móveis
Limpa-tudo
Amaciante
Álcool
Sabonetes
Creme dental
Escova de dentes
Desodorante
Xampu
Condicionador
Papel-alumínio
Papel de PVC
Papel Toalha
Sabão em pó

...além de muitas outras embalagens recicláveis que normalmente vão para o lixo, como...
Metal/vidro:
Azeite
Leite de coco
Inseticida

"Tetra pak":
Leite Condensado
Creme de leite
Molho pronto

Papel/isopor:
Maisena
Gelatina
Chás
Cereal matinal
Caldo de carne
Caldo de galinha
Ovos
Sabão em pó
Fósforo
Lâmpadas

...por que este interesse em acabar apenas com a sacolinha?


A Rio+20 e a reciclagem no BR

A Rio+20 é a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD) que está sendo organizada conforme a Resolução 64/236 da Assembleia Geral da ONU (A/RES/64/236). Será realizada aqui no Brasil, de 20 a 22 de junho de 2012. Os temas abordados serão, em linhas gerais: Empregos, Energia, Cidades, Alimentos, Água, Oceanos e Desastres.

Às vésperas do evento, no último dia 03 de junho, foi fechado no Rio de Janeiro o aterro sanitário de Jardim Gramacho (saiba mais clicando aqui e aqui). Fato emblemático, e necessário. Mas, se por um lado resolve a destinação de parte do lixo desta cidade, não resolve o problema da parte restante. Aí deveriam entrar as políticas de incentivo à reciclagem de lixo. Muito pouco do lixo e dos bens inservíveis produzidos no Brasil é reciclado. Segundo a reportagem de um Jornal da TV, "O Brasil tem capacidade para reaproveitar mais 30% das garrafas descartadas, só não consegue por falhas na coleta do lixo. Nove trilhões de garrafas pet são produzidas anualmente no Brasil. Depois de usadas, 44% delas acabam no meio ambiente.". As falhas na coleta do lixo, no entanto, não são a única razão, e não somente as garrafas pet são recicláveis. A coleta de lixo seletivo merece mais incentivo, e isso cabe às prefeituras, mas havendo incentivos também à criação e ao desenvolvimento de indústrias de transformação e de aproveitamento dos resíduos recicláveis, mais empregos seriam gerados e, de quebra, haveria mais qualidade de vida para a população.

A questão a resolver é que, se alguém no topo da cadeia produtiva não tem qualquer ganho, não se interessa em produzir,e isso afeta a todos que estão na base. Como exemplo, há algum tempo eu fiz uma arrumação em casa, e separei algumas embalagens grandes de papelão para descartar. Ofereci de graça para um carroceiro da vizinhança, que recusou dizendo que "papelão não dá dinheiro" (ele costuma pegar utensílios de ferro descartados e queimar fios para separar o cobre e vender). Na visão - economicamente justa - do tal homem, o custo de pegar o papelão e por na carroça junto com outros cacarecos que levaria para vender a um ferro-velho não compensaria o "esforço". Fiquei decepcionado, e deixei o papelão para a companhia de limpeza levar. Deve ter ido parar em gramacho... com alguma sorte, algum catador o encontrou e trocou por um copo de café quente.

Imagino que este tema seja muito específico para constar na pauta da Rio+20, mas desejo que ele possa, ao menos, ser abordado com mais frequencia no país, daqui em diante. A sustentabilidade também passa por aí.

25 de mai de 2012

Babaca é você. (Ou será que sou eu?)

Um repórter de TV, ao fim de jogo de futebol em que um dos atacantes marcou três gols na partida, solicita ao atleta que este peça uma música - uma habitual brincadeira feita por um programa das noites dominicais da maior rede de televisão do país. Parecendo não entender do que o repórter falava (o atleta é estrangeiro, mas atua no país faz algum tempo), o rapaz recusa a pedir a música, que seria qualquer uma da qual ele gostasse. O repórter não pareceu se abalar, mas ao bem-humorado apresentador do tal programa restou a indignação em tom de brincadeira: “COMO ASSIM, ELE NÃO PEDIU MÚSICA?”, e uma música intitulada “Nenhuma” de uma banda baiana foi ao ar e encerrou a matéria. 

Mas não encerrou a questão: por conta disso, outro jornalista da mesma emissora classificou posteriormente o jogador de “BABACA” numa rede social. Do ponto de vista do apresentador e desse jornalista, foi estranhíssima e desrespeitosa a OUSADIA do atleta, talvez – em minha opinião – por ter se recusado a participar de uma brincadeira do maior conglomerado de comunicação do país.

