19 de mai de 2014

O juiz, as religiões afro-brasileiras e o cristão


Um juiz federal negou uma ação proposta pelo Ministério Público Federal, justificando a negação da seguinte forma: “As manifestações religiosas afro-brasileiras não se constituem em religiões”. A tal ação pedia que fossem retirados da internet 15 vídeos ofensivos às crenças de matriz africana. (leia a notícia aqui)

Fora a questão jurídica, entendo que quaisquer religiões cujos membros se digam cristãos, mas que pregam intolerância contra adeptos de outras religiões (ou cultos, ou crenças, se preferirem), não são nem de longe, cristãs.
Jesus Cristo pregava caridade e respeito para com todos, e o único episódio citado nos textos bíblicos em que ele teria "perdido a cabeça" foi o da expulsão dos vendilhões (negociantes) do Templo de Jerusalém. Neste relato, Ele não se revoltou contra adeptos de religião alguma, apenas contra aqueles que usavam do espaço do Templo para obter vantagens financeiras (comercialização da fé, poderíamos dizer).

Então não faz o menor sentido se dizer cristão mas atacar, seja lá como for, a religião, crença ou culto alheios. Isso é, no mínimo, falta de caridade cristã; e, se está em desacordo com o Cristo, não é uma atitude cristã.

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Um amigo meu diz que sempre devemos nos perguntar, de modo a conduzir nossas ações nas situações do dia-a-dia:
"O que Jesus Cristo faria nesta situação?".

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