15 de nov de 2007

(Sobre a Copa 2006 II) Chega de Copa!

Na ocasião, escrevi:

Estou encerrando minha participação nesta Copa. Estas são minhas últimas considerações sobre a dita cuja.

1) Dizia eu que o Brasil só a perderia a taça para ele mesmo. Errei feio. Perdeu para as vaidades pessoais envolvidas. Neste quesito, cada jogador obteve o que queria embora as reclamações quanto ao “bicho”, uma merreca de aproximadamente R$ 87 mil que cada um vai receber pela classificação para as oitavas. Parece que a escolha foi pelos espelhinhos e miçangas, em vez do ouro...

2) Cafu diz que os jogadores da seleção merecem mais respeito por parte dos brasileiros. Concordo. Todo idoso merece nosso respeito, principalmente aquele que vemos diariamente na TV privado dos direitos que seu minguado dinheiro não pode comprar. Previdência privada só para uma privilegiada minoria que serve à seleção. Mérito deles, claro, que trabalharam pra isso, e agora podem (ou devem?) pendurar as chuteiras. Mas tinha que ser justamente durante o jogo com a França? O Zidane também estava se aposentando, mas não parou um minuto sequer.

Falta respeito, sim. Mas dos jogadores do Brasil com seus adversários franceses pela falta de competitividade; comigo e mais meia dúzia, pela perda do precioso tempo; e até com a bola, pobrezinha esquecida, que tanto lhes ajudou na carreira.

3) Acompanhei alguns jogos – sim, cochilei bastante também - e cheguei à conclusão de que a prorrogação pode ser a parte mais emocionante dos jogos, e se o tempo normal fosse eliminado, não faria falta. Economizaríamos muito tempo, inclusive. E a disputa de pênaltis? Não chega a ser justa, nem injusta: as equipes que nela se enfrentam estão no mesmo nível de qualidade. Para cima ou para baixo.

4) Finalmente, estou tendendo a vincular a imagem de alguns jogadores da nossa seleção à imagem da maioria de nossos políticos... Se o deles já está garantido, para que suar a camisa?

Enfim, começou o ano. Se as eleições deixarem, claro.

Edu Corrêa. Publicitário metido à cronista, não estrela comercias para não perder o fôlego nos momentos decisivos.

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