No dia seguinte, o jogador desculpou-se dizendo que não conhecia a brincadeira, já que por ser estrangeiro, não conseguia entender direito o que se passava nos nossos programas de TV; mas também disse, mais tarde, que não era obrigado a participar da brincadeira. O jornalista, por sua vez, retirou o comentário depreciativo da rede social, e pronto. 

Pronto para eles, mas eu fiquei refletindo quem seria o BABACA, afinal: 

http://www.sxc.hu/photo/543591
  • O jogador, que desafiou - ainda que involuntariamente, um comportamento “geral” estabelecido no jornalismo de entretenimento, muito comum na atualidade? ou
  • O apresentador e o jornalista que se indignaram com a recusa, já que ambos são contratados da emissora, fazem parte da equipe que leva ao ar a tal brincadeira no programa, que crêem que TODA a população assista a este programa, e que confundiram "direito a pedir música" com  "dever de pedir"? ou
  • Quem, como eu, que vez ou outra assiste os gols da rodada no citado programa, mas também acha uma BABAQUICE este momento dos jogadores pedirem música por terem feito três ou mais gols num mesmo jogo? ou
  • Aqueles que (como eu também), nem sempre sabem ou não se interessam em saber o que acontece em determinados programas da TV?

Para ajudar na reflexão, alguns significados de BABACA:

BABACA
(origem controversa)
adj. 2 g. s. 2 g.
1. [Brasil]  Que ou quem é muito ingênuo. = BOBO, BOBOCA, TOLO
2. [Brasil]  Que ou quem tem pouca inteligência ou capacidade de decisão. = BOBO, BOBOCA
adj. 2 g.
3. [Brasil, Informal]  Que não é estimulante, interessante ou relevante (ex.: personagem babaca). = DESINTERESSANTE, IRRELEVANTE, SUPERFICIAL
s. f.

E, já que entrei na “brincadeira”...

BRINCADEIRA: s.f. Ação de brincar, divertimento.
Sinônimos: Gracejo, zombaria, palhaçada, peça, travessura, chacota, graça, farra, folgança, folguedo, folia, galhofa, gaudério, pândega...

BABACA, para mim, é aquele que não respeita, por arrogância, os direitos do outro.


Fontes: http://www.youtube.com/watch?v=yQuMG_CAg88 , http://www.portaldepaulinia.com.br/esportes/noticias/15642-reporter-da-globo-chama-herrera-de-babaca.html,  http://origemdapalavra.com.br/palavras/babaca/ , http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=babaca , http://origemdapalavra.com.br/palavras/babaca/ , http://www.antonimosesinonimos.com.br/brincadeira/, http://www.dicio.com.br/brincadeira/ .

12 de mai de 2012

Camelos de plantão: "Eu estou solteira!" (Maísa, 9 anos)

Atenção, Camelos* de plantão:
"Eu estou solteira!", declarou Maísa, 9 anos, apresentadora de uma das tvs xarope.

Antigamente, as meninas eram casadas (os pais as casavam, eu quis dizer) com 12 anos de idade ou menos. Estaremos voltando no tempo?

(*) Para quem não entendeu, é de Camelo, nome próprio, e não de camelô.

9 de abr de 2012

"Mardita" Oi Velox

Só por hoje: Já são sete dias sem usar Oi Velox.
A crise de abstinência já está passando, desde que eles resolveram me deixar sem conexão, sem solução e sem explicação.
Mas em breve espero ficar limpo desta droga.
Só espero não estar entrando em outra...

Fazem de tudo para conquistar clientes. Não fazem nada para mantê-los.
E quem fica mal visto é o pessoal do marketing e da publicidade!

31 de mar de 2012

O dia em que Jacarepaguá parou.


(http://www.sxc.hu/photo/858422)
Não, este dia ainda não chegou, mas fora o título sensacionalista, este dia não está longe, considerando-se os engarrafamentos cada vez maiores e constantes, causados principalmente por:
  • todo tipo de obras em todos os cantos;
  • motoristas impacientes e mal-educados que insistem em bloquear os cruzamentos;
  • pedestres que invadem as baias onde os ônibus deveriam parar, fazendo com que estes parem na própria pista, o que impede os outros veículos de se movimentarem;
  • motoristas de ônibus que se demoram mais tempo nos pontos de embarque de passageiros, já que tem de exercer também a função de cobradores;
  • paradas irregulares e desordenadas dos veículos de transporte alternativo; e
  • ineficácia absoluta de agentes de trânsito.

