22 de fev de 2011

A TV Tragédia e suas manhãs recheadas de "informação"


As manhãs de uma certa emissora de TV aberta, empenhada em ser a número um do País, são dedicadas ao noticiário e à reportagens, aparentemente informativas, mas predominam as tragédias de todo tipo. Até aí, nada demais, só assiste quem quer.
Porém (ah, porém!), existe uma grande diferença entre a informação pura e simples, e o sensacionalismo. No caso do jornalismo desta emissora, esta diferença é reduzida de forma muito sutil, quase imperceptível. A notícia é dada, e quando tem algum desdobramento, ela pode ser repetida nos dias seguintes acrescentada de algum dado novo; aí entram as sutilezas: as reportagens no local do acontecimento com as pessoas envolvidas e com autoridades fazem-se acompanhar por uma trilha sonora apelativa (que pode ser de suspense ou de tristeza, conforme o caso e a intenção dos editores), pela repetição de imagens (que ajudam a esticar a matéria) e pela comparação com casos semelhantes ocorridos (dias, meses, anos ou décadas atrás), estes utilizando-se dos mesmos recursos (trilha, repetição, comparação...).  A edição é, geralmente, muito bem feita, apesar do tema (e da repetição de imagens, que acho um recurso muito pobre). Não bastasse isso, exibem as notícias de desgraça uma imediatamente após outra, nem dando tempo pra gente pensar direito.

Ontem mesmo, eu acompanhava nesse canal o desdobramento de uma reportagem sobre uma moça que desaparecera em São Paulo, quando descobri pela reportagem que ela já havia sido encontrada, infelizmente assassinada, e o retrato falado do provável autor do crime já tinha sido divulgado; e não é que, quando me dei conta (necessário dizer que não faço apenas uma coisa de cada vez, estava também ao computador enquanto via TV), já tinha visto todos os familiares e amigos da jovem chorando, e começava a ver infográficos mostrando onde foram as lesões no corpo da vítima, enquanto uma repórter narrava os detalhes? Falei para mim mesmo:
-Êpa! Pra onde estão me levando? Não preciso deste lixo mental!
Desliguei a TV e coloquei músicas agradáveis para ouvir.

Que prazer mórbido é este de exibir reportagens assim? O que move estes jornalistas? Não sei, mas você pode tentar descobrir em uma outra postagem minha de um ano atrás: Telejornais, poupem-me dos detalhes sórdidos!

21 de fev de 2011

Meu passado e um certo morador de rua

Há pouco tempo, um trio de moradores de rua vinha pernoitando na frente do imóvel onde resido. Como em casa não somos de discriminar ninguém, e a presença deles não nos incomodava, sempre os cumprimentamos e respeitamos; eventualmente, dávamos-lhes água e alimento.
Curiosamente, um deles disse aos meus familiares que havia estudado comigo. Certo dia, com mais tempo, parei para conversar com eles, e meu ex-colega de classe se apresentou, mas não consegui reconhecê-lo, durante a conversa, nem pelo seu nome, nem pela sua fisionomia: isso somente aconteceu após umas duas horas, não após um árduo exercício de memória, mas após um relaxamento da mesma. Então, voltando no tempo...

1977, num colégio público da Zona Oeste carioca. Eu cursava o antigo ginasial, e após ter estudado desde a segunda série primária em uma mesma turma, fui nesse ano fazer a sétima série em outra turma, onde praticamente não conhecia ninguém. Não sei até hoje a razão da transferência (desfeita no ano seguinte, quando voltei à minha turma original): se alguém havia “pedido minha cabeça” por algum motivo, ou se a linda loirinha que ocupou “minha” vaga na turma da qual eu sempre fizera parte tinha um bom “pistolão” para encaixá-la numa turma de bons alunos (a minha turma original).
O fato é que a minha nova turma era mal vista; haviam alunos repetentes, rebeldes, agressivos... Fora duas meninas com quem eu me relacionava bem, e um bom colega de primeiro ano primário, não somente eu me sentia inadequado naquele ambiente, como me sentia até mesmo ameaçado; sim, o clima de animosidade era comum; quase todos os garotos procurando demonstrar força e superioridade uns sobre os outros. Eu, o franzino pacífico, vivi alguns momentos de tensão naquele longo ano.
Um dos caras valentes (soube anos depois que ele cumprira pena e morrera na Ilha Grande) certa vez me defendeu de um outro que vivia me ameaçando, dizendo-lhe:
- Deixe o cara em paz! Ele não está te fazendo nada!
A liderança me pareceu bem clara, já que não fui mais importunado pelo provocador.

