12 de nov de 2009

Massa e drogas: "Droga não deve ser ruim..."

"Muitos que conheci entraram nas drogas, assim como eu poderia ter entrado, mas para que eu devo experimentar algo que vai me fazer mal? Droga não deve ser ruim, porque se fosse ruim ninguém usava, mas você tem que saber que esse tipo de coisa não vai te ajudar em nada."

(Felipe Massa, numa entrevista para a Radio Jovem Pan em ontem,12/11/09)

Fonte: Redação Yahoo! Esportes


Muita gente caiu de pau em cima do piloto da Fórmula Um por conta desta declaração. Não vi nada demais nela.

Infelizmente, o brasileiro em geral tem dificuldade para ler e, consequentemente, entender. Daí decorre a má interpretação, e cada um a dá conforme seus próprios interesses.

O que um indivíduo considera bom (drogas lícitas ou ilícitas, chocolate, café, gordurinha da carne etc.) PODE trazer prejuízos à sua saúde. O prazer da utilização é DESTE indivíduo, e ele PODE ingerir a substância que desejar; mesmo que NÃO DEVA. Sua família PODE sofrer com as consequencias de seu ato.

Massa deixou claro que não usa pela sua própria saúde e pela sua famíla, e deixa implícito que , também, pela sua família de origem (pai, mãe, irmãos).
Mas não condenou quem usa, tampouco incentivou alguém a experimentar.

Esmiuçando...

"Droga não "DEVE" ser ruim..."

"...mas para que eu devo experimentar algo que vai me fazer mal?"

Muitos pais não tocam neste assunto em casa "para não despertar a vontade" de seus filhos, mas não sabem o que suas "crianças" andam fazendo, "lá fora". Equivale a não pronunciar a palavra "câncer" para não contrair a doença.

Lembro-me daquela piada dos galos de briga:

"Numa cidade do interior, um viajante, sem ter o que fazer, foi assistir as tradicionais brigas de galo. Por não entender nada do assunto, pediu ajuda a um homem ao seu lado.
- Por favor, qual é o galo bom, o branco ou o vermelho?
- O galo bão é o branco!
O viajante por mais que depressa, apostou tudo no galo branco. Com 30 segundos de briga, o galo
vermelho arrebentou o galo branco. Foi aí que o viajante reclamou:
-Pô! Eu perguntei qual era o favorito e o senhor me falou que era o branco!
- Não sinhô. O sinhô perguntô quar era o galo bão. E o galo bão é o branco.
Se o sinhô tivesse perguntado quar era o marvado..."

O apostador não soube perguntar e o que deu a dica só respondeu o que foi perguntado. Cada um interpretou ao seu bel prazer.

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