Isso sem contar com outras possíveis ocorrências, como buracos, blitzes, acidentes, etc.

21 de mar de 2012

Ligações perigosas... Mas só para o eleitor!

Quando é que o povo vai entender que se uma empresa (leia-se: empresário) financia/doa/contribui para a campanha política de quem quer que seja, ela está investindo; e quem investe, quer obter retorno do dinheiro investido. Como eles dizem é um troca de favores. Nenhum deles se importa com a Educação, a Saúde, a Habitação ou nada que diga respeito ao cidadão comum, ou ao eleitor.

Tem empresário na "jogada"? Descarte o candidato!

10 de mar de 2012

Ouvi na rua: filhos especiais

Duas mulheres estavam na pracinha próxima de minha casa, enquanto um menino especial brincava num balanço.
Uma delas, a mãe do garotinho, diz:

- Deus é muito justo. Deus me deu ele assim para eu cuidar dele; se não, poderia estar jogado por aí.

Não entendi bem se ela quis dizer se o filho fosse 'normal', que ela poderia não ter tantos cuidados, ou se fosse uma outra mãe, esta poderia não tratar bem da criança e até mesmo abandoná-la.

Não importa: Deus é justo, e aquele menino tem uma mãe zelosa, que entende e atende a vontade Divina.

1 de mar de 2012

A barca, o bonde e o secretário

O aumento de 60% na tarifa das Barcas, aqui no Rio, com a justificativa de que o aumento é para compensar melhorias neste transporte e para realizar investimentos, deixa exposta a falta de capacidade administrativa de seus gestores diretos e indiretos. Ou estes dirigentes não sabiam como administrar o serviço antes, ou não sabem agora; seja lá o que for, os usuários não podem e nem devem arcar com uma conta que não lhes pertence, resultante da falta de comprometimento e/ou de conhecimento administrativo do diretor fulano, do secretário beltrano ou do governador cicrano.
Ao Ministério Público cabe utilizar todos os recursos de forma a não permitir que este aumento abusivo se torne real.
Aos usuários das Barcas e à população, cabem protestos dentro da ordem e da Lei.

Se a falta de passageiros e o alto custo de operação justificam o aumento no preço das passagens, para que alugar ou comprar mais 11 (onze) barcas, já que faltam passageiros?
(fonte: http://www.alerj.rj.gov.br/Busca/OpenPage.asp?CodigoURL=41347&Fonte=Dados)

Ah, o bonde no título é só pra lembrar um recente e triste episódio envolvendo a mesma cidade, o mesmo tema (gestão) e pelo menos dois dos protagonistas citados.

12 de jan de 2012

O trabalho no bem e os companheiros difíceis

Muitas pessoas são convidadas ao trabalho voluntário nas instituições religiosas, individual ou coletivamente, seja pela necessidade da instituição, seja pela necessidade do indivíduo. A prática da caridade, representada no trabalho no bem, que compreende tanto as mais humildes tarefas quanto aquelas mais complexas, é recomendada na Doutrina Espírita como o remédio capaz de sanar ou de atenuar as dores da alma. Mas alguns companheiros escolhem complicar a administração deste medicamento para si e/ou para os demais.

Após muitos anos na Doutrina, já recebi inúmeros desses convites ao trabalho (alguns dos quais foram aceitos, ao longo do tempo), e pude presenciar com satisfação companheiros - inclusive de fora da instituição espírita -  que os receberam e deles não se esquivaram, comprometendo-se, antes de tudo, com o próprio progresso espiritual; mas já ouvi também relatos de pessoas que após convocações públicas para tarefas específicas , se ofereceram ao serviço, porém não foram direcionadas a essas tarefas, ou isso ocorreu apenas após uma longa espera. Fosse numa empresa privada, indagaríamos imediatamente qual a razão da oferta para vagas que não existem, mas em não se tratando de trabalho profissional e remunerado, sou levado a pensar que:
O convite é equivocado, já que na verdade não existem as tais “vagas” de trabalho; ou
Há algum impedimento por parte da pessoa convocada; ou
A chegada de um novo trabalhador na equipe possa representar algum tipo de ameaça ao coordenador do trabalho ou aos demais membros.
Em quaisquer dessas hipóteses, a reflexão de todos os envolvidos é necessária.

