11 de fev de 2011

Lugares públicos: Lamento, mas nem você, nem seu celular, nem seu gosto musical interessam a ninguém.

Cena 1. Corredor de hospital. Interior. Dia.

O corredor tem bastante gente, mas não chega a estar lotado. Aos poucos, os ruídos vão aumentando.

Primeiro, um homem acompanhado de uma mulher (creio que fosse a mãe dele) ouve funk estridente no seu celular (uma verdadeira "caixa de abelha"), só interropendo quando ele falava com alguém do outro lado da linha, em voz alta: pela sua fala, pude perceber que ele tinha alguma deficiência mental leve; abstraí, e deixei possíveis reclamações a cargo dos funcionários ou de outras pessoas que aguardavam o atendimento médico, ou até mesmo de 'sua mãe' (da qual eu sequer ouvia a voz).
Em seguida, um homem de meia idade e seu filho, já adulto, resolvem falar de negócios entre si e, alternadamente, cada um ao seu celular. O filho negociava distribuição de cocos, com preço de R$ 1,40 para os revendedores; o pai, reclamava com a filha que ela estava gastando muito com o telefone e, com um cliente, um problema relativo à carteira de habilitação (motorista).
Adiante, após bastante espera de todos nós, uma mulher que estava sentada próximo a mim resolve ouvir música gospel no celular. Minha impaciência resolveu dar as caras, olhei "de lado", levantei-me, e me afastei.
O vozerio da conversa dos demais só diminuía à medida que as pessoas eram atendidas e iam embora.
O pior de tudo: fui um dos últimos a ser atendido.


Cena 2. Ônibus. Interior. Qualquer hora.

Passageiro(a) ouve música alta no seu MP "Tudo". Ele(ela) imagina estar sozinho(a) no ambiente; ou acredita que todos seus companheiros de viagem curtem aquele som, naquele volume. Desconhece um dispositivo baratinho, chamado Headphone - ou fone de ouvido, e que existe uma lei municipal proibindo o usos de aparelho sonoro nos transportes coletivos.
(Para piorar: entra o vendedor de guloseimas)
- Senhores passageiros, desculpe interromper o 'sossego do silêncio' de sua viagem...

Estas histórias continuam por aí...

De comum, entre eles: o propósito de satisfazer suas próprias vontades, ainda que (será uma condição!?) à custa de infernizar as vidas alheias.

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