4 de out de 2013

Microconsiderações sobre a greve dos professores no Rio

1) A Educação pública, de fato e em geral, está precária não somente no estado, como em todo o país. Professores do nível fundamental e médio, assim como os demais funcionários, ganham mal e não dispõem de boas condições de trabalho.

2) Sindicatos, em geral, servem apenas como trampolim para as aspirações políticas e/ou como oportunidade de exploração econômica dos sindicalizados, por parte de seus dirigentes. Deixam de promover negociações regulares entre as categorias e seus patrões (públicos ou privados), não fiscalizam as condições de trabalho destas categorias que representam e, somente quando pressionados pelos seus representados, resolvem promover "estardalhosas" greves, colocando a sociedade contra os patrões, quaisquer que sejam eles.

3) Patrões, quaisquer sejam eles, quase nunca oferecem nada que se não lhes peça. Partem do princípio que todos estão satisfeitos com seus salários e condições de trabalho. A diferença entre os do setor público e os do privado é que estes últimos tem compromisso com o lucro próprio por tempo indeterminado, e por isso, conforme o caso, podem se antecipar e oferecer algo não solicitado pelos empregados, enquanto os do setor público já tem seu lucro garantido, mesmo que por pouco tempo, e - fora aqueles que realmente cuidam da imagem política - não assumem qualquer compromisso com seus funcionários, muito menos com a sociedade.

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