Se o convite foi equivocado, houve falha na comunicação. É preciso que os responsáveis por cada tarefa se manifestem e informem com clareza àqueles que serão responsáveis por divulgar a informação, a necessidade ou não de novos tarefeiros. Os divulgadores, por sua vez, precisam estar atentos ao que, a quem e o que irão informar, sob pena de criar expectativas errôneas em, por exemplo, uma pessoa que acaba de chegar ao centro espírita esperando acolhimento. Se esta pessoa apresenta-se para uma tarefa inexistente, não se sentirá acolhida e duvidará de toda a organização em si, e pode até mesmo decidir não continuar na instituição. Sim, essa pessoa tem o seu livre arbítrio, mas a alguém caberá a responsabilidade, neste caso, ao não acolhimento dela.

Se houver, da parte da pessoa convocada, algum impedimento, é preciso que isto também seja devidamente comunicado a ela; se tem limitações motoras impeditivas, ou se não possui o perfil adequado àquela tarefa, pode e deve ser respeitosamente informada disso, bem como ser apresentada a outras possíveis tarefas disponíveis. Lembremos aqui da responsabilidade que cabe àquele que realiza essa avaliação.

Se a chegada de um novo trabalhador incomoda ao coordenador ou ao grupo, é preciso que o motivo deste incômodo seja examinado, por cada um. Na área profissional, principalmente, um dos motivos é o medo da perda do cargo, das vantagens deste ou do status que ele representa.  Outro motivo é a resistência às novas idéias que um novo membro do grupo possa trazer; a simples possibilidade da alteração de um modo de trabalho conhecido por outro não conhecido chega a ser assustadora para algumas pessoas, que vêem nisso uma verdadeira ameaça, representada na figura do companheiro que está acabando de chegar. Nestes dois casos, isso não passa de apego, seja ao cargo, seja ao modus operandi; e aprendemos na Doutrina que quanto mais nos apegarmos às coisas e às pessoas, maior dificuldade teremos para nos reajustarmos após o desencarne: daqui levaremos apenas nossos sentimentos e emoções relativos aos nosso atos. Além desses, outro motivo pode ser um justificado despreparo do novo colaborador para a função a desempenhar. Nesse caso, a questão é um pouco mais complexa, já que envolveria de uma das partes uma recusa, e da outra, uma aceitação, e isso deve ser comunicado com clareza, com embasamento e com respeito e cuidado, de modo a não gerar desavenças entre os envolvidos.
Cabe lembrar que Jesus Cristo pregava a humildade como uma das virtudes que devemos buscar se quisermos nos tornar “grandes” entre os homens; e os espíritos elevados, além de dizer o mesmo na vasta literatura espírita, afirmam que o egoísmo e a vaidade praticados na Terra são frequentes causas de queixas e sofrimento de muitos espíritos desencarnados.
Jesus sabia também da fraqueza de Judas diante do dinheiro, mas mesmo tendo autoridade moral e liderança sobre seus apóstolos, permitiu que este figurasse entre eles; a consequência das más escolhas de Judas diante da oportunidade recebida deveu-se apenas a ele próprio.

Na instituição espírita temos a oportunidade de aprendermos que podemos - e devemos - nos corrigir de nossas más tendências se quisermos encontrar equilíbrio espiritual e sanar nossas mazelas do passado distante ou recente. Além do estudo da doutrina, as tarefas voltadas ao bem nos são apresentadas como os medicamentos necessários à nossa jornada, e o que se espera de nós, trabalhadores espíritas é que, abrandados os nossos sofrimentos, espalhemos amor e paz - não somente através de nossas palavras, mas principalmente, por meio de nossas atitudes - para todas as criaturas, além dos muros do centro espírita. Não faz sentido desperdiçarmos esta oportunidade com um movimento contrário, insistindo em levar para dentro do ambiente espírita os nossos maus hábitos, comportamentos reprováveis que nos levaram, de algum modo, direta ou indiretamente, a ingressar nas tarefas corretivas do espírito.
Muitos dirão que somos espíritos imperfeitos, num mundo de provas e expiações, e que estamos sujeitos a ferir os outros e a nos ferirmos. Verdade, mas oremos e vigiemos para não passarmos toda uma vida terrena valendo-nos desta justificativa para continuar errando viciosa e voluntariamente. Em cada uma de nossas encarnações podemos reduzir nossas falhas recorrentes, seja nesta mesma existência, seja ao longo das existências passadas. A decisão de nos livrarmos de um mau hábito é nossa, e as consequências disso pertencem somente a nós mesmos. Caso falhemos e nos demos conta disso, o caminho mais curto para a reparação é reconhecer o erro, pedir desculpas a quem tenhamos feito mal e perdoar a nós mesmos, para que possamos seguir em frente, em paz. Então, se Jesus estivesse diante de nós, diria “Vá e não peques mais”.

