5 de out de 2012

Quando a Educação no Brasil começou a declinar.

Na chamada de um programa de TV (Futura) sobre educação, foi lançada uma pergunta, mais ou menos assim:
 
Em que momento histórico a Educação no Brasil começou a declinar?
 
Pensando numa resposta, antes de assistir ao tal programa, lembro-me que ouço e vejo muita gente atribuir tudo o que apareceu (e ainda aparece) de ruim no Brasil atual ao governo do PT de Lula e, posteriormente, de Dilma.
Com a Educação não seria diferente, certo? Não creio. É certo que, ao eleger um presidente apenas alfabetizado, o estudo deixou de ser para muitos algo essencial: se um homem oriundo da pobreza e sem formação acadêmica alguma conseguiu se tornar presidente do país, para que estudar? Isto foi corroborado posteriormente por algumas políticas assistencialistas de seu governo; sem estudo, não se consegue emprego, mas em compensação é possível conseguir alguns benefícios que garantem o sustento da família. O governo Lula durou 2 mandatos, o que seriam 8 anos de declínio na educação pública, já que não houve investimentos significativos no setor. Porém...
 
Durante este período, o que aconteceu foi um aumento dos postos formais de trabalho, em número bastante superior ao dos 8 anos de seu antecessor, um presidente culto, membro da Academia Brasileira de Letras, sociólogo, cientista político, professor (lecionou inclusive no exterior), e membro de uma abastada família, mas que não deu a importância devida a educação pública de base - a base que agora, dez anos após FHC deixar o governo, é alvo de críticas ferrenhas, não a ele, mas a Lula, embora tenha sido no governo deste último o lançamento do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que visa nivelar a educação brasileira com a dos países desenvolvidos até 2021.
 
Creio que o tal declínio da educação tenha iniciado bem antes da era FHC, mas se tomarmos apenas estes dois períodos de governo - 16 anos - como comparação, os últimos 8 anos, ainda que com desempenho pífio do governo Lula, apresentaram algum progresso na educação básica. Em outras palavras, se um jovem que hoje tem pouco mais de 20 anos, tendo sempre estudado em escola pública, que conseguiu ingressar em uma faculdade particular, mas não na pública por não ter tido uma boa educação de base, e não diferencia "mais" de "mas" - um erro muito comum aos jovens dessa faixa etária - envie a conta primeiro para FHC. Se ele não pagar, aí, sim tente o Lula.
 

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