Retornando aos dias de hoje...
Esta lembrança é a que me veio, daquela época. Aí ficou fácil lembrar quem era o morador de rua: era o provocador, aquele que recebeu a “ordem” para me deixar em paz.

O mundo dá voltas, mesmo.

Para matar uma possível curiosidade: não compartilhei minha lembrança com o desafortunado. Não mudaria em nada nossas vidas. Apenas agradeci a Deus por ter feito escolhas diferentes e por ter tido mais oportunidades na vida do que aquele pobre garoto.

17 de fev de 2011

A generosidade da oposição na votação do salário mínimo

Parlamentares não votam o novo salário mínimo com a mesma velocidade e generosidade com que votam seus próprios salários. Discutem, discutem e discutem, até que a maioria opta pelo...  mínimo.

A oposição é sempre generosa com o povo na votação do mínimo, mas nunca é maioria. E só é generosa enquanto oposição.

Na hora de aumentar o mínimo, o temor é de uma quebradeira econômica no país, mas na hora de aumentarem seus próprios salários, eles não se preocupam com isso. Não temem sequer a rejeição popular, já que o povo não tem memória alguma.

Já que eles votam os salários dos brasileiros, o plenário deveria ser aberto ao povo - como o é para visitação, e eu já estive lá - para propostas e a votação do salário deles, também. Seria muito mais justo.

E por falar na Justiça...

11 de fev de 2011

Vocação para o serviço público... (Parte III)

Esta postagem está relacionada à uma homônima, anterior. Mas se vc não quiser ir até lá, antes de mais nada cabe este registro:
Há raríssimas e heróicas exceções de servidores públicos que  atuam com a dignidade que deles se espera, dentre os quais incluo pessoas de meu relacionamento pessoal e que conheço bem, e pessoas estranhas das que já pude presenciar os serviços ou utilizar deles.

Sexta-feira, 11/02, num hospital público carioca.
A médica abre a porta, e chama pacientes pelo nome:
- Fulano!
(Silêncio)
- Cicrano!
(Silêncio)
- Beltrana!
(Silêncio)
- Ué, ninguém veio para a consulta?
Outras pessoas que estavam ali para consulta com outro médico, disseram:
- Chegaram algumas pessoas há algum tempo, mas viram esse papel aí na porta e foram embora.
A medica lê um papel preso à porta, pelo lado de fora, que informava que não haveria atendimento "hoje", sem especificar a data.
-Mas isso aqui foi de quarta-feira. Eu passei mal e não pude vir!
Arranca o papel e diz às pessoas:
- Se chegar alguém, peça para esperar um pouco, vou à direção e já volto, está bem?

Após algum tempo ela retorna, e conversa novamente com as pessoas (mas eu não prestei atenção); e não a vi mais.

Meia hora depois, chega uma paciente com o filho pequeno, e recebe a informação das pessoas que convesaram com a médica de que "a Dra. já foi embora".
- Como assim?! Estou dentro do horário da consulta marcada e ela já foi embora?! O menino está com dor de ouvido! Que falta de responsabilidade, eu vim de longe!
E vai embora sem atendimento.

Tristeza...

Lugares públicos: Lamento, mas nem você, nem seu celular, nem seu gosto musical interessam a ninguém.

Cena 1. Corredor de hospital. Interior. Dia.

O corredor tem bastante gente, mas não chega a estar lotado. Aos poucos, os ruídos vão aumentando.