(Se for reproduzir, por favor, faça-o na íntegra.)


5 de jan de 2012

Então... 'apanha' o ministro, ou 'apanham' os parlamentares fluminenses?

Deu na mídia: 90% dos recursos de prevenção contra as enchentes foram para Pernambuco, coincidentemente, 'berço' do Sr. sinistro, digo, ministro...

"Orçamento de 2012 privilegia PE com dinheiro contra enchentes

O reduto político do ministro da Integração Nacional deve receber mais verba que o Rio de Janeiro, o estado que mais sofreu com as chuvas em 2011.
(...)
O ministro Fernando Bezerra mostrou números, planilhas, explicou valores e disse que Pernambuco apresentou projetos.
(...)
Segundo a assessoria do Ministério da Integração Nacional, o dinheiro que vai para estados e municípios depende de emendas parlamentares, aquelas propostas de senadores e deputados."


"O governo reconhece que gasta muito mais consertando do que prevenindo estragos causados por enchentes. Para ajudar as cidades atingidas, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleise Hoffmann, se reuniu com ministros."

Fonte: Jornal Globo News

Fosse no futebol, apaixonados torcedores do Rio de janeiro tirariam o "time" de campo, exigindo o retorno imediato dos deputados e senadores fluminenses!
Mas, como isso não é futebol, e o salvamento de muitas vidas, sim, é o que está em jogo, o que têm a dizer os parlamentares do Estado do Rio de janeiro?

3 de jan de 2012

Polícia para quem precisa!

Entre uma "zapeada" e outra, eis que encontro na TV ALERJ um debate cujo tema abordado é a situação atual da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Confesso que receei comentar este assunto aqui, já que não tenho nem desejo ter intimidade com 'coisas' políciais, e acho que, de um modo geral, a população pensa da mesma forma. Muito dessa reserva se deve à desinformação, e isso é responsabilidade de cada um: é preciso saber ouvir, para poder entender e fazer algum juízo dedeterminado assunto ou pessoa. A maioria do nosso povo não está acostumado a ouvir aqueles que estão dentro de uma determinada situação, mas acredita em tudo aquilo que se diga destes últimos, por exemplo, na imprensa. Só que, como eu já disse em alguma postagem anterior, a imprensa é feita por gente, e também é dirigida por gente, daí ela PODE ser tendenciosa conforme os interesses destas pessoas, geralmente o poder e/ou o dinheiro.
Dessa forma, por exemplo, embora todos sejamos obrigados a votar nas eleições, poucos gostam de falar sobre política, partindo do princípio que todos os políticos são desonestos, aproveitadores do dinheiro e das boas intenções da sociedade, mas candidatos ruins são eleitos aos montes. A falta de informação leva ao desinteresse, que leva novamente à falta de informação, que resulta num voto inconsciente: muitos candidatos são eleitos por qualquer motivo, menos pelo que realmente interessa: seu histórico ou seu potencial na vida pública.
Pois bem, não mudei de assunto. O que eu sabia da polícia é o que todo mundo sabe, mas não gosta de comentar. Sem entrar nestes detalhes, voltemos ao programa da TV ALERJ para dizer que, agora um pouco mais informado por uma imprensa alternativa às grandes empresas de mídia, consigo entender como anda a situação da Polícia Civil no nosso Estado que, se não realiza mais ou não é (mais) eficiente, isso acontece por uma série de motivos, menos pela falta de vontade da maioria de seus agentes. Um desses motivos é que o salário deles é o pior de todos os estados do País, o que também acarreta na evasão na instituição. Quer saber outros motivos? Informe-se!

"TV ALERJ (debate): Situação da Polícia Civil no Rio de Janeiro" Rio News
"Policiais Civis do Rio de Janeiro pedem valorização da profissão no Estado" SINDPOL