13 de jun de 2010

Pra não dizer que não falei da Copa...

"Ame-o, apesar de tudo. Ou deixe-o".

As seleções de futebol chegaram ao mesmo nível. A Brasileira, que estava num patamar superior até os anos 80, apenas se adequou ao nível das demais, ou seja: baixou seu nível. Os jogadores brasileiros, exportados para o futebol de outros países, tiveram de se adaptar ao controle de "qualidade" europeu. Nossos últimos técnicos e dirigentes futebolísticos também passaram por esta adaptação, e passaram a considerar que "se é bom para os europeus, é bom para o Brasil", e hoje só contamos com 1 (um) jogador na Seleção que joga aqui no Brasil, e assim mesmo depois de uma longa temporada por aquelas bandas.

Um ex-técnico, dublê de filósofo, disse, certa vez, que não há mais bobos no futebol. Escrevendo agora, me dei conta de que ele, embora falasse do tal nivelamento no campo de jogo, poderia ter seu discurso encaixado na economia: são altíssimos os investimentos e lucros que giram ao redor da bola, e nesse particular não acredito em bobos, somente em oportunidades e conveniências.

Este time brasileiro não me empolga, como não empolgaram os últimos (mesmo o campeão de 1994, que já trazia um pouco daquele tal controle de "qualidade"). Somos uma fábrica de talentos - tanto que exportamos jogadores - e não dependemos de um ou outro para empreender uma jogada espetacular e ganhar uma partida. A mídia se esforça em passar uma imagem de que Portugal (só tem um jogador de destaque, e sempre decepcionou em Copas), Espanha (nunca justificou a fama), Inglaterra ("inventou" o jogo, mas não sabe o que fazer com ele), França (também só tinha/tem um ou dois jogadores razoáveis) e Alemanha (tem algum craque?) são adversários temíveis. Até os EUA hoje são temidos pelos nossos técnicos! Há algo (muito) errado quando o Brasil se preocupa com adversários como Coréia do Norte e Costa do Marfim. Convenhamos: estas seleções são no máximo boas adversárias entre elas mesmas; e embora sejam respeitáveis (como são os atletas que vestem seus uniformes), no Brasil temos mais e melhores jogadores, muitos deles, felizmente, ainda não submetidos à "qualidade tipo exportação". Lamentavelmente, no entanto, não são escolhidos para a grande vitrine do futebol.

Não falei antes da Argentina de propósito: em qualquer competição de futebol é a única equipe à altura do futebol genuinamente brasileiro; em geral, os hermanos brindam o público com um bom futebol. Antes que alguém diga que torço para argentinos: gosto do espetáculo futebol, e ganhar deles sempre tem um sabor muito especial, ainda que seja com este nosso time "europeu".

Fala sério: Uruguai 0 X 0 França. Só os iguais, mesmo, para temê-los...

Um comentário:

  1. Muita gente boa não se da conta de que não é proibido continuar sendo Brasileiro nos intervalos de grandes e lucrativos (para poucos) eventos esportivos... Daí a minha torcida contra a Seleção. Eu torço, fervorosamente, pela Nação Brasileira! Quanto ao futebol...

    "Coronados de Gloria Vivamos
    O Juremos con Gloria Morir
    O Juremos con Gloria Morir
    O Juremos con Gloria Morir"

    Conhece?

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