Primeiro, um homem acompanhado de uma mulher (creio que fosse a mãe dele) ouve funk estridente no seu celular (uma verdadeira "caixa de abelha"), só interropendo quando ele falava com alguém do outro lado da linha, em voz alta: pela sua fala, pude perceber que ele tinha alguma deficiência mental leve; abstraí, e deixei possíveis reclamações a cargo dos funcionários ou de outras pessoas que aguardavam o atendimento médico, ou até mesmo de 'sua mãe' (da qual eu sequer ouvia a voz).
Em seguida, um homem de meia idade e seu filho, já adulto, resolvem falar de negócios entre si e, alternadamente, cada um ao seu celular. O filho negociava distribuição de cocos, com preço de R$ 1,40 para os revendedores; o pai, reclamava com a filha que ela estava gastando muito com o telefone e, com um cliente, um problema relativo à carteira de habilitação (motorista).
Adiante, após bastante espera de todos nós, uma mulher que estava sentada próximo a mim resolve ouvir música gospel no celular. Minha impaciência resolveu dar as caras, olhei "de lado", levantei-me, e me afastei.
O vozerio da conversa dos demais só diminuía à medida que as pessoas eram atendidas e iam embora.
O pior de tudo: fui um dos últimos a ser atendido.


Cena 2. Ônibus. Interior. Qualquer hora.

Passageiro(a) ouve música alta no seu MP "Tudo". Ele(ela) imagina estar sozinho(a) no ambiente; ou acredita que todos seus companheiros de viagem curtem aquele som, naquele volume. Desconhece um dispositivo baratinho, chamado Headphone - ou fone de ouvido, e que existe uma lei municipal proibindo o usos de aparelho sonoro nos transportes coletivos.
(Para piorar: entra o vendedor de guloseimas)
- Senhores passageiros, desculpe interromper o 'sossego do silêncio' de sua viagem...

Estas histórias continuam por aí...

De comum, entre eles: o propósito de satisfazer suas próprias vontades, ainda que (será uma condição!?) à custa de infernizar as vidas alheias.

10 de fev de 2011

Vocação para o serviço público: para o que se faz, ou para o que deveria ser feito? (Parte II)

Esta postagem está relacionada à uma homônima, anterior. Mas se vc não quiser ir até lá, antes de mais nada cabe este registro:
Há raríssimas e heróicas exceções de servidores públicos que  atuam com a dignidade que deles se espera, dentre os quais incluo pessoas de meu relacionamento pessoal e que conheço bem, e pessoas estranhas das que já pude presenciar os serviços ou utilizar deles.


Fato 1

Há cerca de um mês sofri um pequeno acidente, e sem plano de saúde, dirigi-me a um dos bons (sem ironia) hospitais públicos cariocas. Fui até, de certo modo, pronta e rapidamente atendido, se comparado à experiências anteriores. Porém, se eu dependesse apenas da vontade dos funcionários de plantão, voltaria para casa sem atendimento: tive de usar de toda minha assertividade, além de exacerbar um pouco minhas expressões corporais, para driblar pessoas que preferiam estar fazendo qualquer outra coisa, menos estar trabalhando naquele domingo à tarde num hospital.

Depois de passar pelo guichê e fazer uma ficha, a orientação era dirigir-me à uma sala para triagem; nesta sala, quatro mulheres conversavam assuntos pessoais, e uma delas me perguntou o que eu sentia. Expliquei, ela ‘olhou’ e me disse:
- vá à sala de sutura.
Na sala de sutura, aguardei o atendimento de outras pessoas; na minha vez, um médico à paisana perguntou o que tinha havido; relatei, mostrei minhas escoriações e corte e falei de uma forte pancada no tornozelo, que me doía relamente bastante. Comentei, para diminuir a ‘distância’, que estranhei o hospital estar com pouco movimento, e o médico brincou, falando com um enfermeiro: - Você está achando ruim? Eu não! Vou até sair mais cedo hoje. Depois disso, educadamente sugeri e questionei a necessidade de antitetânica, de pontos –que não precisei- e de radiografia, e fui atendido nestes quesitos, inclusive tendo um dos ferimentos lavado com água e sabão após mostrar a ele minha preocupação com a possibilidade de haver ficado resíduos de amianto no ferimento. Terminado este atendimento, este médico me encaminhou para uma sala no lado oposto do saguão, onde eu seria atendido por um ortopedista. Seria. Como só havia eu ali, não aparecia ninguém e a porta do consultório não abria desde que eu me posicionei bem em frente, já fazia uns vinte minutos, perguntei a um funcionário:
- O ortopedista está aí?
Ele disse-me não ter ortopedista no hospital.
- Hã?! Fui à um dos vigilantes - já que o médico anterior havia deixado a sala de sutura - que confirmou a informação, e disse que só ambulatório, durante a semana, ou que eu fosse ao Miguel Couto (do outro lado da cidade). Perguntei:
- Mas aqui não é emergência, e este hospital não é referência em ortopedia; sempre fui atendido assim, aqui!?
Diante de minha insistência, ele cedeu:
- Você pode tentar na grande emergência.
- E como eu chego lá?...

Na grande emergência, muita gente em macas; e eu, mancando. Abordei o primeiro médico que vi, com algum receio, já que ele parecia aborrecido:
- O Sr. É ortopedista?
-Qual o problema?
Expliquei, e mencionei a pancada no pé, que doía muito etc. Como ele me vira mancando ao chegar, me perguntou:
– Você manca?
– Normalmente não.
– Um momento. (Escreveu num papel sobre o balcão e me encaminhou ao setor de raios-X.)

No setor de raios-x, outro guichê, onde três mulheres conversam. Vinte ou trinta minutos depois, sou chamado por uma delas, que realiza o exame. A meu favor o fato de ela descobrir, na minha ficha, que moramos na mesma rua. Papinho rápido, resultado idem, provavelmente facilitado pela vizinhança recém descoberta.

No retorno ao ortopedista, onde estava o médico? Nem as funcionárias que estavam na ‘ilha’ de atendimento sabiam. Um detalhe: Ninguém se prontifica a dar informações, é importante ressaltar. Se a gente quer saber algo nestes lugares, tem que arrancar a informação que deseja; com educação, claro; e, se possível, com simpatia. É a única maneira.
Depois de um tempo, o médico voltou e eu consegui mostrar-lhe os exames. Nada de fratura, ainda bem. Sou liberado por ele com uma receita de antiinflamatório, e deixo o hospital sem nenhum outro comprovante de que estive naquela unidade, já que na saída tenho de entregar a guia de atendimento. Do lado de fora, reencontro aquele primeiro médico, o da sutura, que me pergunta:  - Resolveu?
– Resolvi, obrigado!

Política da sobrevivência.


Fato 2

Hoje precisei resolver uma pendência num órgão da prefeitura carioca. Procuro informações no próprio site, na Internet, e descubro que posso começar a resolver a questão por ali mesmo, bastando para isso informar o número de registro. Poderia, mas embora ele exista, o número retorna um resultado “inexistente” (Realista, eu já esperava por isso!).
Busco no site os telefones do órgão, no meu bairro.
Quarta feira, 10h30min: nos três números discados ninguém atende, num tempo equivalente a dois minutos para cada um.
Recorro à ouvidoria, via Internet, para saber como proceder; a resposta vem rápida, da coordenação do órgão: dirija-se à inspetoria de sua região, endereço tal, telefones tais (os mesmos para os quais liguei sem sucesso).

No dia seguinte, vou à inspetoria regional. Chego por volta de 8:30 imaginando que abrisse as 9h, mas abriu somente às 10:05. (A espera foi na rua, já que o corredor do lugar não tinha ventilação e a temperatura ambiente estava insuportável. Quando reentrei no lugar, às 9:45, já haviam seis pessoas à minha frente.)
Curiosamente, já havia funcionários no setor às 8:30, o que percebi pelas vozes e iluminação por sobre as paredes. O interior da seção estava refrigerado, quando outros funcionários chegavam e entravam.

A porta foi finalmente aberta para atendimento ao público. Dois funcionários experientes atendiam (e muito bem, ressalte-se) as pessoas, e na minha vez, explicado o que eu pretendia, descobri que antes teria que ir à sede da prefeitura, para começar a resolver meu problema. Pois bem, saí da repartição e fui direto para a sede. Uma hora e pouca de viagem depois, ao chegar, descubro que os funcionários exatamente daquele setor estão em greve. Tempo e viagem perdidos.
Será que os funcionários da regional não sabiam da greve de seus pares da sede? Duvido, já que este tipo de informação circula rápido e muito bem. Mas esta informação não é repassada aos usuários dos serviços.


Em ambos os casos, é notória a falta de comunicação e de informação entre setores e funcionários de um mesmo órgão ou unidade. Esta desinformação é repassada aos usuários dos serviços, que sem a orientação adequada, não conseguem resolver seus problemas, muitos repassando sua indignação aos próprios servidores públicos (alguns até agressivamente, sob a constante ameaça de serem presos por desacato).

Tenho a ‘sorte’ de ser um pouco inteligente, razoavelmente culto e muito observador para perceber como atuar nestas situações e conseguir contornar algumas delas apenas utilizando estes meus ‘dons’, mas lamento profundamente por aquelas pessoas desprovidas destes recursos, que são jogadas de um lado para o outro, muitas vezes sem terem resolvido seus problemas; e lamento até por aquelas que ultrapassam os limites da indignação, porque desta forma será mais difícil ainda resolver seus problemas.


Isso vai mudar um dia? Não com as mesmas mentalidades e comportamentos.


Nota: não considerei as devidas iniciais maiúsculas de propósito.

Vocação para o serviço público: para o que se faz, ou para o que deveria ser feito?

Alguém disse na TV, em matéria sobre os “concursistas”, que é preciso ter vocação para o serviço público. Isso me faz refletir: a tal vocação seria para o que já se faz, ou para o que deveria ser feito? Seja qual for a resposta, a viabilidade da vida de todos nós e de nossos descendentes neste país depende desta reflexão, mas eu, particularmente, não acredito em mudanças de postura naqueles que hoje ocupam assentos dentro do serviço público. As raríssimas e heróicas exceções que menciono no parágrafo seguinte, obviamente, estão dispensadas desta mudança.

Órgãos públicos são espécies de empresas onde aqueles que as dirigem são mal preparados ou mal intencionados, os funcionários (com raríssimas e heróicas exceções) são mal acostumados, e os clientes (contribuintes, público-alvo, consumidores) são desconsiderados. Ou seja, ‘empresas’ completamente inviáveis, já que não se importam com seus ‘clientes’. O mais triste disso é que muitos dos clientes gostariam de estar no lugar dos funcionários, muitos dos funcionários também são clientes de outros órgãos (e são, por sua vez, igualmente desconsiderados), e muitos dos dirigentes apenas vão trocar de lugar com outros dirigentes de outros órgãos públicos. A aparente ineficiência resultante deste comportamento promove uma necessidade nem sempre real de aumento da mão-de-obra, que alimenta a indústria dos concursos públicos, ou demanda movimentos de paralisação dos serviços na reivindicação por melhores salários, condições de trabalho ou manutenção do emprego. Este conjunto forma um país inviável, e para mantê-lo funcionando, é necessário criar e/ou aumentar impostos.

Círculo vicioso, formado por pessoas com comportamentos viciados.

Primeiro pronunciamento da 'Presidenta'

Presidente Dilma fez seu primeiro pronunciamento em rádio e televisão na noite desta quinta, 10/02.

O discurso da 'presidenta' foi pertinente e oportuno. Mas por que eu não consigo acreditar que a Educação vai mudar para melhor no Brasil? 
Não, queridos opositores: não é por que "vindo dela e/ou do PT não se pode esperar muita coisa".

Minha resposta é mais sensata que isso: 
Por mais que Dilma queira e não meça esforços para realizar todas as propostas e atingir as metas, há muito mais gente interessada em "deixar tudo como está, que é para ver como é que fica". Quem lucra (dinheiro, fama, status, poder, emprego) com a falta de educação (de saúde, de habitação, de empregos, de dinheiro) em qualquer lugar deste planeta não quer largar o osso, nem que para isso derrube um presidente. Isso  vale também no futebol, quando um grupo de jogadores quer demitir um técnico, qualquer que seja a razão.